“O Governo de Mato Grosso é, hoje, um exemplo de gestão para os prefeitos.” A afirmação do prefeito de Santo Afonso, Luis Fernando, marcou a abertura da solenidade de anúncio de R$ 25,9 milhões em novos investimentos destinados ao município, nesta quinta-feira (12.2). Desde 2019, o Estado já investiu R$ 143,8 milhões em obras e ações para a cidade.
“As prefeituras têm se espelhado na administração estadual. É um governo que consegue levar dinheiro público para cada um dos 142 municípios, e o mais importante: consegue fazer investimentos em todas as áreas. Isso tem feito muitos municípios respirar e se desenvolver”, completou o prefeito.
Os recursos destinados a Santo Afonso serão aplicados, principalmente, em asfalto novo de duas rodovias municipais. Uma delas, a Estrada Boa Esperança, vai receber pavimentação em 10,46 quilômetros de extensão, e a segunda é a NM-100, no trecho entre a MT-240 e a MT-160, ligando os municípios de Santo Afonso e Nova Marilândia. O total do investimento estadual é de R$ 24,6 milhões.
“É uma alegria retornar a Santo Afonso e ver que a cidade está prosperando, que a vida dos moradores está evoluindo, com os investimentos realizados pelo governo. Isso não era comum em Mato Grosso. Muita coisa era prometida, mas pouco era cumprido. Para mudar isso, o governo melhorou sua performance, cobrando melhor os impostos, cuidando bem desse recurso e fazendo com que esse dinheiro pudesse sobrar e ser investido. Hoje, não existe uma única cidade em Mato Grosso que não tenha investimentos do Estado”, afirmou o governador Mauro Mendes.
O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, afirmou que a atual gestão representa uma mudança no cenário estadual. “Mato Grosso estava sofrendo. Quando os prefeitos iam a Cuiabá, voltavam cheios de promessas e os investimentos nunca chegavam às cidades. Hoje, o governo estadual foi consertado e é o que mais investe no país. Isso foi só possível depois de fazer as mudanças necessárias para devolver o imposto suado do cidadão mato-grossense e não deixar nenhum município para trás”, declarou.
Além de asfalto novo para as rodovias municipais, o Governo de Mato Grosso também fez o repasse de um caminhão basculante para a agricultura familiar de Santo Afonso, após investimento de R$ 1,2 milhão do Estado.
O deputado estadual Dr. João reforçou que a região também tem sido contemplada com o novo modelo de gestão. “Essa região do Estado também estava esquecida e não aparecia no mapa do desenvolvimento de Mato Grosso. Mas, com esse governo, ela voltou a se desenvolver. Esse governo mudou o conceito do que é gestão e administrar o dinheiro público. Os prefeitos têm um exemplo em casa, aqui mesmo em Mato Grosso, de como administrar”, pontuou.
Também estiveram presentes no ato em Nova Olímpia a suplente ao Senado, Margareth Buzetti; a deputada federal Gisela Simona; os deputados estaduais Paulo Araújo, Dilmar Dal’Bosco, Carlos Avallone e Chico Guarnieri; os secretários estaduais coronel César Roveri (Segurança Pública) e Basília Bezerra (Planejamento e Gestão); o presidente da MT Par, Wener Santos; o presidente do Intermat, Francisco Serafim; e o representante do Governo Federal, Valtenir Pereira, além de prefeitos e autoridades da região médio-norte e sudoeste do Estado.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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