Mato Grosso

Polícias Civil e Penal prendem mulheres que tentavam entrar com drogas em presídio de Arenápolis

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Arenápolis, com apoio da Polícia Penal, prendeu em flagrante quatro mulheres suspeitas de tentar introduzir drogas no sistema prisional da cidade, durante operação realizada neste sábado (01.2).

A ação policial foi desencadeada com base em informações de inteligência que indicavam a intenção das suspeitas de levar entorpecentes para dentro da unidade prisional durante o dia de visitação.

Na operação, as equipes da Polícia Civil e da Polícia Penal monitoraram as suspeitas, sendo observado sinais de nervosismo e comportamento atípico. Ao serem abordadas, elas se recusaram a passar pelo exame de raio X, o que reforçou as suspeitas da tentativa de ocultação de materiais ilícitos.

Diante da situação, as suspeitas foram conduzidas a uma unidade de saúde, onde exames médicos confirmaram a presença de substâncias entorpecentes escondidas em seus corpos.

Segundo o delegado de Arenápolis, Hugo Abdon, a investigação que levou à prisão das mulheres faz parte de um trabalho contínuo da Polícia Civil para desarticular esquemas de tráfico no presídio local.

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Nos últimos dois meses, com o endurecimento das fiscalizações da Polícia Penal, grandes quantidades de drogas foram apreendidas dentro das celas. Essas apreensões motivaram a Delegacia de Polícia de Arenápolis a aprofundar as investigações para identificar os responsáveis pelo fornecimento dos entorpecentes aos detentos.

“Além da ação realizada neste sábado, um levantamento dos registros anteriores demonstra um padrão recorrente de tentativas de ingresso de substâncias ilícitas no presídio, evidenciando a necessidade de medidas cada vez mais rigorosas para coibir essa prática criminosa”, destacou o delegado.

As suspeitas foram conduzidas à Delegacia de Arenápolis, onde, após serem interrogadas, foram autuadas em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. O caso será encaminhado ao Poder Judiciário, para as providências cabíveis.

A atuação da Polícia Civil integra os trabalhos do programa Tolerância Zero Às Facções Criminosas, implantado pelo Governo do Mato Grosso no combate ao crime organizado, ao tráfico de drogas e às facções criminosas. As fiscalizações continuarão sendo intensificadas para impedir novas tentativas de ingresso de drogas no presídio.

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Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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