Mato Grosso

Polícia Penal intercepta drones e apreende 66 aparelhos na penitenciária de Rondonópolis em 13 dias

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Ações da Polícia Penal resultaram na apreensão de 66 aparelhos celulares e diversas porções de entorpecentes na Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa (Mata Grande), em Rondonópolis (212 km de Cuiabá), após interceptação de três drones entre os dias 31 de julho e 12 de agosto.

Neste mesmo período, também foram realizadas três operações com intuito de reforçar a fiscalização interna e externa na unidade prisional.

A ação mais recente ocorreu entre o último sábado (10) e esta segunda-feira (12). Denominada Operação “Final de Semana”, resultou na apreensão de dois tabletes de maconha de 955 gramas, oito aparelhos celulares, cinco carregadores, cinco cabos USB, quatro fones de ouvido, quatro adaptadores, dez fios de antena para celular, além de itens para reparo de celulares. Todo o material ilícito foi lançado por um drone.

Ainda durante a força-tarefa, os policiais realizaram uma revista em uma das celas da penitenciária, onde apreenderam 11 porções de maconha, duas porções de pasta base, uma de cocaína, dois celulares, um carregador e dois chips.

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Nos dias 7 e 8 de agosto, a Polícia Penal deflagrou a operação “Desforra” e interceptou um drone enquanto sobrevoava a penitenciária transportando quatro aparelhos celulares. Também houve uma varredura minuciosa nas celas, no saguão e nos solários do Raio II, para retirar materiais ilícitos.

Durante a revista, os detentos foram escoltados até a quadra esportiva para que a operação pudesse ser conduzida com segurança. Como resultado da ação, foram apreendidos 20 aparelhos celulares, 15 carregadores completos, 17 chips, um carregador portátil, 10 porções de cocaína de diversos tamanhos e uma balança de precisão.

Entre os dias 31 de julho e 1º de agosto, os policiais interceptaram um drone que sobrevoava a penitenciária carregando um tablete de maconha de 500 gramas, um telefone celular e uma garrafa de uísque destinados aos reeducandos. Esta ação aconteceu durante a operação “Noite Adentro”.

Os policiais também fizeram uma varredura nas celas para retirar mais materiais ilícitos. Ao todo, foram apreendidos um drone, um tablete de maconha, cinco porções menores da droga, 37 celulares smartphones, quatro carregadores portáteis, 31 cabos, uma máquina para fazer tatuagem, uma garrafa de uísque e uma vara de pescar retrátil.

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Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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