Agro News

Preços de fertilizantes no Brasil caem com enfraquecimento da demanda, aponta StoneX

Publicado

Os preços dos fertilizantes no Brasil, incluindo ureia, MAP e cloreto de potássio, apresentaram redução recentemente, seguindo a tendência observada no mercado internacional, segundo análise da StoneX. No caso da ureia, a procura enfraquecida em diversos países, incluindo o Brasil, fez com que nem mesmo a licitação indiana conseguisse sustentar os preços na última semana.

Fosfatados (MAP) recuam com safra 2025/26 já garantida

Os fertilizantes fosfatados, representados pelo MAP (fosfato monoamônico), também registraram recuo. Grande parte do insumo destinado à safra 2025/26 já foi adquirida pelos importadores, e relações de troca pouco favoráveis têm desestimulado novas negociações, pressionando os preços para baixo.

Cloreto de potássio acompanha tendência de baixa

O cloreto de potássio seguiu a mesma trajetória de queda, devido à demanda limitada no mercado brasileiro. Esse cenário pode criar oportunidades para produtores e distribuidores que planejam a próxima safra, permitindo a aquisição de insumos a preços mais competitivos.

Perspectivas do mercado de fertilizantes

Apesar da redução recente, o mercado permanece atento a fatores que podem alterar a dinâmica de preços nos próximos meses, como flutuações cambiais, mudanças na demanda agrícola e alterações na oferta global. Analistas recomendam que produtores e distribuidores acompanhem essas variáveis para ajustar suas estratégias de compra, garantindo maior eficiência e minimizando riscos financeiros e operacionais durante a safra.

Leia mais:  Desenrola Rural tem prazo ampliado até dezembro de 2026 e facilita renegociação de dívidas no campo

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Valor da produção agropecuária atinge R$ 1,4 trilhão em maio

Publicado

Mato Grosso manteve a liderança nacional do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em maio de 2026, com faturamento estimado em R$ 213,5 bilhões, o equivalente a cerca de 15% de toda a produção agropecuária do País, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O desempenho reforça o peso do estado como principal polo do agronegócio brasileiro, puxado sobretudo pela soja e pelo milho.

O resultado estadual ocorre em um cenário de VBP nacional ainda elevado, de R$ 1,4 trilhão, embora com recuo de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caso mato-grossense, a liderança se mantém mesmo diante da queda de preços de commodities relevantes no mercado internacional, que impactaram o ritmo de crescimento do indicador em diversas regiões do País.

A força de Mato Grosso no ranking nacional está diretamente associada à concentração de grandes lavouras mecanizadas e à escala de produção de grãos, com destaque para a soja, que segue como principal produto do agronegócio brasileiro em geração de receita, seguida por milho, cana-de-açúcar, café e algodão.

Leia mais:  Santa Catarina inaugura colheita do maracujá com participação da Termotécnica e foco em embalagens especiais

No recorte estadual, a participação de Mato Grosso reflete também o peso do Centro-Oeste na formação do VBP nacional, região que concentra parte significativa da produção de grãos destinada à exportação. O estado atua como principal origem da soja embarcada para o mercado externo e como um dos maiores fornecedores de milho safrinha do País.

Apesar do desempenho positivo no ranking, o cenário nacional mostra heterogeneidade entre os produtos agropecuários. Enquanto algumas culturas registraram forte retração de preços, como cacau, laranja e arroz, outras apresentaram crescimento, com destaque para batata-inglesa, feijão, mandioca e tomate, segundo o levantamento do Mapa.

Na pecuária, o VBP nacional também apresentou leve queda, influenciado por recuos em segmentos como suínos, frango, ovos e leite, enquanto a bovinocultura registrou avanço e se manteve como principal atividade do setor. Esses movimentos ajudam a explicar a desaceleração do indicador agregado, apesar do patamar ainda elevado de faturamento no campo.

O VBP é calculado mensalmente pelo Ministério da Agricultura com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais, funcionando como um termômetro do faturamento bruto gerado dentro das propriedades agrícolas. Os dados de 2026 são preliminares e refletem as informações disponíveis até maio.

Leia mais:  Acordo Mercosul-União Europeia entra em vigor e zera tarifas para até 95% do comércio

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana