Tribunal de Justiça de MT

Portal dos Juizados Especiais amplia acesso à Justiça com serviços digitais rápidos e acessíveis

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A página do site dos Juizados Especiais do TJMT exibe barra azul institucional com menus de serviços, atendimento e transparência. Abaixo, há campo de busca e ícones temáticos para custas, processos, documentos e audiências.O Poder Judiciário de Mato Grosso disponibiliza à população o , desenvolvido para tornar o atendimento mais simples, ágil e próximo do cidadão. O Portal reúne em um único ambiente digital diversos serviços que antes exigiam ligações telefônicas ou deslocamento até as unidades judiciais, permitindo que o usuário resolva demandas de forma prática, a qualquer hora do dia.
A plataforma disponibiliza serviços 24 horas por dia, sete dias por semana, da Secretaria Unificada e dos seguintes Juizados Especiais Cíveis: 1º, 2º, 4º e 6º Juizados de Cuiabá, além do 1º e 2º Juizados Especiais Cíveis de Várzea Grande.
Justiça moderna e próxima do cidadão
O objetivo principal do Portal é facilitar o acesso da população aos serviços da Justiça, criando um espaço único onde o cidadão encontra, de forma rápida, as informações e atendimentos de que necessita.
Além disso, foi desenvolvido com recursos de acessibilidade e soluções de inteligência artificial, garantindo inclusão, melhor navegação e maior eficiência no atendimento.
O que são os Juizados Especiais
Os Juizados Especiais são unidades do Judiciário voltadas à solução de conflitos de menor complexidade, de forma mais rápida, simples e gratuita em grande parte dos casos. Eles atendem, principalmente, cidadãos que buscam resolver questões do dia a dia, como problemas de consumo, cobranças, indenizações e outras demandas cíveis de menor valor, priorizando a conciliação e a informalidade.
Serviços disponíveis no portal
Entre os principais serviços oferecidos pela plataforma estão:
Solicitação de certidão de objeto e pé, que permite acompanhar o andamento e a situação atual de um processo judicial;
Emissão de certidões de 1º e 2º grau, utilizadas para comprovar a existência ou inexistência de ações judiciais;
Confirmação de presença em audiências, ferramenta que facilita a organização e otimiza a logística dos Juizados Especiais.
Benefícios diretos para a população
O uso do Portal contribui diretamente para a redução de filas e do tempo de espera, amplia a transparência na tramitação dos processos, melhora a comunicação entre cidadãos, advogados e o Judiciário, além de promover o uso mais racional dos recursos públicos.
Como acessar
Para utilizar os serviços, basta acessar https://servicosjuizados.tjmt.jus.br , escolher a unidade correspondente ao seu processo e selecionar a opção desejada no menu de atendimento. O acesso é simples, rápido e pode ser feito de qualquer lugar.

Autor: Dani Cunha

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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19 de abril: datas históricas reforçam a importância da representação dos povos indígenas

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A celebração do Dia dos Povos Indígenas, em 19 de abril, e o registro histórico do “Descobrimento” do Brasil, lembrado no mesmo mês (22 de abril), convidam a sociedade brasileira e, em especial, a mato-grossense, à reflexão sobre o papel histórico, social e político dos povos originários. Para o diretor‑geral da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis‑MT), desembargador Márcio Vidal, a proximidade dessas datas evidencia a necessidade de reconhecer não apenas o passado, mas também os desafios contemporâneos enfrentados pelas populações indígenas.

Segundo o desembargador, é fundamental recordar que, quando os portugueses chegaram ao território que viria a ser chamado de Brasil, ele já era amplamente habitado por povos indígenas, que aqui viviam organizados social, cultural e politicamente. “Os povos indígenas não apenas estavam aqui primeiro, como constituíram, por séculos, uma parcela expressiva da população que formou as bases da nossa sociedade”, destacou.

Presença indígena em território mato-grossense

De acordo com o Censo Demográfico 2022, a população indígena residente no Brasil é de 1.694.836 pessoas, o que corresponde a 0,83% da população total apurada pela pesquisa. O número representa quase o dobro do registrado no Censo de 2010, quando o IBGE contabilizou cerca de 896 mil indígenas, equivalentes a 0,47% da população brasileira à época.

