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Prêmio Jovem Cientista reconhece pesquisas inovadoras no enfrentamento às mudanças climáticas; conheça os vencedores

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Com o tema ‘Resposta às Mudanças Climáticas: Ciência, Tecnologia e Inovação como Aliadas’, o 31º Prêmio Jovem Cientista, que neste ano celebra jovens pesquisadores que desenvolveram soluções inovadoras para um dos maiores desafios do século XXI, anunciou os resultados da edição 2025 em uma entrevista coletiva realizada na sede do CNPq, em Brasília, no dia 26 de novembro.

A vencedora da categoria Mestre e Doutor foi a professora Elizângela Aparecida dos Santos, da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, de Minas Gerais.

A primeira colocada na categoria Estudante do Ensino Superior foi Manuelle da Costa Pereira, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amapá.

E o vencedor da categoria Estudante do Ensino Médio foi Raul Victor Magalhães Souza, da Escola Estadual  de Ensino Médio Deputado Joaquim de Figueiredo Correia, do Ceará.

Conheça as pesquisas dos vencedores da 31ª edição do Prêmio Jovem Cientista aqui.

Veja fotos dos autores das pesquisas premiadas e da coletiva de imprensa onde ocorreu o anúncio oficial dos vencedores aqui e aqui.

A edição 2025 reforça a importância da produção científica na redução de impactos ambientais, no enfrentamento de eventos climáticos extremos e na busca por estratégias de adaptação capazes de proteger populações, ecossistemas e infraestrutura no país. Criado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em parceria com a Fundação Roberto Marinho, o Jovem Cientista tem patrocínio master da Shell e apoio de mídia da Editora Globo e do Canal Futura.

A coletiva contou com as presenças dos 3 vencedores e do presidente substituto do CNPq, o professor Olival Freire Jr.; da gerente sênior de Relacionamento com o Governo da Shell Brasil, Monique Gonçalves; e do secretário geral da Fundação Roberto Marinho, João Alegria; 

“As premiações revelam e motivam talentos. Elas dão visibilidade a jovens pesquisadores e impulsionam novas ideias em um momento em que precisamos de mais ciência — não de menos — para enfrentar a crise climática e garantir nosso futuro”, avalia o presidente substituto do CNPq, professor Olival Freire Jr.. “O Prêmio Jovem Cientista estimula novos talentos a entrarem na arena científica, algo fundamental para o futuro do país”, conclui.

“É uma honra para a Shell participar do Prêmio Jovem Cientista, que chega à sua 31ª edição com mais de 900 inscritos”, ressalta Monique Gonçalves, gerente sênior de relacionamento com o governo da Shell. Ela completa: “Quero também destacar a diferença que esperamos fazer na vida dos jovens por meio da educação, da pesquisa e da inovação. Sem dúvida, o patrocínio da Shell ao Prêmio Jovem Cientista dialoga com o tema das respostas às mudanças climáticas e reforça nosso compromisso com soluções de impacto para o país”.

O secretário geral da Fundação Roberto Marinho, João Alegria, ressaltou a forte relação das pesquisas com as comunidades de origem dos jovens pesquisadores. “Esses projetos conseguem unir o rigor do método científico ao diálogo profundo com o território e com conhecimentos que não são apenas os acadêmicos. Isso é valioso e mostra novas maneiras de encarar problemas e construir soluções reais. Há um jeito brasileiro de fazer ciência, que nasce do encontro entre diversidade, conhecimento tradicional e pesquisa acadêmica. Esses projetos materializam essa identidade de forma brilhante”.

O PJC confere aos vencedores premiações que incluem laptops, bolsas do CNPq e valores em dinheiro, entre R$ 12 mil e R$ 40 mil. No total, este ano, foram 919 inscrições divididas em três categorias: Mestre e Doutor (352 trabalhos inscritos), Estudante do Ensino Superior (211 trabalhos inscritos) e Estudante do Ensino Médio (356 trabalhos inscritos). O Prêmio ainda contempla outras duas categorias: Mérito Institucional e Mérito Científico, que destacam o desempenho institucional e a trajetória de um pesquisador doutor que tenham relevância na área/tema da edição.

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Na premiação deste ano, dez jovens talentos e duas instituições foram reconhecidos por seus trabalhos relevantes e pela capacidade de transformar conhecimento científico em impacto social:

Categoria Mestre e Doutor

1º lugar – Elizângela Aparecida dos Santos, da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, de Minas Gerais

2º lugar – Luíz Fernando Esser, da Universidade Estadual de Maringá, do Paraná

3º lugar – Tauany Aparecida da Silva Santa Rosa Rodrigues, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Categoria Estudante do Ensino Superior

1º lugar – Manuelle Da Costa Pereira, do Instituto Federal do Amapá

2º lugar – Isac Diógenes Bezerra, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará

3º lugar – Anna Giullia Toledo Hosken, da Faculdade de Medicina de Petrópolis, Rio de Janeiro

