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Preço do boi gordo recua no Brasil com avanço das escalas de abate e cenário de maior oferta

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Mercado do boi registra nova queda nas praças pecuárias

O mercado físico do boi gordo encerrou a semana em queda na maioria das praças brasileiras, influenciado pelo avanço das escalas de abate e pela postura mais cautelosa dos frigoríficos nas compras. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, as unidades de abate operam com maior conforto nas escalas, o que reduz a urgência na aquisição de novos lotes e pressiona os preços da arroba.

Em um período de maior ociosidade das plantas frigoríficas, o movimento de baixa ganhou força, especialmente nos estados de São Paulo e Pará, onde as negociações têm ocorrido em patamares inferiores aos observados na última semana.

Exportações continuam sendo o principal suporte do setor

Apesar da retração dos preços no mercado interno, as exportações de carne bovina seguem como o grande destaque do ano, sustentando parte da liquidez do setor e contribuindo para o equilíbrio da cadeia produtiva.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou, até o momento, 143,57 mil toneladas de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada em dezembro (10 dias úteis), totalizando US$ 804,54 milhões em receita.

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A média diária de embarques ficou em 14,36 mil toneladas, com valor médio de US$ 80,45 milhões por dia e preço médio de US$ 5.603,50 por tonelada.

Na comparação com dezembro de 2024, houve alta de 68,5% no valor médio diário exportado, avanço de 48,9% no volume médio diário e crescimento de 13,1% no preço médio da tonelada.

Cotações regionais do boi gordo

Os preços da arroba do boi gordo, na modalidade a prazo, registraram queda na maioria das regiões produtoras:

  • São Paulo (Capital): R$ 320,00/@, queda de 1,54% em relação aos R$ 325,00 da semana anterior.
  • Goiás (Goiânia): R$ 315,00/@, retração de 1,56% frente aos R$ 320,00.
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 310,00/@, recuo de 3,15% ante os R$ 320,00.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 315,00/@, queda de 1,56% frente aos R$ 320,00.
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300,00/@, estável em relação à última semana.
  • Rondônia (Vilhena): R$ 275,00/@, baixa de 1,79% ante os R$ 280,00.
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Mercado atacadista apresenta estabilidade nos preços

No mercado atacadista da carne bovina, os preços permaneceram estáveis, embora o viés ainda seja altista no curto prazo, segundo avaliação de Fernando Iglesias.

O analista destaca que o consumo interno segue firme, impulsionado pela injeção do 13º salário, pela criação de vagas temporárias e pelas confraternizações de fim de ano, fatores que tradicionalmente elevam a demanda por proteína animal.

  • Traseiro do boi: R$ 26,25/kg, estável frente à semana anterior.
  • Dianteiro do boi: R$ 18,50/kg, também sem variação.
Perspectivas para o curto prazo

A tendência para os próximos dias é de acomodação nos preços, com possibilidade de recuperação moderada caso o ritmo de exportações se mantenha elevado e o consumo doméstico siga aquecido.

Ainda assim, o setor segue atento à reposição entre atacado e varejo e ao comportamento das escalas de abate, que podem continuar influenciando as negociações no mercado físico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ministro André de Paula participa de reunião com produtores de cana-de-açúcar e visita unidades de pesquisa na Paraíba na segunda-feira (31)

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Na próxima segunda-feira (31), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, estará na Paraíba, onde cumpre agendas em João Pessoa e Campina Grande.

Pela manhã, na capital, o ministro participa de reunião com produtores de cana-de-açúcar na Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), que reúne cerca de 1,6 mil associados em mais de 30 municípios. Também estarão presentes representantes da União Nordestina de Produtores de Cana (Unida), composta por entidades de classe de seis estados do Nordeste.

Entre os assuntos da reunião está a subvenção econômica de R$ 12 por tonelada de cana-de-açúcar destinada a produtores independentes da região afetados por eventos climáticos na safra 2025/2026 e pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. A medida prevê recursos de até R$ 270 milhões.

À tarde, em Campina Grande, André de Paula visita a Embrapa Algodão, uma das unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Mapa. Está prevista a visita aos laboratórios de biotecnologia e de fibras e ao futuro laboratório de qualidade de leite caprino. A unidade atua prioritariamente nas cadeias produtivas de algodão, amendoim, gergelim, mamona e agave, além do desenvolvimento de tecnologias para sistemas de produção e inovação.

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Na sequência, o ministro visita o Instituto Nacional do Semiárido (Insa), onde deverá conhecer pesquisas voltadas à produção vegetal e animal, com foco em alternativas para a sustentabilidade dos sistemas produtivos regionais. Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o instituto atua no desenvolvimento científico e tecnológico e na integração dos polos socioeconômicos e ecossistemas estratégicos do Semiárido brasileiro.

SERVIÇO

Ministro André de Paula cumpre agenda na Paraíba

Dia: 31/08 (segunda-feira)

>> João Pessoa
9h – Reunião com produtores de cana-de-açúcar
Local: Asplan (Auditório Álvaro Ferreira Lima) – Rua Rodrigues de Aquino, 267 – Centro

>> Campina Grande
14h – Visita à unidade da Embrapa Algodão
Local: Rua Osvaldo Cruz, nº 1143 – Bairro Centenário

15h30 – Visita do Instituto Nacional do Semiárido (Insa)
Local: Av. Francisco Lopes de Almeida, 4000 – Serrotão

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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