Educação

MEC empossa reitora do Ifes

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O ministro da Educação, Camilo Santana, cumpriu uma série de agendas no Espírito Santo nesta segunda-feira, 9 de fevereiro. Entre os compromissos estava a assinatura do termo de posse da nova reitora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes), Adriana Pionttkovsky Barcellos, em cerimônia realizada no Campus Vitória. Na ocasião, ele também visitou o IF Maker — laboratório de fabricação digital de inovação e prototipagem, que estimula a criatividade e o aprendizado prático dos estudantes, com impressão 3D e projetos de robótica e automação.  

Durante a cerimônia, o ministro destacou a relevância da posse. “Esse ato é muito simbólico e mostra o compromisso do governo federal com a educação. É uma alegria estar aqui, sei das qualidades da reitora, sei que a senhora fará uma grande gestão”, afirmou. Em seu pronunciamento, Santana também ressaltou o compromisso com o fortalecimento da rede federal de educação profissional e tecnológica. “Teremos mais investimentos em expansão e consolidação dos campi, porque não temos outro caminho a não ser investir na educação do nosso povo”, completou. 

Na solenidade de posse, a nova reitora destacou o significado institucional do momento e reafirmou o compromisso da rede federal com o ensino público. “Assumir a reitoria do Instituto Federal do Espírito Santo, principalmente na presença do ministro da Educação neste momento oficial, é reafirmar publicamente a força da educação pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada que nós tanto defendemos e pela qual nós trabalhamos todos os dias”, celebrou. 

Barcellos foi nomeada reitora do Ifes em outubro de 2025, após processo de consulta eleitoral à comunidade acadêmica. Ela possui doutorado e mestrado em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e é professora do ensino básico, técnico e tecnológico do Ifes, no Campus Santa Teresa. 

Para os estudantes, a nova gestão simboliza a continuidade de um compromisso com a diversidade e o acesso à educação profissional e tecnológica. “Esse lugar respira diversidade, aqui atendemos alunos de diferentes perfis sociais. Aqui nós estamos construindo e produzindo ciência, tecnologia e inovação para o estado do Espírito Santo e para o Brasil”, afirmou o estudante de eletrotécnica e presidente do grêmio estudantil do Ifes Campus Vitória, Miguel Monteiro.  

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O Ifes possui 23 campi e um polo de inovação. Ao todo, oferta 319 cursos e conta com 55.050 matrículas. Trabalham nas unidades 1.190 servidores técnico-administrativos em educação e 1.595 professores. Para a sua expansão e consolidação, estão sendo investidos pelo Governo do Brasil R$ 64,9 milhões.   

IF Maker – O IF Maker é um laboratório de fabricação digital voltado à inovação e à prototipagem, criado para estimular a criatividade e o aprendizado prático dos estudantes. O espaço reúne recursos como impressão 3D, além de projetos de robótica e automação, possibilitando o desenvolvimento de soluções tecnológicas em ambiente experimental. Configurado como um projeto de extensão, o IF Maker oferece um ambiente colaborativo que facilita as etapas de concepção, produção e consolidação de produtos. 

O projeto também contempla a formação de professores, alunos e técnicos administrativos, tanto do Ifes quanto de instituições parceiras, por meio de eventos, minicursos, palestras e workshops. O espaço ainda é utilizado para a realização de aulas e dinâmicas relacionadas aos cursos do campus, contribuindo para tornar o ambiente acadêmico mais atrativo e inspirador. 

Para os estudantes envolvidos, o laboratório representa uma oportunidade de aprendizado aplicado e de crescimento pessoal dentro do ambiente educacional. É o que destaca Lucca Tonini, estudante de Engenharia Elétrica no Ifes. “É uma experiência única. Eu participei de capacitações e várias aulas para aprender como funciona a tecnologia e, desde o ano passado, estou praticando e desenvolvendo minhas habilidades comunicativas e técnicas, que vão ajudar muito na minha carreira profissional”, afirma. 

Expansão e Consolidação – Para a expansão dos institutos federais, o governo federal anunciou a construção de mais de 100 novas unidades em todo o país, com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), totalizando R$ 2,5 bilhões. A previsão é criar mais de 142 mil novas vagas de educação profissional e tecnológica. Cada campus recebe um investimento médio de R$ 25 milhões e terá capacidade de atender, em média, 1.400 estudantes. No Ifes, estão sendo investidos R$ 25 milhões para construção e aquisição de equipamentos do novo campus Muniz Freire. 

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Já para a consolidação das unidades existentes, o Novo PAC destina R$ 1,4 bilhão à melhoria e à ampliação da infraestrutura, com foco na construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, salas de aula, laboratórios e quadras poliesportivas. Para o Ifes, estão sendo destinados R$ 39,9 milhões em investimentos. Entre 2023 e 2025, foram repassados R$ 31,8 milhões. Ainda estão previstos outros R$ 8,1 milhões. 

Agenda – A agenda do ministro Camilo Santana no estado contou ainda com visita à Ufes, a bordo da Intelligent Autonomous Robotic Automobile (IARA), e com a cerimônia de entrega da Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB) e de vale-computadores do programa Mais Professores para o Brasil. Outros compromissos são a inauguração do Raio-X Telecomandado do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (HUCAM) da Ufes; a assinatura da Ordem de Serviço para reforma do espaço que abrigará o Banco de Leite Humano do HUCAM-Ufes; a vistoria das obras do Centro de Pesquisas Clínicas; e a reforma de ampliação do Pronto-Socorro e Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do hospital.  

