Educação
Prêmio MEC da Educação Brasileira: conheça os critérios
Publicado
8 de agosto de 2025, 21:29
O Prêmio MEC da Educação Brasileira, que será entregue pelo Ministério da Educação (MEC) na segunda-feira, 11 de agosto, vai reconhecer as estratégias e iniciativas dos estados, municípios, escolas e estudantes das redes públicas de ensino de todo país que desenvolvem ações para a melhoria da qualidade da aprendizagem na educação básica.
Os premiados foram selecionados por meio de importantes indicadores da educação brasileira, sem necessidade de inscrição. Nessa primeira edição do prêmio os critérios de avaliação levaram em conta os dados mais recentes do Censo Escolar, do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), da Avaliação da Alfabetização e do desempenho dos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Todas essas análises foram realizadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Serão premiadas oito categorias: educação infantil, alfabetização, anos iniciais e finais do ensino fundamental, ensino médio, Exame Nacional do Ensino Médio; educação em tempo integral; e educação profissional e tecnológica.
A premiação adota como princípios a igualdade de acesso e oportunidades educacionais para todos; o enfrentamento das desigualdades que comprometem a equidade educacional na garantia no direito humano à educação; e o fortalecimento das iniciativas e das estratégias alinhadas ao Plano Nacional de Educação (PNE), que promovam a melhoria contínua da aprendizagem na educação básica.
Um dos critérios de seleção nas categorias educação infantil, educação em tempo integral e educação profissional e tecnológica foi alcançar 90% de matrículas de estudantes pretos e pardos, de acordo com os resultados do Censo Escolar de 2024.
Confira os critérios adotados em cada categoria:
Educação infantil – A categoria premiará um munícipio, por região do país, que alcançar a maior taxa de cobertura de matrículas em creches na rede municipal em relação ao total da população na idade adequada.
Alfabetização – A categoria contemplará os estados, o Distrito Federal, os municípios e as unidades escolares das redes públicas de ensino com relevantes resultados na alfabetização das crianças brasileiras, sendo premiados: uma unidade escolar, por região do país, que alcançar o maior percentual de crianças alfabetizadas na Avaliação da Alfabetização; um município, por região do país, que alcançar o maior percentual de crianças alfabetizadas na Avaliação da Alfabetização; e a unidade federativa que alcançar o maior percentual de crianças alfabetizadas na Avaliação da Alfabetização.
Anos iniciais do ensino fundamental – A categoria contemplará os estados, o Distrito Federal, os municípios e as unidades escolares das redes públicas de ensino com relevantes resultados na melhoria da qualidade da educação pública ofertada para os estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, sendo premiados: uma unidade escolar, por região do país, que alcançar a maior pontuação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino fundamental, anos iniciais; um município, por região do país, que alcançar a maior pontuação no Ideb do ensino fundamental, anos iniciais, das redes municipais públicas de ensino; e a unidade federativa que alcançar a maior pontuação no Ideb do ensino fundamental, anos iniciais, das redes estaduais ou distrital públicas de ensino.
Anos finais do ensino fundamental – A categoria contemplará os estados, o Distrito Federal, os municípios e as unidades escolares das redes públicas de ensino com relevantes resultados na melhoria da qualidade da educação pública ofertada para os estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, sendo premiados: uma unidade escolar da rede municipal de ensino, por região do país, que alcançar a maior pontuação no Ideb do ensino fundamental anos finais; um município por região do país que alcançar a maior pontuação no Ideb do ensino fundamental anos finais das redes municipais públicas de ensino; e a unidade federativa que alcançar a maior pontuação no Ideb do ensino fundamental, anos finais, das redes estaduais ou distrital públicas de ensino.
Ensino médio – A categoria contemplará um estado ou o Distrito Federal e as unidades escolares das redes públicas de ensino com relevantes resultados na melhoria da qualidade da educação pública ofertada para os estudantes do Ensino Médio, sendo premiados: uma unidade escolar da rede estadual pública de ensino, por região do País, que alcançar a maior pontuação no Ideb do ensino médio; e a unidade federativa que alcançar a maior pontuação no Ideb do ensino médio da rede pública de ensino.
