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Prazo para semeadura do girassol em Goiás termina em 31 de março e exige atenção do produtor

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O prazo para a semeadura do girassol em Goiás se encerra no dia 31 de março de 2026, conforme orientação da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa). A medida integra um conjunto de ações fitossanitárias que visam evitar a disseminação de doenças e garantir a sanidade das lavouras no estado.

De acordo com a normativa vigente, o calendário deve ser rigorosamente cumprido pelos produtores rurais, especialmente devido ao risco representado pelas plantas voluntárias de soja, conhecidas como “tigueras”.

Controle da ferrugem asiática é principal objetivo

A determinação está prevista na Instrução Normativa nº 01/2022 e tem como foco a prevenção da ferrugem asiática, doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi.

A presença de plantas voluntárias de soja em áreas cultivadas com girassol favorece a sobrevivência e a disseminação do fungo, aumentando o risco de infecção nas lavouras. Por isso, o cumprimento do prazo de semeadura é considerado uma estratégia essencial de manejo fitossanitário.

Goiás lidera produção nacional de girassol

Goiás se mantém como o principal produtor de girassol do país. Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2025/2026 deve atingir 72,3 mil toneladas.

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O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, ressalta que o desempenho do estado está diretamente ligado à adoção de práticas sanitárias eficientes. Segundo ele, o manejo adequado de plantas daninhas contribui para a segurança do produtor e para a sustentabilidade da cadeia produtiva.

Cultura se destaca na safrinha

O girassol tem ganhado espaço como alternativa de cultivo na safrinha, geralmente implantado em sucessão à soja. A cultura se destaca por agregar valor econômico e diversificar a produção agrícola no estado.

Entretanto, a ausência de herbicidas seletivos registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para o controle de plantas voluntárias de soja no girassol reforça a importância do cumprimento das medidas estabelecidas.

Uso de cultivares de ciclo curto após 14 de março

Segundo o gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, as normas permitem o cultivo do girassol sem comprometer o manejo da soja, desde que sejam seguidas corretamente.

Para áreas semeadas após o dia 14 de março, é obrigatória a utilização de cultivares de ciclo curto, com duração de até 105 dias. A medida garante que a colheita seja realizada até o dia 15 de julho, reduzindo riscos fitossanitários.

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Prazo de colheita e monitoramento das áreas

As lavouras de girassol que apresentarem plantas voluntárias de soja devem ser colhidas impreterivelmente até 15 de julho de cada ano.

Além disso, é obrigatório o cadastramento anual das áreas no Sistema de Defesa Agropecuário de Goiás (Sidago), ferramenta que permite o monitoramento e o acompanhamento das lavouras no estado.

Cadastro da lavoura é obrigatório

Conforme a Instrução Normativa nº 01/2022, o produtor deve realizar o cadastro da lavoura de girassol no site da Agrodefesa em até 15 dias após o término da semeadura.

Após o registro, é gerado o Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais (Dare), e o pagamento é necessário para a efetivação do cadastro.

O cumprimento dessas medidas é considerado fundamental para evitar prejuízos econômicos, preservar a sanidade das lavouras e garantir a continuidade da liderança de Goiás na produção nacional de girassol.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mapa amplia cooperação agrícola com países africanos em agenda voltada à segurança alimentar

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Desde 2023, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, firmou ao menos 18 instrumentos bilaterais com países africanos. A iniciativa integra a estratégia de ampliação da cooperação agrícola com o continente, com foco em segurança alimentar, desenvolvimento rural, agricultura tropical e sanidade agropecuária.

A relevância dessa relação também se reflete no comércio exterior. Em 2025, os países africanos importaram mais de US$ 12,1 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, com destaque para carnes, cereais e açúcar. O valor representa crescimento de 30% em relação a 2022, quando as compras somaram US$ 9,3 bilhões.

O fluxo comercial reforça a importância do continente africano para o agro brasileiro e amplia o espaço para uma agenda que combine cooperação técnica, investimentos e novas oportunidades de mercado.

A aproximação faz parte da chamada cooperação Sul-Sul, baseada na troca de conhecimentos, tecnologias e experiências entre países em desenvolvimento. O modelo busca construir soluções conjuntas a partir de desafios comuns enfrentados pelos países parceiros.

No caso da África, a cooperação envolve temas que também marcaram a trajetória brasileira no campo, como produção em clima tropical, correção de solos, manejo de pastagens, assistência técnica, agricultura familiar, crédito rural e estruturação de sistemas de defesa agropecuária. O objetivo é adaptar experiências brasileiras às condições locais de cada país, respeitando diferenças de clima, solo, estrutura produtiva e capacidade institucional.

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Entre as principais iniciativas está o programa Mais Alimentos África, retomado em 2023 em Moçambique e Angola. Inspirada na experiência brasileira de apoio a pequenos produtores, a ação reúne crédito, tecnologia e assistência técnica para ampliar a produção de alimentos.

Outra frente de atuação é o Projeto Cerrado Africano, voltado à adaptação de conhecimentos brasileiros para regiões de savana no continente. A proposta contempla técnicas de correção de solos ácidos, manejo de pastagens tropicais e organização produtiva em áreas com características semelhantes às do Cerrado brasileiro.

A agenda ganhou estrutura permanente em fevereiro de 2026, com a inauguração do Escritório de Cooperação Técnica para a África. Coordenado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), em parceria com os ministérios da Agricultura do Brasil e da Etiópia, o escritório permite o acompanhamento contínuo dos projetos, sem depender exclusivamente de missões temporárias.

A presença permanente deve ampliar a agilidade das respostas brasileiras e aproximar as equipes técnicas das demandas locais. A iniciativa também abre caminho para projetos de maior duração em áreas como agricultura digital, recuperação de áreas degradadas, sistemas produtivos de baixo carbono, assistência técnica e parcerias com bancos de fomento africanos.

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A aproximação com os países africanos vem sendo fortalecida em diferentes iniciativas. Em 2025, ministros e autoridades do continente participaram do II Diálogo Brasil-África, realizado no Palácio do Itamaraty, em Brasília. O encontro debateu cooperação agropecuária, segurança alimentar, intercâmbio de experiências, transferência de tecnologias, pesquisa, inovação, financiamento e ações conjuntas de combate à fome.

Apesar dos avanços, a cooperação ainda enfrenta desafios relacionados à logística, diferenças climáticas, idiomas e à necessidade de adaptação contínua das tecnologias às realidades locais.

Para o Mapa, a proposta é consolidar uma agenda de cooperação técnica de longo prazo, capaz de fortalecer a produção de alimentos, apoiar o desenvolvimento rural e ampliar as relações comerciais entre o Brasil e os países africanos.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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