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Preço do arroz cai no Rio Grande do Sul enquanto produção mundial deve recuar e consumo atingir recorde

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O mercado de arroz em casca segue pressionado no Rio Grande do Sul, principal estado produtor do país. Segundo levantamentos do Cepea, a combinação entre baixa liquidez, postura cautelosa dos compradores e resistência dos produtores continua limitando os negócios e mantendo as cotações em trajetória de queda.

Além do ambiente interno mais fragilizado, a valorização do real frente ao dólar nas últimas semanas também contribuiu para enfraquecer os preços domésticos. Com a moeda norte-americana mais baixa, o arroz brasileiro perde competitividade no mercado internacional, reduzindo o ritmo das exportações e diminuindo uma importante fonte de sustentação das cotações.

Dólar mais fraco reduz competitividade do arroz brasileiro

Analistas apontam que o comportamento cambial tem sido decisivo para o desempenho do setor. A queda do dólar frente ao real encarece o produto brasileiro para compradores externos, justamente em um momento em que o mercado internacional vinha ajudando a equilibrar a oferta doméstica.

Com isso, a demanda internacional desacelerou, refletindo diretamente na formação de preços no mercado gaúcho. Ao mesmo tempo, produtores seguem retraídos nas negociações, aguardando melhores oportunidades de comercialização.

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USDA projeta queda na produção global de arroz

Enquanto o mercado brasileiro enfrenta pressão, o cenário mundial começa a indicar um possível aperto entre oferta e demanda nos próximos ciclos.

De acordo com novas projeções divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção mundial de arroz beneficiado na safra 2026/27 deverá atingir 537,9 milhões de toneladas, volume 0,9% inferior ao registrado na temporada anterior.

A redução ocorre em meio a ajustes produtivos em importantes países exportadores e preocupações climáticas em algumas regiões produtoras da Ásia.

Consumo global deve bater recorde

Pelo lado da demanda, o USDA estima que o consumo mundial de arroz alcance um novo recorde histórico em 2026/27, totalizando 541,3 milhões de toneladas — avanço de 0,7% em relação à safra passada.

O crescimento do consumo acima da produção tende a reduzir os estoques globais e pode gerar maior sustentação para os preços internacionais no médio prazo.

Segundo o relatório, os estoques finais mundiais devem cair 1,8%, encerrando a temporada em 192,7 milhões de toneladas. Já a relação estoque/consumo deve recuar de 36,5% para 35,6%, indicando um mercado global menos confortável em termos de oferta.

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Conab reduz estimativa da safra brasileira

No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também revisou levemente para baixo a estimativa da safra 2025/26, reforçando o cenário de atenção para o abastecimento futuro.

Apesar disso, o mercado interno ainda enfrenta dificuldades de recuperação no curto prazo, principalmente devido ao ritmo lento das negociações e à menor competitividade externa.

Mercado monitora exportações e comportamento cambial

Especialistas avaliam que o comportamento do dólar seguirá sendo um dos principais fatores para o mercado brasileiro de arroz nas próximas semanas. Uma eventual retomada da moeda norte-americana poderia favorecer as exportações e melhorar a formação de preços internos.

Além disso, a confirmação de uma produção global menor combinada com consumo recorde mantém o setor atento a possíveis mudanças no cenário internacional ao longo do segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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