Categoria Estudante do Ensino Médio

1º lugar – Raul Victor Magalhães Souza, da Escola Estadual de Ensino Médio Deputado Joaquim de Figueiredo Correia, do Ceará

2º lugar – Beatriz Vitória da Silva, da Escola Técnica Estadual Professor Paulo Freire, de Pernambuco

3ºlugar – Gabriel da Silva Santos, da Escola Técnica Estadual Ariano Vilar Suassuna, de Pernambuco

Categoria Mérito Científico

Ana Paula Melo, professora da Universidade Federal de Santa Catarina

Categoria Mérito Institucional Ensino Superior

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Categoria Mérito Institucional Ensino Médio

Escola Técnica Estadual Professor Paulo Freire, de Pernambuco, conquistou o primeiro lugar na categoria Mérito Institucional Ensino Médio.

Cada categoria do prêmio atende a um determinado público. Para concorrer como Mestre e Doutor foram aceitos estudantes de mestrado, mestres, estudantes de doutorado e doutores com até 39 anos de idade em 31 de dezembro de 2025. Já em Estudante do Ensino Superior, puderam se inscrever estudantes que estavam frequentando cursos de graduação ou que tenham concluído a graduação a partir de 1º de janeiro de 2024 e tinham menos de 30 anos de idade em 31 de dezembro de 2025. Para concorrer na categoria Estudante do Ensino Médio, os jovens deviam estar regularmente matriculados em escolas públicas ou privadas de Ensino Médio e Profissional e Tecnológico, com menos de 25 anos de idade em 31 de dezembro de 2025.

Sobre o CNPq

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), criado em 1951, foi o principal ator na construção, consolidação e gestão do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. O CNPq é vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e sua atuação se dá, principalmente, por meio do apoio financeiro a projetos científicos, selecionados por chamadas públicas lançadas periodicamente, e pela concessão de bolsas de pesquisa. Atualmente, são cerca de 90 mil bolsistas em diversas modalidades, desde a iniciação científica até o mais alto nível, as bolsas de Produtividade em Pesquisa.

O CNPq também gerencia programas estratégicos para o país, como o de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), empregando recursos próprios ou oriundos de parcerias nacionais com fundações estaduais de amparo à pesquisa (FAPs), universidades, ministérios e empresas públicas e privadas, além das parcerias internacionais. Atua na divulgação científica, com o apoio a feiras de ciências, olimpíadas, publicações e eventos científicos, em especial a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Desde sua criação, o CNPq se encarrega de uma expressiva agenda de cooperação internacional, com destaque à colaboração em programas internacionais – bilaterais, regionais e multilaterais. Por meio do apoio a projetos conjuntos, do intercâmbio de pesquisadores e da participação em organismos internacionais, o Conselho fortalece as parcerias estratégicas para o Brasil, ao encontro do que estabelece a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

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Sobre a Fundação Roberto Marinho

A Fundação Roberto Marinho inova, há mais de 40 anos, em soluções de educação para não deixar ninguém para trás. A instituição trabalha pelo desenvolvimento e implementação de programas, metodologias, cursos e materiais educativos, priorizando o atendimento de pessoas e comunidades em vulnerabilidade social e econômica. Promove, em todas as suas iniciativas, uma cultura de educação de forma encantadora, inclusiva e, sobretudo, emancipatória, em permanente diálogo com a sociedade. Desenvolve projetos voltados para a escolaridade básica e para a solução de problemas educacionais que impactam nas avaliações nacionais, como distorção idade-série, evasão escolar e defasagem na aprendizagem. 

A Fundação realiza, de forma sistemática, pesquisas que revelam os cenários das juventudes brasileiras. A partir desses dados, políticas públicas podem ser criadas nos mais diversos setores, em especial, na educação. Incentivar a pesquisa científica e a inclusão produtiva de jovens no mundo do trabalho também estão entre as suas prioridades, assim como a valorização da diversidade, da equidade e da educação antirracista. Com o Canal Futura fomenta, em todo o país, uma agenda de comunicação e de mobilização social, com ações e produções audiovisuais que chegam ao chão da escola, a educadores, aos jovens e suas famílias, que se apropriam e utilizam seus conteúdos educacionais.

Em toda a sua trajetória, a Fundação Roberto Marinho tem atuado de forma decisiva na valorização do patrimônio cultural e na promoção do conhecimento científico brasileiros. Ao apoiar programas que estimulam a curiosidade, a pesquisa e a inovação entre jovens, como o Prêmio Jovem Cientista, a Fundação reafirma seu compromisso com a formação de novas gerações capazes de pensar soluções para os desafios do país, e de transformar a sociedade por meio do conhecimento. 

Sobre a Shell Brasil

Há 112 anos no país, a Shell Brasil é uma companhia de energia integrada, com participação nos setores de Petróleo e Gás, Soluções Baseadas na Natureza, Pesquisa & Desenvolvimento e Trading, por meio da comercializadora Shell Energy Brasil. A companhia está presente ainda no segmento de Biocombustíveis por meio da joint-venture Raízen, que no Brasil também gerencia a distribuição de combustíveis da marca Shell.

