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Por Dentro do Parlamento recebe alunos do ensino médio de Poxoréu

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O programa Por Dentro do Parlamento recebeu na manhã de hoje (6) cerca de 60 alunos do 3º ano do ensino médio da Escola Estadual Professor João Pedro Torres, do município de Poxoréu. Coordenados pelo professor de geografia, Juvamilto Lopes dos Santos, os alunos foram recebidos pela equipe técnica do Planejamento Estratégico, com a coordenadora Raquel Juliano Jassniker.

Os estudantes participaram de duas palestras com explicações sobre o funcionamento do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, e em seguida, fizeram uma visita técnica pelo prédio conhecendo os setores, e o gabinete do deputado Sebastião Rezende (União).

“Durante as visitas mostramos toda a infraestrutura da Assembleia e o trabalho do deputado no dia a dia”, disse a coordenadora do programa, Raquel Juliano Jassniker.

Na sala da Escola do Legislativo, os alunos foram recepcionados pelo assessor parlamentar da Assembleia Legislativa, Leôncio Pinheiro Neto. Ele falou um pouco sobre a importância do exercício da cidadania para os estudantes. A estratégia utilizada foi a de perguntas e respostas.

“O objetivo do projeto é proporcionar aos alunos conhecimentos sobre a origem histórica, função e importância do Poder Legislativo e de seu processo parlamentar, promovendo aproximação entre a Assembleia Legislativa, alunos e os professores”, disse Leôncio.

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De acordo com o professor Juvamilto Lopes, essa visita faz parte de um projeto chamado “Conhecer os três Poderes”, desenvolvido no município de Poxoréu.

“Essa iniciativa tem o objetivo de mostrar para os alunos como é que funciona os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, para que eles possam saber a função de cada um dos deles”, explicou Lopes.

Na avaliação do professor de Geografia, a visita é importante para que as pessoas tenham entendimento de como são os trabalhos nos três Poderes. “Sempre é bom conhecer ambientes diferentes e de como ele funciona no dia a dia. Entendo que a visita na Assembleia será muito importante para todos eles”, afirmou Lopes.

A diretora da Escola Estadual Professor João Pedro Torres, professora Neilde Ferreira de Araújo Beapino acredita que os estudantes terão um conhecimento maior de como os deputados trabalham.

“Não é comum para eles fazer uma visita dessa importância, e saber como que tudo funciona. Essa ideia começou em Poxoréu, em 2021. Agora estamos expandindo com outros setores públicos para os alunos terem conhecimento dos trabalhos”, afirmou ela.

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A estudante Tais da Silva destacou que a visita foi fundamental para seus estudos futuros. “É a primeira vez que visito a Assembleia e significou muito para mim conhecer o prédio. É uma oportunidade única e aproveitei bastante, desde as palestras até conhecer o prédio”, aponta ela.

Para a estudante Rebeca Oliveira, as visitas deveriam acontecer com maior frequência para alunos das escolas públicas e privadas. “Temos que saber como um deputado trabalha dentro do gabinete, é nosso dever sabermos essas informações para quando formos votar, escolher o político certo”, finaliza ela.

O programa – O Por Dentro do Parlamento foi criado pela Resolução 4.867/2017. A iniciativa tem o objetivo de ampliar a participação social de estudantes e cidadãos no processo legislativo. As instituições de ensino (público e privado) e a sociedade civil organizada que desejam conhecer a história da Assembleia Legislativa, por meio do Programa Por Dentro do Parlamento, podem agendar a visita pelo e-mail institucional [email protected] e ainda pelos telefones (65) 3313-6282 e 6288.


Secretaria de Comunicação Social

Telefone: (65) 3313-6283

E-mail: [email protected]


Fonte: ALMT – MT

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Wilson Santos projeto para barrar esgoto e lixo nos rios e cursos d´água

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A Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (2), o Projeto de Lei nº 295/2026 de autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSD), que cria o Programa Estadual de Proteção e Combate à Poluição de Rios e Cursos D’Água. A proposta surgiu a partir das constatações feitas na 3ª Expedição Fluvial pelo Rio Cuiabá, que percorreu cerca de 980 quilômetros entre a Barragem de Manso e o Porto Jofre, o que revelou pontos críticos de poluição, lançamento irregular de esgoto e descarte de resíduos sólidos ao longo do trajeto.