Em um intervalo de 12 anos, esse crescimento corresponde a uma variação positiva de 88,96%, resultado, principalmente, da ampliação da metodologia — com maior alcance em áreas remotas — e do aumento da confiança das pessoas em se autodeclararem indígenas, refletindo avanços no reconhecimento de sua própria identidade.

Em Mato Grosso, esse debate ganha ainda mais relevância diante da expressiva presença indígena no Estado. De acordo com dados do Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mato Grosso abriga cerca de 58 mil indígenas, sendo um dos estados com maior diversidade étnica do país. São 195 etnias reconhecidas, número que representa um crescimento significativo em relação ao último levantamento do Censo.

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Participação política

Infográfico do IBGE intitulado "O Brasil Indígena" com dados da distribuição espacial da população em Mato Grosso no Censo 2022. Uma tabela detalha que, do total de 58.356 indígenas no estado, 82,66% vivem em áreas rurais e 17,34% em áreas urbanas. Os dados revelam ainda que 45.175 pessoas residem dApesar dessa relevância histórica, o desembargador ressalta que os povos indígenas ainda enfrentam obstáculos significativos quanto à participação política efetiva nos espaços de poder. “O Parlamento é o ambiente onde se constroem as regras de convivência humana. A ausência ou a baixa representatividade indígena nesses espaços contribui para que suas demandas sejam, muitas vezes, tratadas como secundárias”, alertou.

Ao refletir sobre a realidade atual dos povos indígenas, Vidal fez referência ao pensamento do escritor e líder indígena Ailton Krenak, que chama atenção para o fato de que os povos indígenas não constituem uma minoria, mas sim uma ampla parcela da sociedade historicamente excluída dos espaços de decisão. Para o magistrado, garantir representação indígena nos três níveis de poder político — municipal, estadual e federal — é medida essencial para a promoção da justiça social e da preservação cultural.

“A participação política não é um privilégio, mas um direito. É por meio dela que os povos indígenas podem cooperar diretamente com a formulação de políticas públicas voltadas à proteção de seus territórios, à preservação de suas culturas e à defesa de seus modos de vida”, frisou.

Vidal também enfatizou o papel das instituições, do próprio Poder Judiciário e da formação jurídica dos cidadãos na construção de uma sociedade mais inclusiva. “Refletir sobre essas datas é um exercício de cidadania. A Esmagis‑MT entende que fomentar o debate sobre direitos fundamentais, diversidade cultural e inclusão política também é parte de sua missão institucional”, concluiu.

Umanizzare: diálogo e efetivação de direitos

Esse compromisso com a promoção dos direitos e da dignidade dos povos originários também se reflete nas ações institucionais da Esmagis‑MT. Em 2025, a Escola promoveu a sexta edição do Umanizzare, encontro que reuniu magistrados, acadêmicos e especialistas para debater cidadania, saúde e direitos humanos dos povos indígenas.

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Ao abrir o evento, o desembargador Márcio Vidal destacou que se trata de um tema sensível e de interesse de toda a sociedade, ressaltando que o desafio não está apenas na existência de normas constitucionais, tratados internacionais e legislações infraconstitucionais, mas na efetivação desses direitos.

Para ele, é necessário despertar a consciência de quem aplica o Direito e fortalecer a inclusão dos povos indígenas, reconhecendo que foram eles os primeiros habitantes deste território e que não podem permanecer à margem das estruturas sociais e institucionais.

Representatividade

Apesar de Cuiabá estar inserida em um Estado com expressiva população indígena e crescente protagonismo de lideranças originárias, a capital mato-grossense ainda não conta, na atual legislatura, com parlamentares indígenas na Câmara Municipal. Já o Estado possui 11 vereadores indígenas empossados para o mandato de 2025-2028, representantes de etnias como os Xavante, Bakairi e Bororo.

Exatamente nesta semana (15 de abril), Mato Grosso registrou um fato inédito: Eliane Xunakalo, do povo Kurâ-Bakairi, tornou-se a primeira mulher indígena a ocupar uma cadeira de deputada estadual na história do estado. Ela assumiu como suplente na vaga do deputado Lúdio Cabral (PT), que se licenciou por 30 dias. A posse foi realizada às vésperas do Dia Nacional dos Povos Indígenas, o que reforça o simbolismo do momento.

Clique neste link para se informar sobre o Brasil Indígena.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Dados e imagens do IBGE

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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