Resumo | Mais educação para o Espírito Santo 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) 

Fonte: Ministério da Educação

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Ideb: Alagoas inicia análise de resultados nas redes

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O Ministério da Educação (MEC) iniciou o Brasil Aprende+, estratégia nacional criada para apoiar os estados, os municípios e o Distrito Federal na transformação dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025 em ações de melhoria da aprendizagem. A iniciativa orienta as redes a analisar os dados, identificar desafios, definir prioridades e elaborar planos de ação de acordo com a realidade de cada território. 

A mobilização será desenvolvida em oito etapas, que vão da análise dos resultados ao acompanhamento das ações realizadas pelas escolas. O encontro realizado na terça-feira (25) reuniu o MEC, a Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc/AL), a presidência estadual da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), além de secretários e representantes técnicos dos municípios alagoanos. O objetivo foi apresentar a estratégia nacional e os materiais que serão disponibilizados, bem como aprofundar a discussão sobre os indicadores de aprendizagem, com foco no ensino fundamental. 

Durante a reunião, a superintendente de Desenvolvimento do Ensino Infantil, Fundamental e Políticas Educacionais da Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc), Fabiana Dias, destacou a evolução dos resultados educacionais do estado e reforçou o compromisso da secretaria em ampliar os avanços na aprendizagem dos estudantes. Ela também colocou a Seduc à disposição para colaborar com as redes representadas e ressaltou a importância da iniciativa apresentada. 

Representando a Undime, Neilton Nunes destacou a importância da mobilização dos municípios para a melhoria da aprendizagem e avaliou que os resultados do Ideb refletem o trabalho realizado pelas redes, que passaram a analisar seus dados e identificar caminhos para avançar. Ele ressaltou ainda o esforço conjunto de dirigentes municipais, professores, equipes pedagógicas, gestores escolares e estudantes na construção dos resultados alcançados por Alagoas. 

A estratégia será apresentada em 27 encontros técnicos estaduais, envolvendo os 26 estados e o Distrito Federal. Ao longo do processo, as redes terão acesso a ferramentas, painéis de dados e materiais para apoiar gestores, coordenadores pedagógicos e professores na implementação e no acompanhamento das ações. 

Alagoas – De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Ideb do ensino fundamental de Alagoas passou de 6 para 6,4 nos anos iniciais e de 5 para 5,3 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio passou de 4,1 para 4,3. Na rede pública do estado, o resultado passou de 5,7 para 6,3 nos anos iniciais; de 4,8 para 5,1 nos anos finais; e de 4 para 4,2 no ensino médio. Com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.    

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Os dados serão utilizados como ponto de partida para o trabalho do Brasil Aprende+ no estado. A partir da análise dos resultados, as redes serão apoiadas na identificação dos principais desafios de aprendizagem e na construção ou revisão de seus planos de ação. Os documentos deverão definir prioridades, estratégias e resultados esperados com base nas evidências de cada território. 

Para os municípios prioritários, o MEC disponibilizará ainda uma área específica no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), destinada ao detalhamento das ações relacionadas à recomposição das aprendizagens. 

Ideb Nacional – Entre 2023 e 2025, o Ideb nacional também avançou nas três etapas avaliadas, considerando as redes públicas e privadas. Em uma escala de 0 a 10, o índice passou de 6,0 para 6,3 nos anos iniciais do ensino fundamental, de 5,0 para 5,3 nos anos finais e de 4,3 para 4,5 no ensino médio. 

Considerando apenas a rede pública, o Ideb passou de 5,7 para 6,1 nos anos iniciais, de 4,7 para 5,0 nos anos finais e de 4,1 para 4,3 no ensino médio. Com esses resultados, o país alcançou, nas três etapas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005. 

Os resultados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2025 foram divulgados em 5 de agosto pelo MEC, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

Brasil Aprende+ – Entre os instrumentos previstos pelo Brasil Aprende+ está uma caixa de ferramentas, com painéis interativos, relatórios personalizados por rede de ensino, materiais orientadores, guias e ferramentas para gestores escolares, coordenadores pedagógicos e professores. 

Ainda em agosto, o painel de priorização vai disponibilizar dados de todas as escolas do país. A ferramenta permitirá comparar os resultados de 2025 e a trajetória das unidades entre 2023 e 2025, ajudando a identificar escolas com resultados baixos, queda ou estagnação no desempenho. 

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Na segunda semana de setembro, será realizado o Dia D, mobilização nacional para apropriação dos resultados nas escolas. Cada rede poderá escolher a data, entre 8 e 11 de setembro, para reunir gestores, coordenadores pedagógicos e professores, analisar o desempenho dos estudantes, identificar lacunas de aprendizagem e definir prioridades. 

Depois do Dia D, cada escola será estimulada a elaborar seu próprio plano de ação, conectado à realidade da unidade e integrado ao planejamento da rede. O trabalho será acompanhado ao longo do ano, com apoio do MEC na análise das evidências e no direcionamento de formação, apoio técnico e financeiro e outras políticas e programas, conforme os desafios identificados. 

O Brasil Aprende+ integra o Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, política construída em colaboração com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a Undime para apoiar os entes federativos na recomposição das aprendizagens de estudantes da educação básica. A iniciativa busca contribuir para a redução das desigualdades e o fortalecimento da equidade na educação. 

Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, criado em 2007, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), é um indicador que combina o desempenho dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, permitindo acompanhar a qualidade da educação básica brasileira. Integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando que a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025, o índice permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE durante o período de vigência.   

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)

Fonte: Ministério da Educação

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