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Preço da Mandioca Dispara com Oferta Limitada e Ociosidade Industrial Crescente

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A última semana registrou um cenário de oferta limitada de mandioca em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Pesquisadores apontam que o baixo interesse na comercialização das raízes do 1º ciclo, motivado pela menor rentabilidade, aliado às condições de clima seco, que paralisaram atividades em diversos campos, sustentou a valorização do produto.

Entre os dias 8 e 12 de setembro, a média nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia alcançou R$ 487,54 (R$ 0,8479 por grama de amido), o maior valor registrado em oito semanas. O aumento semanal foi de 4,3%, configurando a maior elevação desde outubro de 2021.

Redução na produção e ociosidade industrial

O Cepea estima que o volume de mandioca esmagada nas fecularias tenha sido de 43,7 mil toneladas na última semana, 8% abaixo da semana anterior. No acumulado da primeira quinzena de setembro, o total ficou 20% inferior ao mesmo período de agosto.

Como consequência da menor moagem, a ociosidade industrial aumentou, atingindo 60,8% da capacidade instalada, segundo levantamento do centro de pesquisas.s

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja inicia julho estável em Chicago após relatório do USDA; clima nos EUA e mercado brasileiro seguem no radar

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O mercado internacional da soja começou o mês de julho em ritmo de estabilidade na Bolsa de Chicago (CBOT), após a forte repercussão do relatório de área plantada e estoques trimestrais divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Com os números já incorporados aos preços, os investidores voltam as atenções para o comportamento do clima nas principais regiões produtoras norte-americanas, fator que deve determinar a direção das cotações nas próximas semanas.

Nas primeiras negociações desta quarta-feira (1º), os contratos futuros apresentavam pequenas oscilações. O vencimento julho era negociado próximo de US$ 11,14 por bushel, enquanto o contrato novembro girava em torno de US$ 11,43 por bushel, refletindo um mercado ainda sem tendência definida.

Mercado absorve dados do USDA

O relatório divulgado pelo USDA confirmou um aumento de aproximadamente 5% na área cultivada com soja nos Estados Unidos em relação à temporada anterior, movimento favorecido pela migração de parte das áreas anteriormente destinadas ao milho.

Além disso, o órgão estimou a área plantada em 34,55 milhões de hectares e apontou estoques trimestrais de 28,88 milhões de toneladas, números considerados baixistas pelo mercado por indicarem maior oferta potencial da oleaginosa.

Apesar disso, as perdas foram limitadas. Durante o encerramento do pregão anterior, os contratos conseguiram recuperar parte do terreno perdido. O contrato julho avançou 0,72%, encerrando a US$ 11,1675 por bushel, enquanto o agosto registrou alta de 0,45%, para US$ 11,2425 por bushel, impulsionado pelo desempenho positivo de outras commodities agrícolas e pela preocupação crescente com as condições climáticas nos Estados Unidos.

Clima passa a ser o principal fator para os preços

Com os relatórios do USDA praticamente precificados, o mercado direciona seu foco para o desenvolvimento das lavouras no Corn Belt, principal cinturão agrícola norte-americano.

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O verão nos Estados Unidos entra agora em sua fase mais sensível para a definição do potencial produtivo da soja. Episódios de calor intenso ou déficit hídrico podem comprometer a produtividade das lavouras e provocar maior volatilidade nas bolsas.

Os dados mais recentes mostram que 65% das áreas cultivadas apresentam condições classificadas entre boas e excelentes, um ponto percentual abaixo da semana anterior. Já aproximadamente 19% das lavouras entraram na fase de floração, considerada decisiva para o rendimento final da safra.

Demanda chinesa e geopolítica seguem influenciando o mercado

Além das condições climáticas, os investidores permanecem atentos ao cenário geopolítico internacional e ao comportamento da demanda chinesa, principal compradora mundial da soja.

Outro ponto de atenção são os números das vendas semanais de exportação dos Estados Unidos, que serão divulgados pelo USDA e poderão oferecer novos sinais sobre o ritmo da demanda externa pela oleaginosa.

Enquanto isso, no complexo soja, o farelo apresentou estabilidade, enquanto o óleo recuou 3,37%, acompanhando a desvalorização observada no mercado internacional do petróleo.

Mercado físico brasileiro enfrenta pressão de oferta e logística

No Brasil, o mercado físico encerrou junho com comportamento misto entre as principais regiões produtoras. A elevada oferta disponível, aliada aos desafios logísticos e ao aumento dos custos de produção, continua limitando novos negócios.

No Rio Grande do Sul, o porto de Rio Grande registrou negócios ao redor de R$ 135 por saca. A produtividade final da safra ficou cerca de 14,8% abaixo das projeções iniciais, enquanto o encerramento da colheita da soja e o avanço das culturas de inverno elevaram a pressão sobre a capacidade de armazenagem.

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Em Santa Catarina, os negócios em São Francisco do Sul ocorreram próximos de R$ 130 por saca, refletindo o aumento da oferta nacional.

No Paraná, o porto de Paranaguá apresentou preços próximos de R$ 134 por saca. A produção estadual foi consolidada em 21,778 milhões de toneladas.

Já em Mato Grosso do Sul, o elevado custo de produção continua restringindo as vendas. O custo operacional alcançou R$ 6.115,83 por hectare, exigindo aproximadamente 50,97 sacas por hectare apenas para o ponto de equilíbrio financeiro, cenário que incentiva muitos produtores a manterem a soja armazenada à espera de melhores preços.

Em Mato Grosso, além da queda nas cotações em diversas regiões, a colheita do milho já supera 32% da área cultivada, aumentando a disputa por transporte e espaço nos armazéns, o que também influencia a dinâmica da comercialização da soja.

Produtores aguardam melhores oportunidades

Diante desse cenário, os produtores brasileiros seguem adotando uma postura cautelosa. A definição dos preços continua dependente da evolução do clima nos Estados Unidos, das oscilações do dólar frente ao real e do comportamento da demanda internacional.

A expectativa do mercado é de que a volatilidade permaneça elevada nas próximas semanas, uma vez que qualquer alteração nas condições climáticas do Corn Belt ou mudanças no ritmo das exportações norte-americanas poderão influenciar diretamente as cotações internacionais e, consequentemente, a formação dos preços da soja no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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