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Preços do boi e da carne se mantêm firmes, apesar de escala reduzida nos frigoríficos

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Os preços do boi para abate continuam firmes em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), mesmo com escalas de abate ligeiramente mais curtas em relação à semana anterior. Frigoríficos, quando precisam aumentar as compras, elevam os valores pagos, mantendo a cotação nos dias seguintes e ajustando novamente conforme suas necessidades de escala.

São Paulo: negociações e resistência dos pecuaristas

No estado de São Paulo, os negócios realizados estão concentrados principalmente entre R$ 310 e R$ 315 por arroba, enquanto os pecuaristas seguem insistindo em valores acima de R$ 320. Esse comportamento reflete a firmeza do mercado e a expectativa dos produtores em obter melhores retornos diante da demanda dos frigoríficos.

Mercado atacadista de carne: oferta limitada mantém preços elevados

No atacado da Grande São Paulo, os preços da carne bovina têm registrado reajustes positivos ao longo do mês, mesmo em um período tradicionalmente mais lento para as vendas no varejo. A oferta restrita dos frigoríficos aos atacadistas sustenta os preços e contribui para a manutenção da firmeza do mercado.

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Perspectivas para os próximos dias

A tendência é de estabilidade nos preços do boi e da carne nos próximos dias, com possíveis ajustes pontuais por parte dos frigoríficos conforme a necessidade de abastecimento e ritmo de abate. A firmeza do mercado reflete equilíbrio entre oferta e demanda e a estratégia das indústrias em administrar suas escalas de compra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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