Exame nacional do ensino médio – A categoria contemplará os estados, o Distrito Federal e os estudantes concluintes da rede pública de ensino que alcançarem relevantes resultados na participação e desempenho no Enem, sendo premiados: dois estudantes concluintes por estado e pelo Distrito Federal da rede pública de ensino que obtiverem a maior nota na redação do Enem; e a unidade federativa que alcançar o maior percentual de participação no Enem, dentre os estudantes concluintes da rede pública de ensino.
Educação em tempo integral – A categoria contemplará os estados, o Distrito Federal e os municípios que alcançaram relevantes resultados na ampliação da oferta da educação em tempo integral nas etapas da educação básica, sendo premiados: um município, por região do País, que alcançar o maior percentual de matrículas de estudantes pretos e pardos em tempo integral na rede municipal pública de ensino na pré-escola; e outros municípios que alcançarem o maior percentual de matrículas de estudantes pretos e pardos em tempo integral na rede municipal pública de ensino no ensino fundamental, anos iniciais, e no ensino fundamental, anos finais; e na rede pública no âmbito do ensino médio.
Educação profissional – A categoria contemplará as unidades federativas que alcançarem relevantes resultados na ampliação da oferta da educação profissional e tecnológica integrada ao ensino médio, sendo premiado a unidade federativa que alcançar maior percentual de matrículas de estudantes pretos e pardos no ensino médio integrado à educação profissional da rede pública de ensino.
Conheça os demais critérios que foram levados em consideração para a escolha dos premiados:
Censo Escolar 2024 – O Censo Escolar é o principal instrumento de coleta de informações da educação básica e a mais importante pesquisa estatística educacional brasileira. Ele é realizado em regime de colaboração entre as secretarias estaduais e municipais de educação, e conta com a participação de todas as escolas públicas e privadas do país. A pesquisa estatística abrange as diferentes etapas e modalidades da educação básica e profissional: ensino regular (educação infantil, ensino fundamental e médio); educação especial – escolas e classes especiais; educação de jovens e adultos (EJA); educação profissional e tecnológica (cursos técnicos e cursos de formação inicial continuada ou qualificação profissional).
Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) – O Ideb reúne em um só indicador os resultados de dois conceitos igualmente importantes para a qualidade da educação: o fluxo escolar e as médias de desempenho nas avaliações. O Ideb é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no Censo Escolar, e das médias de desempenho no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). A cada edição do Saeb, o Inep divulga resultados agregados para os estratos Brasil, regiões e unidades da Federação, desagregados por dependência administrativa e localização.
Avaliação da Alfabetização – Esta avaliação faz parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada do MEC, lançado para garantir o direito de toda criança brasileira à alfabetização até o final do 2º ano do ensino fundamental. O Inep realizou, em 2023, a Pesquisa Alfabetiza Brasil, que definiu o ponto de corte de 743 pontos na escala de proficiência do Saeb para a Alfabetização como aquele a partir do qual uma criança pode ser considerada alfabetizada. A partir da definição do padrão nacional de alfabetização, foi criado o Indicador Criança Alfabetizada, que indica o percentual de estudantes que já atingiram esse resultado. Para participar da seleção do prêmio, é preciso ter uma participação mínima de 90% na Avaliação da Alfabetização, com no mínimo 20 alunos avaliados.
Boletim Individual de Desempenho do Enem – Esse é um documento de natureza individual e permite saber em qual estado os estudantes obtiveram maior nota no exame. Ele fica disponível na Página do Participante do Inep.