O parlamentar relatou que a expedição identificou um cenário preocupante nos trechos urbanos do Rio Cuiabá, especialmente entre Cuiabá e Várzea Grande. Segundo ele, enquanto as áreas próximas à nascente permanecem preservadas, a realidade encontrada nas regiões urbanizadas é alarmante. “Nessa nossa descida do rio, o rio está limpo. Por sinal, o Rio Manso é de uma beleza impressionante. Mas, quando nós chegamos no perímetro urbano É inacreditável. É impressionante a quantidade de eletroeletrônicos jogados no rio, geladeira, fogão, capacete, garrafa PET, pneus”, relatou.

Wilson Santos destacou que o descarte irregular de resíduos não apenas compromete a qualidade ambiental dos rios, mas também afeta diretamente a fauna aquática e a atividade pesqueira. “É um dos fatores que não só agride o rio, como também atinge o estoque pesqueiro, porque muitos peixes acabam se alimentando daqueles restos. Plásticos são engolidos, pedaços de borracha”, alertou.

Ele também chamou atenção para a situação das comunidades ribeirinhas, que convivem com a falta de acesso à água tratada – mesmo vivendo às margens dos rios. “Os ribeirinhos não têm água tratada. Vieram nos pedir poços artesianos. Eles vivem na beira do rio e não têm água tratada. É uma ironia isso”, declarou.

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Wilson Santos também propôs que a Comissão de Meio Ambiente apresente emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 – destinando mais recursos para ações de saneamento básico e criticou a baixa participação do poder público estadual ao longo das últimas décadas. “O que o Estado tem colocado em saneamento básico é quase zero. Não é este governo, não. Há décadas o Estado vem colocando cada vez menos recursos para saneamento básico”, afirmou.

O parlamentar ainda destacou um dos principais gargalos do saneamento em Cuiabá. Para ele, apesar da ampla estrutura de coleta instalada pela concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto, grande parte dos imóveis ainda não está conectada à rede.

“Há um problema. 70% do esgoto produzido em Cuiabá não é tratado, porque ele não chega na rede coletora. A empresa fez a rede coletora, fez novas estações de tratamento, mas o esgoto não chega para ser tratado. É preciso encontrar uma solução para fazer essa ligação da fossa séptica até a rede coletora, em condições acessíveis para a população”, defendeu.

Durante a discussão da matéria, o deputado Valmir Moretto (Republicanos) manifestou apoio ao projeto e ressaltou que a degradação dos rios não é uma realidade exclusiva da capital mato-grossense. Ele também sugeriu a ampliação da proposta para contemplar ações voltadas à recuperação e preservação de nascentes, além de solicitar participação como coautor do projeto. “Não é privilégio de Cuiabá. Todas as cidades onde o rio corta a área urbana convivem com o descaso do lixo. Precisamos de um programa de resíduos sólidos muito forte em Mato Grosso”, manifestou.

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Já o deputado Nininho (Republicanos) defendeu que parte dos recursos arrecadados com multas ambientais seja destinada à recuperação de nascentes, afluentes e margens de rios degradadas pelo assoreamento. “Esses recursos poderiam ser destinados para recuperação das nossas afluentes e dos nossos rios. Isso sim, é cuidar da água, que é a coisa mais sagrada que nós temos”, declarou.

Programa – O projeto em tramitação na ALMT, estabelece uma política estadual permanente para prevenção, controle e redução da poluição hídrica provocada pelo lançamento irregular de resíduos, esgoto e outras substâncias nocivas em rios, riachos e demais cursos d’água de Mato Grosso.

Entre os objetivos da proposta estão a proteção da qualidade da água, a recuperação de áreas degradadas, o incentivo à ampliação dos sistemas de coleta e tratamento de esgoto, a recomposição da vegetação ciliar e o fortalecimento da participação da sociedade em ações de preservação ambiental.

O texto também prevê monitoramento periódico da qualidade das águas, mapeamento de pontos críticos de poluição, apoio técnico e financeiro aos municípios, campanhas de educação ambiental e parcerias com universidades, organizações da sociedade civil e empresas ligadas às áreas de saneamento e sustentabilidade.

Fonte: ALMT – MT

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