Mato Grosso

Polícia Civil prende mais um membro de quadrilha responsável por roubo de gado em Confresa

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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, nesta sexta-feira (22.5), mais um dos alvos da Operação Vestigia, que investiga o roubo qualificado de aproximadamente 30 cabeças de gado realizado em uma propriedade rural localizada no Distrito de Três Flechas, em Confresa.

O suspeito, de 44 anos, foi localizado em sua casa, na zona urbana de Santa Cruz do Xingu. Ele é apontado como responsável pelo transporte do gado roubado, utilizando um caminhão de sua propriedade.

No momento da prisão, ele estava no mesmo caminhão apontado nas investigações como o utilizado no roubo. O suspeito havia chegado nesta madrugada de um frete realizado em Colíder e vinha sendo monitorado pela equipe da Delegacia de Santa Cruz do Xingu até o momento da prisão.

O crime

O crime ocorreu entre os dias 25 e 26 de junho de 2025, quando dois indivíduos armados e encapuzados invadiram uma propriedade rural, renderam o caseiro e o mantiveram amarrado por cerca de 24 horas enquanto realizavam a retirada do rebanho e de diversos objetos da fazenda.

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Durante a ação criminosa, os suspeitos demonstraram conhecimento prévio da estrutura da propriedade, questionando a vítima sobre o curral, acessos internos e localização dos animais. Além do gado, também foram subtraídos outros bens da propriedade rural. Antes de deixarem o local, os autores ainda danificaram o sistema de internet da fazenda, dificultando o acionamento imediato de ajuda.

Operação Vestigia

A Operação Vestigia foi deflagrada na última quarta-feira (20.5) para o cumprimento de 10 mandados judiciais relacionados à investigação de um roubo de gado em uma propriedade rural no Distrito de Três Flechas, em Confresa.

As diligências, conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Confresa (Derf de Confresa), identificaram vestígios de um caminhão boiadeiro utilizado no transporte do rebanho roubado, além de outros elementos que permitiram reconstruir a dinâmica criminosa e mapear o deslocamento dos animais após o crime.

Durante a fase operacional da operação, equipes da Derf de Confresa realizaram diligências simultâneas nos estados de Goiás, Pará e Mato Grosso, com apoio da Delegacia Regional de Vila Rica, do Núcleo de Inteligência da Regional de Vila Rica e da Delegacia de Polícia de Santa Cruz do Xingu.

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Ao todo, com a prisão desta sexta-feira (22.5), a operação resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão. As investigações prosseguem para localização de outros envolvidos e cumprimento de ordens judiciais ainda pendentes.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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