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Transformação digital no seguro agrícola pode liberar até R$ 155 bilhões no agronegócio brasileiro

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Apesar de ser um dos pilares da economia nacional e referência global na produção de alimentos, o agronegócio brasileiro ainda enfrenta desafios importantes na gestão de riscos climáticos. Um dos principais mecanismos de proteção — o seguro agrícola — segue subutilizado no país.

De acordo com relatório da Fundação Getulio Vargas (FGV), o seguro agrícola representa apenas 0,4% do mercado total de seguros no Brasil, um número extremamente baixo considerando o tamanho e a relevância do setor. Estima-se que o mercado potencial de seguros agrícolas no Brasil, entre lavouras, florestas e pastagens, seja de R$ 155,4 bilhões, abrangendo mais de 115 milhões de hectares.

Burocracia e falta de personalização dificultam o acesso ao seguro agrícola

Segundo Denise Ozaki, publicitária e Head de Marketing da Picsel, o processo atual de contratação de seguros no campo é complexo e desestimulante. Diferente de outras modalidades de seguro que podem ser contratadas digitalmente em minutos, o seguro agrícola tradicional exige uma série de etapas manuais: coleta de informações técnicas, análise do histórico produtivo e avaliação de riscos regionais. Isso pode estender o prazo de contratação para semanas ou até meses.

Além disso, a burocracia é um entrave expressivo. O produtor precisa preencher formulários extensos, aguardar diversas aprovações e lidar com processos pouco automatizados — algo especialmente oneroso para pequenos e médios produtores, que têm menos recursos e estrutura para enfrentar esse tipo de barreira.

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Outro ponto crítico é a falta de personalização dos produtos oferecidos. Muitos seguros são genéricos e não consideram as particularidades da região, do tipo de cultura ou das condições específicas de cada propriedade, o que acaba afastando o produtor rural da contratação.

Tempo de resposta lento compromete decisões estratégicas

No campo, o tempo é um recurso valioso. As janelas de plantio e colheita são curtas e inflexíveis. Um processo lento de contratação de seguro pode comprometer toda a operação agrícola, especialmente quando o produtor precisa de respostas rápidas para aprovar crédito ou iniciar o plantio. Sem essa agilidade, muitos acabam arriscando a produção sem cobertura.

Tecnologia como solução: digitalização transforma o seguro agrícola

Nesse cenário, a transformação digital surge como um caminho inevitável. A digitalização promete tornar o seguro agrícola mais acessível, ágil e eficiente — algo fundamental para democratizar seu uso e garantir proteção ao produtor rural.

A adoção de tecnologia pode reduzir o tempo de cotação de semanas para minutos, permitir personalização por fazenda, automatizar processos e eliminar burocracias desnecessárias. Isso transforma o seguro rural em uma ferramenta estratégica, acessível inclusive para pequenos produtores.

Segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), o setor registrou um crescimento expressivo: entre 2005 e 2022, a arrecadação com seguro agrícola saltou de R$ 23,8 milhões para R$ 6,3 bilhões, um avanço de 26.463%. Mesmo assim, a penetração no mercado de seguros segue pequena.

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Impacto positivo vai além da fazenda

A ampliação do acesso ao seguro agrícola não beneficia apenas o produtor. Ela contribui para a segurança alimentar do país, aumenta a resiliência do setor diante das mudanças climáticas e fortalece a estabilidade econômica do agronegócio.

Nos últimos dez anos, os eventos climáticos extremos geraram R$ 639 bilhões em prejuízos, dos quais 56% afetaram diretamente o setor agropecuário, segundo dados da FGV.

Setor está pronto para a mudança

A revolução digital já começou no campo. De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o PIB do agronegócio cresceu 6,49% no primeiro trimestre de 2025. Paralelamente, startups do setor estão recebendo investimentos para explorar o mercado de seguros digitais. Um exemplo é o de uma agtech brasileira que captou R$ 5 milhões, conforme dados da Insurtech Brasil.