PNE – O Plano Nacional de Educação (PNE) é um plano estratégico, instituído por lei, que estabelece diretrizes, objetivos, metas e estratégias para a educação no Brasil ao longo de dez anos, visando orientar e promover a melhoria da qualidade da educação em todos os níveis e modalidades de ensino. O PNE em vigor foi instituído pela Lei 13.005/2014, para o decênio de 2014/2024, e prorrogado até 31 de dezembro de 2025, de acordo com a Lei 14.934/2024. Em 2024, o governo federal, por meio do Ministério da Educação (MEC), enviou para o Congresso Nacional o Projeto de Lei nº 2.614, de 2024, que propõe o Plano Nacional de Educação para o próximo decênio.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Projeto da Univasf utiliza o esporte para apoiar jovens com TEA
Publicado
31 de agosto de 2026, 14:30
No meio do Sertão Pernambucano, em Petrolina, um projeto de extensão e pesquisa da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) tem transformado a vida de crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA) que necessitam de suporte nível 1. Há pouco mais de dois anos, de forma gratuita e aberta à comunidade, a iniciativa “Vem para o Jogo” utiliza o esporte para trabalhar não só a coordenação motora e os aspectos físicos dos jovens, mas também o respeito, o trabalho em equipe, o convívio social, o raciocínio lógico e tantas outras habilidades necessárias para o dia a dia.
“Eu falo com os pais que o esporte é uma simulação da vida, porque ele desenvolve habilidades que serão fundamentais para todos os aspectos da nossa convivência”, explicou o professor responsável pelo projeto, Fernando de Aguiar. “Quando você está em um emprego, por exemplo, você tem um chefe, faz parte de uma equipe e tem um trabalho a cumprir, em que será necessário seguir regras e respeitar todos os envolvidos. O esporte também tem tudo isso e, por isso, nós conseguimos trabalhar várias dessas habilidades essenciais para que os alunos possam se desenvolver da melhor forma”.
Para as pessoas no espectro autista, que podem necessitar de diferentes níveis de suporte, o esporte surge como uma possibilidade de exercitar habilidades que podem ser afetadas pela neurodivergência, como a capacidade de se expressar, de entender contextos sociais e de superar frustrações. O projeto atua com crianças e adolescentes que se encontram no nível 1 de suporte e que têm boa autonomia para as atividades cotidianas, mas que podem precisar de eventuais apoios para enfrentar desafios sociais e de rotina.
De acordo com o professor, como o esporte é uma atividade que exige comunicação, trabalho em equipe e inteligência para superar desafios, o projeto consegue auxiliar os estudantes a driblarem certas dificuldades que teriam em decorrência do TEA. “O que nós vemos com o projeto é que muitas crianças que já estão conosco há mais tempo conseguem antecipar certas situações e auxiliar aquelas que acabaram de entrar sobre as melhores formas de navegar por meio da prática esportiva. Assim, elas conseguem desenvolver uma nova percepção do mundo e do ambiente, com mais controle emocional, autoestima e capacidade de se autorregular”, afirmou.
Além de desenvolver as atividades físicas, o projeto também fornece aos pais, a cada seis meses, um relatório completo com informações sobre padrões alimentares e de sono, além de dados sobre as habilidades cognitivas, psicológicas, emocionais e motoras dos filhos. Esse material pode ajudar a orientar familiares acerca do atendimento aos estudantes, a fim de se organizarem de acordo com a rotina deles.
Luana Marques, mãe de um dos alunos, explicou que o projeto mudou completamente a vida do filho. “Logo que ele entrou, os meninos eram maiores do que ele, então eu senti que ele ficou um pouco desconfortável, mas ele disse que queria continuar. Desde então, ele se desenvolveu de uma forma que anos de terapia não teriam ajudado. Ele se sente mais capaz de fazer as atividades, de aprender coisas novas, de interagir com os colegas e de confiar nos amigos. Ele cresceu muito na parte social”, afirmou.
Desenvolvimento profissional – Por ser um projeto de pesquisa e extensão, desenvolvido em uma universidade federal, o “Vem para o Jogo” também contribui para o crescimento profissional dos estudantes de graduação. No projeto, que envolve os departamentos de educação física e ciências da computação, os alunos da universidade participam da criação de aplicativos que ajudam a mapear a rotina dos estudantes; da concepção de relatórios sobre comportamentos e preferências; e da avaliação física e psicológica das crianças e adolescentes atendidas.
Universidades Federais – Para enviar as iniciativas e atividades desenvolvidas em sua instituição, basta responder ao formulário da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC. Nele, as universidades devem incluir um texto explicativo sobre o projeto e sua relevância para o atendimento público, bem como fotos e vídeos que ajudem a ilustrar as atividades.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
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