Mato Grosso

Politec capacita peritos criminais para análise de manchas de sangue em locais de crime

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A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) capacitou mais de 80 peritos oficiais criminais de todas as coordenadorias regionais do interior do Estado em análise de perfis de manchas de sangue.

O curso tem como finalidade treinar os servidores para a devida análise e compreensão dos vestígios manchas de sangue em locais de crime e, com isso, aperfeiçoar a elucidação dos crimes ocorridos, permitindo que os profissionais sejam capazes de extrair informações relativas à materialidade, dinâmica e autoria dos crimes contra a vida.

A capacitação itinerante tem carga horária de 16h, e teve início no dia 02 de outubro, na cidade de Rondonópolis, sendo concluída nesta quarta-feira (30.10) em Tangará da Serra.

O curso foi ministrado pelo perito oficial criminal lotado na Politec de Cuiabá, Daniel Soares.

Soares pondera que o curso serve como um aperfeiçoamento aos métodos já aplicados e conhecidos pelos peritos, e oferece um novo aporte teórico e metodológico para melhor interpretação dos vestígios. Ele espera que o treinamento funcione como mais uma ferramenta essencial para o trabalho pericial.

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“Tivemos a oportunidade de realizar alinhamentos teóricos, apresentar uma série de estudos de caso na área e realizar a parte prática, onde os peritos criminais estão reproduzindo todos os tipos de perfis que podem ser encontrados em um local de crime, para que eles possam compreender todos os mecanismos das manchas que eles encontram e fazer determinações sobre a posição em que estava a vítima no momento das agressões e a distância dela em relação aos anteparos”, explica o perito.

Para a perita oficial criminal de Juína, Denise Cunha, a capacitação irá contribuir para a eficiência das perícias.

“Foi uma excelente capacitação para nós peritos, que analisamos constantemente as manchas de sangue em locais de crimes. Refina o nosso conhecimento para uma melhor conclusão sobre a dinâmica e, consequentemente, a desvendar a cena de um crime”, avalia.

A gerente regional de criminalística de Cáceres e perita oficial criminal, Sandra Maldonado, considera que o curso “foi um momento oportuno para a formação de novos saberes e orientações, conforme novas metodologias, releitura de um conteúdo indispensável que objetiva o embasamento da busca da verdade real dos fatos ou aproximada dela”.

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O conteúdo programático do curso abordou ainda sobre documentação/registro fotográfico das manchas; coleta, armazenamento e transporte de vestígios contendo sangue; abordagem do sangue durante a elaboração de laudos periciais; pesquisas e testes para sangue oculto; análise reconstrutiva de uma cena de crime, dentre outros aspectos.

O treinamento também foi realizado nas coordenadorias regionais de Sinop, Barra do Garças e Cáceres. Em Cuiabá, a capacitação ocorrerá nos dias 06 e 07 de novembro.

O facilitador

Daniel Soares atua na Politec há 11 anos, é analista de Manchas de Sangue, membro da IABPA (Associação Internacional de Analistas de Manchas de Sangue) e membro do GAPE-MT (Grupo de Atuação em Perícias Especiais). É bacharel em Química e mestre em Ciências, com ênfase em Química Analítica, pela Universidade de São Paulo (USP).

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Sema conclui capacitação para manejo de animais silvestres em eventos climáticos extremos

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Terminou nesta sexta-feira (12.6) a programação da capacitação para Manejo e Contenção de Animais Silvestres em Eventos Climáticos Extremos promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Na última aula prática, os cursistas fizeram o manejo de jacarés na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em meio a uma simulação de eventos de desastre com animais. O objetivo foi demonstrar os desafios enfrentados pela fauna silvestre durante emergências ambientais decorrentes das mudanças climáticas, como estiagem prolongada e incêndios de grandes proporções.

Os profissionais contaram com agentes do Grupo de Resgate Técnico Animal do Pantanal (GRETAP-MS), capacitados em operações de risco, para instruí-los na execução dos aprendizados. As simulações ocorreram em três tardes de aulas de campo. No primeiro dia (10), foram ensinadas as técnicas de contenção, transporte e manutenção em mamíferos e serpentes. Já no segundo (11), foi a vez de grandes animais e aves e, por fim, o manejo de jacarés.

Segundo a médica veterinária e analista ambiental da Sema, Danny Moraes, a capacitação contínua da Sema para os profissionais que vão atuar em ambientes extremos possui relevância para proporcionar uma abordagem técnica de resgate que assegure a sobrevivência da fauna silvestre em ameaça.

“Essa é uma oportunidade ímpar de ampliar a quantidade de pessoas capacitadas para que os animais tenham atendimento da melhor forma possível e, assim, tenham maior chance de sobrevida e de retorno ao ambiente natural”, afirma a veterinária.

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Além disso, a atividade é uma oportunidade para trocar experiências com outros profissionais que atuam na linha de frente dos resgates, tanto em municípios de Mato Grosso quanto de outros estados.

Para a médica veterinária do Instituto Urihi, Luciana Guimarães, a importância da capacitação está na segurança adquirida pelo conhecimento teórico e aplicação de maneira responsável. “Tudo o que foi ensinado vai ser de extrema importância caso a gente precise aplicar, pois será agora de uma maneira aprimorada, mais responsável e segura, tanto para a equipe quanto para os animais”.

O coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros, Éder Toledo, destaca que o curso inaugura o plano de atividades do órgão ambiental, desenvolvido anualmente, para atendimentos aos animais silvestres no Estado de Mato Grosso, principalmente voltados às unidades de conservação.

Já as entidades participantes do encontro se tornam equipes que realizarão trabalhos in loco a partir da semana que vem, com o intuito de garantir a conscientização dos moradores de locais comumente atingidos. “Apesar de não termos focos de incêndio ou situações que envolvam animais, já vamos a campo para fazer reconhecimento de área, levantamento da situação e informar as pessoas, primordialmente na região da Transpantaneira e de Barão de Melgaço, além de fazer a distribuição de panfletos com o número de telefone para contato caso haja situações envolvendo animais silvestres naquela área”, relata o coordenador.

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Capacitação

A terceira edição do simpósio também promoveu conteúdo programático durante os cinco dias de encontros (de 8 a 12.06), relacionados à gestão do fogo, biossegurança, resgate técnico animal, discussão de casos, estabilização clínica na sobrevivência da fauna silvestre, manejo, contenção, transporte e manutenção de grandes animais.

Na parte prática também foi aplicada uma espécie de simulado integrado, que cria eventos de desastre com animais de grande e pequeno porte, como forma de demonstrar os desafios enfrentados na vida real pela fauna silvestre.

A ação contou com o apoio do Instituto Urihi para Preservação Ambiental, Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MT) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em Mato Grosso (Ibama).

Participaram do evento: servidores da Sema-MT, Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (Gretap-MS), CRMV-MT, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), Corpo de Bombeiros, Ibama e profissionais autônomos.

*Sob supervisão de Renata Prata

Fonte: Governo MT – MT

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