O futuro do agro passa pela inovação em seguros

Como destaca Denise Ozaki, o seguro agrícola digital não é mais uma tendência, mas uma necessidade urgente. A questão não é se essa transformação vai ocorrer, mas quão rápido o setor conseguirá se adaptar. O futuro da agricultura brasileira e da segurança alimentar nacional depende das decisões tomadas agora para modernizar, simplificar e expandir o acesso ao seguro rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Primeiro ano de ProPatinhas e SinPatinhas tem 1,3 milhão de cães e gatos registrados gratuitamente em 98,3% dos municípios

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O Governo do Brasil celebra, nesta sexta-feira (17/4), o primeiro ano do Programa Nacional de Proteção e Manejo Populacional Ético de Cães e Gatos (ProPatinhas) e do Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos (SinPatinhas). No período, 1.305.529 animais foram registrados gratuitamente na plataforma – 795.859 cães (61%) e 509.670 gatos (39%) –, que já está presente em 98,3% dos municípios brasileiros (5.475 de 5.569), integrando 1.044.385 tutores, entre pessoas físicas e jurídicas, além de quase mil organizações da sociedade civil e 2.697 médicos-veterinários. 

Lançadas no Palácio do Planalto (DF) em 17 de abril de 2025 com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as iniciativas consolidam uma política pública estruturante voltada à proteção e ao bem-estar animal no paísRepresentam uma mudança de paradigma na gestão ambiental brasileira ao integrar a proteção dos animais domésticos à biodiversidade, à saúde pública e à agenda de desenvolvimento sustentável.  

Criado para fortalecer a proteção e o manejo ético de cães e gatos, o ProPatinhas instituiu uma política nacional inédita e integrada voltada ao controle populacional, à redução do abandono e à promoção do bem-estar animal. Paralelamente, o SinPatinhas modernizou a gestão da fauna doméstica ao criar um sistema nacional e gratuito de cadastro que ajuda a localizar animais perdidos, combater maus-tratos e apoiar a formulação de políticas públicas.  

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Além do registro gratuito, o SinPatinhas permite a emissão do RG Animal e da carteira de saúde com validade nacional, identificação por QR Code, consulta por microchip e transferência eletrônica de responsabilidade. A ferramenta também possibilita a negativação de responsáveis por maus-tratos e o acompanhamento da destinação de recursos públicos, promovendo mais transparência e eficiência na gestão.  

Os estados com mais animais domésticos registrados no SinPatinhas são São Paulo (346.668), Rio de Janeiro (115.247), Paraná (106.898) e Minas Gerais (93.550).

Os nomes mais utilizados para cães são Mel (12.825), Luna (9.565), Amora (8.283), Nina (6.915) e Thor (6.422). Para gatos, são Nina (4.785), Mel (4.514), Luna (4.241), Lua (3.344) e Mia (3.209).

“Não se trata apenas de um cadastro. O SinPatinhas é uma ferramenta estruturante que organiza a política pública de proteção animal no Brasil, fortalece a guarda responsável e dá segurança jurídica às relações entre pessoas e animais. Ao integrar informação, transparência e rastreabilidade, o sistema enfrenta diretamente o abandono e os maus-tratos e permite, pela primeira vez, planejar e executar políticas com base em dados reais.”, explica a diretora do Departamento de Proteção, Defesa e Direitos Animais do MMA, Vanessa Negrini.  

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Salto em castrações e investimentos   

O controle populacional ético, priorizado no Plano Plurianual Participativo (PPA), recebeu investimentos federais de R$ 236,9 milhões entre 2023 e 2026. O aporte viabilizou 252 parcerias e proporcionou a entrega de 675.855 castrações gratuitas em todo o país até o final de 2025, crescimento de 3.450% em relação ao período de 2021 a 2022, quando cerca de 19 mil procedimentos haviam sido realizados sem uma estratégia nacional estruturada. 

Instituído pelo Decreto nº 12.439/2025, o ProPatinhas organiza o controle populacional com base em princípios como senciência, saúde única, educação e participação social. O programa oferece apoio técnico e financeiro para que estados e municípios implementem ações como microchipagem, esterilização cirúrgica, registro e formação de gestores, ampliando a proteção de cães e gatos, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade. O SinPatinhas é uma das principais entregas no âmbito do ProPatinhas. 

Acesse aqui o site do SinPatinhas 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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