A Shell Brasil trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro da energia.

Assessoria de imprensa da Fundação Roberto Marinho 

Adriana Martins – 21 99086-8584 – [email protected] 

Carmen Lúcia – 21 99550-6416 – [email protected]

Assessoria de imprensa do CNPq

Ricardo Sangiovanni – (71) 98871-2150 – [email protected]

Assessoria de imprensa da Shell Brasil

[email protected]

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Unidade vinculada do MCTI integra novo conselho de apoio ao empreendedorismo feminino

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Apesar das dificuldades e preconceitos, as mulheres estão cada vez mais ocupando espaços que antes eram majoritariamente masculinos, como o empreendedorismo. Ainda que o movimento tenha avançado nos últimos anos e seja uma grande conquista, a diretora da Lunagreen Bioativos, Nathália Pedroso, conta que o desafio continua. “Nós precisamos nos provar o tempo inteiro, mostrar que somos capazes, que somos tão boas quanto qualquer homem ou empresa liderada por um homem. Mesmo que isso canse, eu amo tanto o que faço, que essa luta já virou rotina”, explica.

Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em 2024, cerca de 10,4 milhões de mulheres eram donas do seu próprio negócio — contra os quase 20 milhões de homens na mesma posição. Com o intuito de apoiá-las e diminuir as desigualdades, o consórcio internacional Enterprise Europe Network Brasil (EEN) criou o Conselho Nacional de Empreendedorismo Feminino, Governança e Sustentabilidade Socioambiental. “Nós precisamos e queremos ver mulheres crescendo, ajudando umas às outras. Nós precisamos desse crescimento, não para provar para a sociedade a nossa capacidade, mas para mostrar para nós mesmas que podemos realizar os nossos sonhos e conquistar a nossa independência”, continua a empreendedora.

Unidade vinculada do MCTI integra novo conselho de apoio ao empreendedorismo feminino
Em 2024, cerca de 10,4 milhões de mulheres eram donas de seu próprio negócio

De acordo com o Global Entrepreneurship Monitor (GEM), nove entre dez mulheres relataram práticas para aumentar a sustentabilidade ambiental de seus negócios e, quatro, entre cinco, para objetivos de sustentabilidade social. A Lunagreen é uma empresa de pesquisa, desenvolvimento e fabricação de insumos naturais e biotecnológicos para a indústria de cosméticos.

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“Eu brinco que toda a parte natural que os cosméticos têm, a Lunagreen faz. Nós nascemos de um projeto muito especial, que é um beneficiamento de rejeitos. Hoje, todos os nossos insumos e processos são focados em obter biotecnologia com muita responsabilidade social e ambiental, sempre pensando em todos os elos da cadeia produtiva, de modo que todo mundo se beneficie e que o nosso trabalho não prejudique o meio ambiente”, explica Nathália.

Ainda segundo o GEM, as empreendedoras ganham em média 20% menos que os homens. Mesmo com os constantes desafios, Nathália Pedroso considera que o prêmio final ainda vale o caminho. “Para mim, a mulher é tão boa como empreendedora porque, além de ser boa já pelo trabalho que faz, ela ainda coloca o coração nas coisas. E, quando a gente coloca o coração nas coisas, as coisas saem muito melhor”, finaliza.

O conselho

O conselho terá seus trabalhos desenvolvidos em sintonia com a Comissão de Combate às Desigualdades do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Social e Sustentável, da Secretaria de Relações Institucionais ligada à Presidência da República. O comitê será formado por instituições do ecossistema do EEN, como o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

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Segundo a vice-presidente da EEN Brasil e coordenadora-geral de Informação Tecnológica e Informação para a Sociedade (CGIT) do Ibict, Cecília Leite, a iniciativa nasce como uma plataforma estratégica de transformação. “O objetivo é impulsionar uma nova agenda de desenvolvimento para o País, ancorada na inclusão produtiva, na sustentabilidade e, sobretudo, no protagonismo feminino. Mais do que reduzir desigualdades, o conselho busca reposicionar as mulheres como líderes nos negócios, inclusive no cenário internacional, reconhecendo que fortalecer a liderança feminina é acelerar a inovação, a competitividade e o crescimento econômico do Brasil”, afirma. 

O conselho funcionará principalmente em ambientes digitais, com inteligência informacional e estratégias de comunicação inovadoras. “É nesse ponto que o Ibict assume um papel decisivo: como indutor de um ecossistema de informação e inovação, o instituto desenvolve e disponibiliza plataformas, ferramentas e conteúdos estratégicos que democratizam o acesso ao conhecimento. Isso permite que mais mulheres — em diferentes regiões e contextos — tenham acesso a informações qualificadas, oportunidades de capacitação e inserção em cadeias produtivas globais”, explica Leite. 

Também participam do consórcio a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura (Fapec), Organização Brasileira de Mulheres Empresárias, Enrich in Lac e Rede Brasileira de Certificação, Pesquisa e Inovação.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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