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Preços do boi gordo avançam no Brasil com aproximação da alta demanda de final de ano

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O mercado brasileiro de boi gordo registrou alta nos preços ao longo da semana, influenciado pela proximidade do período de maior demanda e pelo aquecimento das exportações. Segundo Fernando Iglesias, analista de Safras & Mercado, a movimentação mais expressiva ocorreu em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, enquanto em São Paulo e Goiás os preços ainda se mantêm relativamente estáveis, com negócios pontuais acima da referência média.

Estratégia de frigoríficos e impacto na arroba

O analista explica que a antecipação de compras de animais de parceria pelos frigoríficos de maior porte atrasou a recuperação dos preços da arroba em algumas regiões. No entanto, com o fim do ano se aproximando, o mercado tende a se beneficiar do aumento da demanda interna e externa. As exportações de carne bovina seguem fortes, indicando um fluxo contínuo de negócios ao longo do mês.

Cotações da arroba nas principais praças (16 de outubro)
  • São Paulo (Capital): R$ 310,00 (+1,64%)
  • Goiás (Goiânia): R$ 300,00 (+1,69%)
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 300,00 (+3,45%)
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 325,00 (+1,56%)
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300,00 (+1,69%)
  • Rondônia (Vilhena): R$ 280,00 (estável)
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Mercado atacadista e consumo interno

No mercado atacadista, os preços se mantiveram estáveis, com leve alta nos cortes do dianteiro. O quarto do traseiro ficou cotado a R$ 25,00/kg, enquanto o quarto dianteiro avançou para R$ 18,00/kg (+2,86%).

A expectativa de maior consumo doméstico é impulsionada pelo pagamento do décimo terceiro salário, criação de postos temporários e confraternizações de fim de ano, fatores que devem sustentar o mercado interno.

Exportações em alta

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior, as exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada somaram US$ 621,334 milhões nos primeiros 8 dias úteis de outubro, com média diária de US$ 77,666 milhões. O volume exportado chegou a 111,919 mil toneladas, média diária de 13,990 mil toneladas, com preço médio de US$ 5.551,70/tonelada.

Em relação a outubro de 2024, houve aumento de 35,6% no valor médio diário, 13,9% na quantidade média diária exportada e 19,1% no preço médio da tonelada, refletindo o fortalecimento da demanda internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Número de cervejarias bate recorde no Brasil em 2025 e produção de cerveja sem glúten dispara 417%

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O setor cervejeiro brasileiro encerrou 2025 com resultados históricos e consolidou sua expansão no país. Dados do Anuário da Cerveja 2026, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, mostram que o Brasil alcançou o maior número de cervejarias da série histórica, com 1.954 unidades distribuídas em 794 municípios.

O levantamento também destaca a retomada do crescimento no número de produtos registrados, avanço das marcas de cerveja e forte expansão da produção de cervejas sem glúten, que registrou alta de 417,6% no último ano.

Setor cervejeiro amplia presença e fortalece economia regional

Segundo o Anuário, a indústria cervejeira brasileira mantém trajetória de fortalecimento mesmo diante de desafios econômicos e climáticos enfrentados ao longo de 2025.

A expansão territorial do setor reforça o papel da cerveja como geradora de emprego, renda e desenvolvimento regional. Pela necessidade de proximidade entre produção e consumo, a atividade favorece a interiorização da economia e estimula cadeias produtivas locais.

Atualmente, o setor está presente em quase 800 municípios brasileiros e movimenta mais de 2,5 milhões de empregos ao longo de toda a cadeia produtiva. Além disso, responde por mais de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

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Número de produtos e marcas de cerveja volta a crescer

O levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária aponta que o número de produtos registrados chegou a 44.212 em 2025, retomando a trajetória de crescimento do setor.

As marcas de cerveja registradas também avançaram 2,1%, totalizando 56.170 registros ativos no país.

Para o presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, Márcio Maciel, os resultados refletem a capacidade de adaptação da indústria cervejeira brasileira.

Segundo ele, o setor manteve investimentos em inovação, tecnologia e diversificação de portfólio, fortalecendo a conexão histórica da cerveja com os consumidores brasileiros.

Exportações de cerveja atingem maior valor da história

Outro destaque do Anuário foi o desempenho internacional da indústria cervejeira brasileira.

As exportações alcançaram US$ 218,3 milhões em 2025, maior valor já registrado na série histórica. O setor também fechou o ano com superávit recorde de US$ 195 milhões na balança comercial.

Atualmente, a cerveja brasileira é exportada para 77 países, ampliando a presença internacional das marcas nacionais e fortalecendo a competitividade da indústria no mercado global.

Produção de cerveja sem glúten cresce mais de 400% no Brasil

A cerveja sem glúten foi um dos segmentos que mais cresceram no país em 2025.

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Segundo o Anuário da Cerveja 2026, a produção saltou de 71 milhões para 368 milhões de litros em apenas um ano, avanço de 417,6% em relação a 2024.

O volume já representa cerca de 2,35% dos 15,69 bilhões de litros de cerveja produzidos no Brasil, indicando o aumento da demanda por bebidas voltadas a consumidores que buscam produtos sem glúten.

O crescimento acompanha a tendência de diversificação do mercado de bebidas e o avanço do interesse por produtos alinhados a diferentes perfis de consumo.

Inovação e diversidade impulsionam crescimento do setor cervejeiro

O Anuário reforça que a combinação entre tradição, inovação e capilaridade regional segue sendo um dos pilares da expansão da indústria cervejeira brasileira.

Com presença crescente em diferentes regiões do país, o setor mantém investimentos em sustentabilidade, tecnologia e novos nichos de mercado, consolidando a cerveja como uma das cadeias produtivas mais relevantes da indústria de alimentos e bebidas no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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