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Pré-plantio da Soja: Estratégias de Limpeza, Tratamento de Sementes e Manejo de Pragas Definem o Sucesso da Safra

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O sucesso de uma lavoura de soja começa muito antes da semeadura. Garantir uma área limpa de plantas daninhas é o primeiro passo para um desenvolvimento vigoroso da cultura. Aliado ao tratamento industrial de sementes, o pré-plantio protege o início do ciclo contra doenças, pragas e competição por recursos.

Segundo Felipe Stefaroli, gerente técnico de portfólio para soja e algodão da Bayer, “é nessa fase que o produtor deve se preocupar com o preparo da área, controle de plantas resistentes e proteção inicial da semente, garantindo que genética e biotecnologia da soja expressem todo seu potencial produtivo”.

Controle de plantas daninhas resistentes

Estudos da Bayer apontam que 60% da área cultivada com soja no Brasil já apresenta resistência de plantas daninhas a herbicidas, e até 2030 essa proporção pode ultrapassar 65%. O desafio exige estratégias integradas, combinando:

  • Boas práticas de plantio direto
  • Herbicidas pré-emergentes e pós-emergentes
  • Rotação de mecanismos de ação
  • Tecnologias complementares

O uso de pré-emergentes durante a semeadura protege a soja contra a competição inicial, enquanto os pós-emergentes atuam em plantas menores, facilitando o manejo antes do fechamento da lavoura.

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Entre os produtos da Bayer, destacam-se:

  • Convintro® Duo – combina Diflufenicam e Metribuzin, formando uma lâmina herbicida sobre o solo, impedindo a emergência de plantas daninhas sem afetar culturas subsequentes.
  • Xtendicam – herbicida à base de dicamba, elimina plantas estabelecidas e mantém efeito residual, especialmente eficaz contra buva e caruru, indicado para soja Intacta2 Xtend.
  • Roundup Transorb TOP – versão aprimorada do herbicida mais usado nas lavouras, com maior concentração e qualidade de surfactantes.
Tratamento de sementes protege o início da lavoura

Após a limpeza da área, o tratamento industrial de sementes (TSI) garante proteção contra doenças e pragas iniciais. Os pacotes Guardião e Guardião+ da Bayer protegem a semente e a plântula até V4/V5, cerca de 30 dias após a semeadura, incluindo controle de microrganismos, pragas e nematoides.

O fungicida Evergol®, primeira carboxamida da Bayer para tratamento de sementes, permite rotação de ativos, evitando resistência a fungos de solo. Com prazo de validade de até 120 dias, o TS chega ao agricultor pronto para uso, reduzindo contato direto com produtos químicos e economizando tempo operacional.

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Manejo de nematoides garante crescimento saudável

Os nematoides estão entre as pragas mais prejudiciais à soja, comprometendo raízes e absorção de nutrientes. O Verango® Prime oferece controle de longa duração com baixa dosagem e amplo espectro, sendo o único aprovado para aplicação em barra.

O manejo eficaz envolve:

  • Rotação de culturas
  • Uso de cultivares tolerantes
  • Aplicação de produtos biológicos e químicos
  • Proteção das raízes no estágio inicial

Além de nematoides, o Verango está sendo registrado contra doenças de solo para diferentes culturas, ampliando seu papel no estabelecimento da lavoura.

Compromisso com soluções integradas

Com um portfólio robusto e integrado, a Bayer oferece soluções desde o pré-plantio até o manejo de pragas e doenças ao longo do ciclo, dando segurança ao agricultor para enfrentar desafios do campo e transformar cada safra em oportunidades de produtividade e crescimento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

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O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

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A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

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A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

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