Mato Grosso

Polícia Civil resgata mulher e filhos vítimas de violência doméstica e cárcere privado em Água Boa

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Uma mulher e seus dois filhos, vítimas de violência doméstica e que eram mantidos em cárcere privado e sob constante ameaças, foram resgatados pela Polícia Civil, nesta sexta-feira (24.10), em uma propriedade na zona rural de Água Boa.

As investigações iniciaram após a Polícia Civil receber denúncia sobre uma mulher, moradora do Projeto de Assentamento Santa Maria, que era vítima de agressões físicas e psicológicas praticadas pelo companheiro.

Segundo as informações, a vítima vivia há meses em situação de isolamento, medo e extrema vulnerabilidade, sem recursos financeiros e impossibilitada de deixar o local. O suspeito era conhecido na cidade por seu histórico criminal extenso com diversas passagens por crimes de violência, ameaças e lesões corporais.

Diante do quadro de violência e o risco de novas agressões e devido à gravidade do caso, a equipe de investigadores da Delegacia de Polícia Civil de Água Boa foi até a propriedade, localizada em uma área de difícil acesso.

No local, os policiais encontraram a mulher e as duas crianças, que foram resgatadas, garantindo a segurança de todos. A vítima foi encaminhada a local protegido e recebeu atendimento humanizado por parte dos servidores.

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A Prefeitura Municipal de Água Boa, por meio da Secretaria de Assistência Social, prestou apoio social e logístico, viabilizando as passagens para o retorno da família ao seu estado de origem, em Maceió (AL), onde a mulher e os filhos serão acolhidos por familiares e integrados a uma rede de proteção permanente.

Segundo o delegado Danilo Rodrigues, a operação representa o comprometimento da Polícia Civil no enfrentamento à violência doméstica e familiar, assegurando a aplicação das medidas previstas na Lei Maria da Penha.

“Estamos diante de mais um caso que demonstra o quanto a violência doméstica pode aprisionar a vítima não apenas fisicamente, mas emocionalmente. O agressor possuía várias passagens criminais, o que reforça o risco que essa mulher e seus filhos enfrentavam. A ação da equipe policial e o apoio da Assistência Social foram essenciais para romper esse ciclo e garantir um novo recomeço para essa família”, destacou o delegado.

A Polícia Civil reforça que qualquer forma de violência deve ser denunciada. A denúncia é anônima e pode ser feita presencialmente na delegacia, pelo 190 (emergência) ou 197 (Disque-Denúncia da Polícia Civil).

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Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Corpo de Bombeiros combate seis incêndios florestais neste sábado (10)

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, neste sábado (10.10), seis incêndios florestais registrados nos municípios de União do Sul, Nossa Senhora do Livramento, Juruena, Santa Terezinha, Paranatinga e Rosário Oeste.

Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.

As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 62 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 41 focos foram registrados na Amazônia e 21 focos no Cerrado.

Em Terras Indígenas, foram identificados seis focos de calor, sendo dois focos na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis; dois focos na Terra Indígena Parque do Xingu, em Querência; e dois focos na Terra Indígena Terena Gleba Iriri, em Peixoto de Azevedo.

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É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.

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Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

Fonte: Governo MT – MT

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