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Prêmio reconhece o trabalho das mulheres que vivem da pesca e aquicultura

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O Ministério da Pesca e Aquicultura realizou ontem (18/03) a cerimônia de entrega da 3ª edição do prêmio Mulheres das Águas. A solenidade aconteceu no Teatro Nacional, em Brasília (DF), e contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, da primeira-dama, Janja Lula da Silva, do Ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, entre outras autoridades. 

O prêmio foi entregue às 11 vencedoras que se destacaram na pesca e na aquicultura, com trabalhos relevantes para as comunidades, a sustentabilidade e o empoderamento de outras mulheres. São elas: 

  • Pesca Artesanal Marinha – Cristiane Santos Oiticica – Valença – BA  

  •  Pesca Artesanal Continental – Fernanda de Araújo Moraes – Carauari – AM  

  •  Pesca Artesanal Estuarina – Navegante Maria dos Santos Mendonça – Grossos – RN  

  •  Pesca Industrial ou Indústria do Pescado – Eveline Alexandre Paulo – Fortaleza – CE   

  •  Pesca Amadora e Esportiva – Liliane Santos da Silva – Altamira – PA.   

  •  Pesca ou Aquicultura de Ornamentais – Aramar Castro Pinheiro – Barcelos – AM.   

  •  Pesca Artesanal ou Aquicultura Indígena – Ana Paula Lima Reis Paumari – Tapauá – AM.   

  •  Aquicultura Marinha ou Estuarina – Ana Carolina de Barros Guerrelhas – Canguaretama – RN. 

  •  Aquicultura Continental – Maria Luiza Barbosa da Silva – Palmas – TO. 

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  • Ensino Pesquisa e/ou Extensão – Rita de Cassia Franco Rêgo – Salvador – BA.  

  • Gestão Pública ou Privada – Elaine Luiza de Jesus – São Cristóvão – SE. 

A pescadora Navegante Maria falou em nome das vencedoras. Para ela, é uma honra receber o prêmio, que representa o reconhecimento pelo governo do esforço e da dedicação das mulheres que dão a vida para sustentar as famílias na pesca e na aquicultura. 

Nós já contamos a história de cada uma delas em nosso site. Você pode conferir clicando neste link 

Participação social e representatividade feminina 

O prêmio Mulheres das Águas foi criado para reconhecer a atuação das mulheres na pesca e aquicultura. De acordo com dados do MPA, elas representam mais da metade dos profissionais que vivem das águas. Mas mais do que isso, muitas vezes, são as grandes responsáveis pela transmissão dos saberes tradicionais e pela gestão e manutenção dos recursos pesqueiros e aquícolas. 

O ministro André de Paula destacou o quanto o prêmio é importante para o MPA e para dar voz às mulheres das águas. “Eu já tive enormes alegrias nesse Ministério. Mas lançar esse prêmio que reconhece, que homenageia, que destaca o papel de protagonismo que as mulheres cumprem no nosso setor é, seguramente, se não a maior, uma das maiores alegrias que eu tive aqui”, afirmou. 

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O presidente Lula também falou sobre a relevância da pesca e da aquicultura para o país, principalmente da atividade feita pelas mulheres. “Ao navegar rios e mares, adentrar mangues, lançar a rede, pegar o peixe, recolher o marisco, as mãos, vocês levam muito mais do que alimento para a venda de todos nós. Reproduzem o conhecimento ancestral, e fazem com que esse conhecimento chegue às novas gerações. Ajudam a proteger o meio ambiente e atuam como multiplicadores do que pescam e coletam das águas e manguezais. É justo e louvável que exista uma premiação para reconhecer o trabalho das mulheres e dar dignididade ao protagonismo delas na pesca e na aquicultura”, declarou.     

Menções Honrosas 

Além das vencedoras nas 11 categorias principais, também foram entregues menções honrosas a outras 3 mulheres. A primeira-dama, Janja Lula da Silva, a bióloga especializada em aquicultura e pesca artesanal, Simone Frederigi Benassi (já falecida) e a Secretária-Geral da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA), Letícia Reis Carvalho.  

Janja falou em nome das 3 homenageadas durante a cerimônia. “No ano de 2025, na condição de enviada especial para Mulheres da COP30, tive a oportunidade de conhecer dificuldades que nós brasileiras enfrentamos na luta pela sobrevivência, na busca por uma vida mais justa e sustentável e no enfrentamento às mudanças climáticas. Foi essa experiência rica, intensa e impactante que me aproximou das mulheres pescadoras e marisqueiras. Em visitas e rodas de conversa, conheci de perto a beleza, mas também as agruras dessa atividade na qual as mulheres colocam suas digitais em todas, absolutamente em todas as etapas”, ressaltou a primeira-dama. 

Confira todas as fotos da cerimônia de premiação.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Megaleite 2026 amplia programação de leilões e reforça valorização da genética leiteira no Brasil

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A edição 2026 da Megaleite 2026 chega com programação ampliada e aposta no fortalecimento do mercado de genética bovina leiteira no Brasil. Considerada a maior exposição do segmento na América Latina, a feira contará com 12 leilões oficiais, três a mais em comparação ao ano passado, refletindo o cenário de valorização da pecuária leiteira nacional.

O evento será realizado entre os dias 2 e 6 de junho, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte (MG), reunindo criadores, investidores, empresas e compradores do Brasil e do exterior.

Os remates terão oferta de animais das principais raças leiteiras do país, entre elas Girolando, Gir Leiteiro, Holandês, Guzerá e Guzolando. Todos os leilões terão transmissão ao vivo, ampliando o alcance comercial da feira e permitindo a participação de compradores de diferentes regiões brasileiras e também de mercados internacionais.

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, Alexandre Lacerda, o desempenho dos leilões realizados ao longo deste ano reforça o momento positivo da pecuária leiteira.

De acordo com ele, as médias de preços registradas nos remates recentes demonstram forte valorização dos animais de genética superior, tendência que deve ganhar ainda mais força durante a Megaleite, tradicionalmente considerada uma das principais vitrines da genética bovina nacional.

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Programação começa com destaque para o Girolando

A agenda oficial será aberta no dia 2 de junho com o “Leilão Divas do Girolando – O Retorno”, um dos eventos mais aguardados da programação. O encerramento ocorrerá em 6 de junho, com o “Leilão 20 Anos Gir Leiteiro São José do Can Can”.

Além dos leilões, a Megaleite 2026 terá extensa programação técnica, comercial e gastronômica. Entre as atrações confirmadas estão:

  • Julgamento de animais;
  • Torneio leiteiro;
  • Cursos e capacitações técnicas;
  • Lançamentos de tecnologias para a cadeia leiteira;
  • Festival do Queijo Artesanal de Minas;
  • Mini Fazenda;
  • Espaço gourmet.
Megaleite deve reunir mais de 1.300 animais

A expectativa da organização é reunir cerca de 1.300 animais das raças Girolando, Gir Leiteiro, Holandês, Guzerá, Guzolando e Sindi, além de búfalos.

Mais de 100 empresas expositoras já confirmaram presença na feira, representando diversos segmentos ligados à cadeia produtiva do leite e à pecuária de alta performance.

A organização também prevê a participação de comitivas internacionais vindas principalmente de países da América Latina, África e Ásia, interessadas na aquisição de genética bovina produzida no Brasil.

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Com a ampliação da programação e o avanço da demanda por animais superiores, a Megaleite 2026 reforça sua posição como uma das principais plataformas de negócios, tecnologia e inovação da pecuária leiteira brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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