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Preço do leite no RS deve chegar a R$ 2,2932 em março de 2026, projeta Conseleite

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Projeção aponta alta expressiva no preço do leite

O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do RS (Conseleite/RS) divulgou a projeção de R$ 2,2932 para o valor de referência do leite em março de 2026 no Rio Grande do Sul. O resultado representa uma alta de 9,38% em relação ao valor projetado para fevereiro, que foi de R$ 2,0966.

Os dados foram apresentados na manhã desta quinta-feira (26/03), durante reunião realizada em formato virtual.

Valor consolidado de fevereiro também registra crescimento

Além da projeção para março, o Conseleite/RS anunciou o valor consolidado de fevereiro de 2026 em R$ 2,1243, o que representa um aumento de 4,22% frente ao consolidado de janeiro, que havia sido de R$ 2,0382.

O cálculo é elaborado mensalmente pela Universidade de Passo Fundo (UPF), com base em dados fornecidos pelas indústrias, considerando a movimentação dos primeiros 20 dias do mês. A metodologia utiliza parâmetros atualizados pela Câmara Técnica do colegiado em 2023.

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Recuperação do mercado lácteo impulsiona preços

O coordenador do Conseleite/RS, Kaliton Prestes, destacou a melhora no cenário do setor e avaliou positivamente os números divulgados.

Segundo ele, a projeção para março indica uma recuperação consistente dos preços do leite, refletindo melhores condições de mercado e maior equilíbrio na cadeia produtiva.

“A projeção para março de 2026 representa um avanço importante em relação aos meses anteriores e sinaliza um movimento positivo para toda a cadeia produtiva”, afirmou.

Prestes também ressaltou que o indicador do Conseleite busca traduzir, com base em dados técnicos, a realidade do setor lácteo no estado.

Consumo e exportações serão decisivos nos próximos meses

O vice-coordenador do Conseleite/RS, Darlan Palharini, alertou que a continuidade da valorização dependerá do comportamento do mercado nos próximos meses.

Segundo ele, fatores como consumo interno, exportações e oferta de leite serão determinantes para sustentar preços mais firmes ao longo do tempo.

“O equilíbrio entre esses fatores é o que vai garantir a consolidação dessa tendência de recuperação no setor”, explicou.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil tem até 28 milhões de hectares prontos para conversão produtiva sem desmatamento

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O Brasil reúne cerca de 28 milhões de hectares de pastagens degradadas com potencial imediato para conversão em áreas agrícolas, volume que pode elevar em até 52% a produção nacional de grãos sem necessidade de abertura de novas áreas. A estimativa consta em análise do Itaú BBA e reforça o país como uma das principais fronteiras globais de expansão sustentável.

Para dimensionar o tamanho dessa área, os 28 milhões de hectares equivalem a aproximadamente 3% do território brasileiro — que soma cerca de 851 milhões de hectares — e a quase um terço de toda a área hoje cultivada com grãos no país, que gira em torno de 80 a 90 milhões de hectares.

Esse potencial está distribuído principalmente nas regiões Centro-Oeste, Norte e partes do Sudeste e Nordeste, onde a pecuária extensiva ocupa grandes áreas. Estados como Mato Grosso, Pará, Goiás, Minas Gerais e Tocantins concentram parte relevante dessas pastagens com algum nível de degradação.

Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária indicam que cerca de 57% das pastagens brasileiras apresentam algum grau de degradação, sendo uma parcela significativa passível de recuperação com tecnologias já disponíveis, como correção de solo, manejo intensivo e integração lavoura-pecuária.

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Do ponto de vista econômico, o aproveitamento dessas áreas pode gerar até R$ 904 bilhões em valorização fundiária, além de ampliar a produção sem pressionar novas fronteiras ambientais — um ponto cada vez mais relevante diante das exigências de mercado.

O principal entrave, no entanto, é financeiro. Segundo a Climate Policy Initiative Brasil, organização que estuda o fluxo de recursos para agricultura e uso da terra, menos de 2% dos recursos de financiamento climático no país são direcionados ao uso da terra, o que limita a escala de recuperação dessas áreas.

A transformação dessas pastagens exigiria investimentos entre R$ 188 bilhões e R$ 482 bilhões, dependendo do nível de degradação e da infraestrutura necessária. Ainda assim, o volume de crédito disponível segue distante da demanda. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária indicam que, dentro do Plano ABC+, apenas R$ 3,5 bilhões foram destinados à recuperação de áreas em 2022.

Para o produtor rural, o movimento representa uma oportunidade concreta de expansão produtiva sem aquisição de novas terras. A recuperação de áreas degradadas permite aumento de produtividade, diversificação da atividade e valorização do patrimônio, além de alinhar a produção às exigências ambientais do mercado.

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Na prática, a conversão dessas áreas tende a ganhar força à medida que surgem novos instrumentos financeiros, como CRA verde, CPR verde e modelos de investimento voltados à agricultura regenerativa. O avanço dessa agenda pode redefinir a expansão do agro brasileiro, com crescimento baseado em eficiência e recuperação, e não em abertura de novas áreas.

Fonte: Pensar Agro

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