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Preços do café registram forte volatilidade nas bolsas internacionais

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Os preços do café apresentavam ganhos moderados nas bolsas internacionais na manhã desta sexta-feira (12), mas o mercado continua marcado por forte volatilidade. A movimentação reflete a preocupação dos agentes com o abastecimento a curto prazo, aliado ao baixo nível dos estoques globais e à expectativa de chuvas que impactarão a próxima safra.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach, o mercado está pressionado principalmente pelo recuo na produção do café arábica. “Os estoques globais estão praticamente zerados, e os produtores aguardam a chegada de chuvas mais volumosas ao final deste mês, que podem favorecer a principal florada para a safra do próximo ano”, explicou.

Perspectivas por região produtora

No Vietnã, maior produtor de café robusta, os comerciantes demonstram otimismo quanto à próxima safra, destacando condições climáticas favoráveis. Por outro lado, na Indonésia, terceiro maior produtor de robusta, a colheita está sendo prejudicada por chuvas intensas, o que pode impactar a oferta nos próximos meses, segundo informações da Reuters.

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Cotação do café arábica e robusta

Por volta das 9h10 (horário de Brasília), os contratos futuros apresentavam as seguintes variações:

  • Café arábica:
    • Setembro/25: queda de 95 pontos, cotado a 400,00 cents/lbp
    • Dezembro/25: alta de 125 pontos, cotado a 387,35 cents/lbp
    • Março/26: ganho de 95 pontos, cotado a 373,75 cents/lbp
  • Café robusta:
    • Setembro/25: avanço de US$ 44, cotado a US$ 4.737/tonelada
    • Novembro/25: aumento de US$ 31, cotado a US$ 4.552/tonelada
    • Janeiro/26: alta de US$ 20, cotado a US$ 4.466/tonelada

O cenário mostra que, apesar das pequenas oscilações diárias, o mercado continua sensível a fatores climáticos e à oferta global, mantendo a atenção dos investidores e produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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