Agro News

Portaria interministerial amplia prazo para adesão ao PREPS; confira

Publicado

Após escutar relatos dos pescadores e pescadoras das Regiões Sudeste e Sul do Brasil sobre as dificuldades para se adequarem ao Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite (PREPS), o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) definiram um novo prazo para a adesão ao programa.

O novo prazo estabelece uma transição gradual a partir de 2027, iniciando com a obrigatoriedade de adesão e de manutenção do dispositivo de rastreamento em funcionamento para embarcações com Arqueação Bruta (AB) igual ou superior a 10.

A norma foi publicada pela Portaria Interministerial MPA/MMA nº 47, de 14 de janeiro de 2026, que atualiza o cronograma de implementação do PREPS para embarcações artesanais que atuam na pesca de camarões marinhos.

O MPA e o MMA construíram a decisão a partir de diálogo com o setor pesqueiro da frota camaroeira do Sudeste e Sul, que relatou dificuldades para instalação dos equipamentos, especialmente em razão do custo e das limitações de suporte das embarcações.

Leia mais:  Mato Grosso lidera pedidos de recuperação judicial no agronegócio no 1º trimestre de 2025

Ao mesmo tempo, o Governo Federal considera essencial ampliar o monitoramento pesqueiro para qualificar a gestão da atividade. Para a secretária Nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa da Pesca e Aquicultura, Carolina Dória, a medida reforça o compromisso do Governo Federal com uma transição responsável. “A decisão considera as condições reais da frota artesanal e garante tempo adequado para adaptação, mantendo a melhoria da gestão pesqueira”, declara.

O MPA coordena o Grupo de Trabalho do PREPS, no qual os órgãos participantes vêm atuando de forma integrada para viabilizar a revitalização do sistema, promover a atualização do marco normativo e identificar equipamentos e soluções de rastreabilidade de menor custo, compatíveis com as embarcações artesanais, sem comprometer os objetivos de monitoramento.

Atualmente, a frota camaroeira que opera com redes de arrasto de fundo nas Regiões Sudeste e Sul reúne cerca de 3.500 embarcações, das quais mais de 90% se enquadram como de pequeno porte (AB igual ou inferior a 20). Para o biólogo da secretaria Nacional de Pesca Artesanal, Leonardo Pinheiro, a decisão “se mostra justa, pois compreende a realidade do setor, bem como buscará, por meio da participação social, alternativas para a ampliação do monitoramento”.

Leia mais:  França suspende importação de frutas da América do Sul

Clique aqui e confira a portaria na íntegra.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Produção de grãos deve crescer 11,9% na safra 2024/25 e atingir novo recorde no Brasil

Publicado

Safra brasileira de grãos caminha para novo recorde histórico

A produção brasileira de grãos na safra 2024/25 deve alcançar um novo recorde, com crescimento estimado em 11,9% em relação ao ciclo anterior. De acordo com dados da Conab, o volume total deve atingir patamar histórico, impulsionado principalmente pela recuperação da produtividade e pela expansão da área cultivada.

O resultado reflete condições climáticas mais favoráveis em comparação à safra passada, além de investimentos em tecnologia e manejo por parte dos produtores.

Expansão da área plantada contribui para aumento da produção

A área total destinada ao cultivo de grãos também apresenta crescimento, reforçando o potencial produtivo do país.

Esse avanço é puxado principalmente por culturas estratégicas, como:

  • Soja
  • Milho
  • Algodão

A ampliação da área, aliada a ganhos de produtividade, sustenta a expectativa de uma safra robusta e com forte impacto no abastecimento interno e nas exportações.

Soja lidera produção nacional e mantém protagonismo

A soja segue como principal cultura do país, com participação significativa no volume total produzido.

Leia mais:  Algodão volta a crescer no Paraná e reforça liderança do Brasil no mercado mundial

A expectativa é de recuperação na produtividade, após desafios climáticos enfrentados no ciclo anterior. Esse desempenho reforça o papel do Brasil como um dos maiores produtores e exportadores globais da commodity.

Milho apresenta recuperação e reforça oferta interna

A produção de milho também deve crescer na safra 2024/25, impulsionada pelo bom desenvolvimento da segunda safra (safrinha).

A combinação de clima mais favorável e maior área plantada contribui para elevar a oferta do cereal, que é fundamental tanto para o mercado interno quanto para exportação.

Algodão e outras culturas também registram avanço

Além de soja e milho, outras culturas importantes, como o algodão, também apresentam perspectiva de crescimento.

O avanço dessas cadeias produtivas amplia a diversificação da produção agrícola brasileira e fortalece a posição do país no comércio internacional.

Condições climáticas favorecem desenvolvimento das lavouras

O clima tem sido um fator decisivo para o bom desempenho da safra atual. Em comparação ao ciclo anterior, marcado por irregularidades climáticas, a safra 2024/25 apresenta maior regularidade nas chuvas e melhores condições para o desenvolvimento das culturas.

Leia mais:  Páscoa 2026 terá aumento de preços e demanda planejamento financeiro das famílias

Esse cenário contribui diretamente para o aumento da produtividade média das lavouras.

Impactos positivos para o mercado interno e exportações

O crescimento da produção deve gerar efeitos relevantes em toda a cadeia do agronegócio:

  • Maior disponibilidade de produtos no mercado interno
  • Potencial de redução de preços em alguns segmentos
  • Aumento das exportações
  • Fortalecimento da balança comercial

Com maior oferta, o Brasil tende a consolidar ainda mais sua posição como um dos principais fornecedores globais de alimentos.

Perspectivas: safra robusta reforça protagonismo do agronegócio

A expectativa de uma produção recorde reforça o papel estratégico do agronegócio na economia brasileira.

Com ganhos de produtividade, expansão de área e clima favorável, o setor segue como um dos principais motores de crescimento do país, com impactos positivos sobre renda, emprego e comércio exterior.

A consolidação desses resultados ao longo da safra dependerá da manutenção das condições climáticas e do cenário de mercado nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana