Em duas ações distintas, policiais militares da Força Tática do 2º Comando Regional e do Grupo de Apoio (GAP) apreenderam, nesta segunda-feira (10.2), 25 tabletes de substância análoga à maconha e prenderam três pessoas por tráfico em Várzea Grande.
Equipes da Força Tática apreenderam nove tabletes de substância análoga à maconha e prenderam uma mulher, de 25 anos, por tráfico de drogas, no bairro Jardim Fortaleza.
Conforme o boletim de ocorrência, os policiais militares da Força Tática receberam informações das equipes do 1º Comando Regional sobre o tráfico de drogas em uma casa, na Rua 20, no Residencial Francisca Loureira Borba.
Após a denúncia, as equipes intensificaram o policiamento na região e se deslocaram até o endereço informado. No local, os policiais flagraram a suspeita saindo da residência apontada na denúncia.
A mulher tentou fugir da abordagem, sendo detida em seguida. Os policiais militares questionaram a mulher sobre a denúncia de tráfico de drogas e a localização de um morador do imóvel. À PM, ela revelou ser casada com o suspeito e que o homem teria deixado os entorpecentes sob sua responsabilidade.
A mulher ressaltou, ainda, que as drogas estariam escondidas no fundo da casa. Os policiais militares encontraram uma sacola contendo nove barras de maconha, embaladas em um plástico roxo.
Ainda na casa, os policiais identificaram três filhos da suspeita, menores de idade, que ficaram sob responsabilidade de uma tia da suspeita. A mulher e o material apreendido foram encaminhados à delegacia.
Tolerância Zero
Outras duas pessoas foram presas em flagrante, por policiais militares do Grupo de Apoio, no bairro Nova Esperança, na Região Metropolitana da Capital. Na ação, foram apreendidos 16 tabletes de maconha, 30 porções do mesmo entorpecente, três balanças de precisão, dois aparelhos celulares e três papéis adesivos.
Segundo o boletim de ocorrência, durante patrulhamento em decorrência da Operação Tolerância Zero, os policiais militares flagraram um homem, em atitude suspeita, em frente a uma residência.
O suspeito foi abordado e detido com diversas porções de maconha. À PM, o suspeito confessou que em uma outra casa havia grande quantidade de entorpecentes. No local, os policiais militares flagraram uma mulher e apreenderam novas porções e tabletes de maconha.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.