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Presente de Natal: leilões ajudam a escoar safra de arroz e a destravar o mercado

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está dando um excelente presente de Natal aos produtores de arroz: realizou um leilão nesta terça-feira (23.12) assegurando o escoamento de 196,28 mil toneladas de arroz em casca da safra 2024/25, o equivalente a 44,1% das 444,92 mil toneladas ofertadas pelos programas de prêmio. E hoje (24.12), véspera de Natal, vai realizar um segundo leilão, ajudando a destravar o mercado deste setor que teve um ano difícil.

A maior parte do volume do leilão de ontem foi negociada por meio do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro), mecanismo em que o governo complementa o preço recebido pelo agricultor, com 159,5 mil toneladas arrematadas nessa modalidade.

O restante, 36,79 mil toneladas, saiu pelos leilões de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), destinados a indústrias e comerciantes que se comprometem a comprar o grão pelo preço mínimo e a retirar o produto das regiões com maior concentração de oferta. As operações se concentraram em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, sem negócios para os lotes direcionados ao Paraná, o que espelha a diferença de urgência na comercialização entre as áreas produtoras.

Concluídos os pregões, a Conab passa agora à etapa burocrática: checar a regularidade cadastral dos participantes, homologar os resultados e publicar a lista de arrematantes. Os contemplados terão de comprovar a venda do arroz até 27 de janeiro de 2026 e o efetivo escoamento do produto até 27 de maio de 2026; só depois dessa conferência é que os prêmios serão pagos.

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A agenda desta quarta‑feira (24.12) mantém o foco no escoamento de safras concentradas no Sul. Segundo a Conab, os leilões eletrônicos, realizados pelo Sistema de Comercialização Eletrônica (Siscoe) a partir das 9h, começam com o trigo da safra 2025/26. Nos dois primeiros pregões, a estatal pretende oferecer prêmios para cerca de 64,7 mil toneladas, começando pelo Pepro, voltado ao produtor, e na sequência com o PEP, usando o saldo que eventualmente não for negociado.

Concluídas as operações com trigo, o foco volta ao arroz da safra 2024/25, com previsão de oferta de aproximadamente 287,3 mil toneladas. O desenho é o mesmo: primeiro o Pepro, que busca garantir uma remuneração mais próxima do preço mínimo ao agricultor, e depois o PEP, que transfere o incentivo para a indústria e o comércio assumirem a compra e o escoamento dos lotes remanescentes.

Para entidades do setor, a continuidade dos pregões é importante para tirar parte do excedente das regiões produtoras e dar alguma previsibilidade à renda no campo, em meio a custos elevados e margens apertadas. A avaliação é que, embora não resolvam todos os problemas de preço, os leilões ajudam a destravar negócios que, sem o prêmio, não ocorreriam.

Os dois instrumentos utilizados pela Conab integram a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), principal ferramenta do governo federal para evitar que o valor recebido pelo produtor caia abaixo de um patamar considerado viável. No Pepro, o prêmio é pago ao produtor rural ou à cooperativa que comprovar produção e venda do arroz ou do trigo nas condições previstas em edital; na prática, a bonificação cobre a diferença entre o preço de mercado e o preço mínimo.

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No PEP, por sua vez, o beneficiário é a indústria de beneficiamento ou o comerciante de cereais, que compra o produto ao preço mínimo e se compromete a escoá‑lo para destinos determinados pelo governo; o prêmio funciona como incentivo para que esse agente assuma o custo de levar o grão para outras regiões. Para participar de qualquer uma das modalidades, é preciso estar vinculado a uma Bolsa de Mercadorias, ter cadastro atualizado no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais (Sican) e estar regular no Sicaf e no Cadin, entre outros requisitos.

Na avaliação de analistas, a retomada dos leilões de PGPM recoloca a Conab como um ator relevante na formação de preços de arroz e trigo em anos de safra cheia, ao reduzir a pressão sobre o produtor e, ao mesmo tempo, preservar o abastecimento interno. Para quem está no campo, o resultado dessas operações ao longo do verão será decisivo para o caixa da atividade e para a decisão de investimento na próxima safra.

Fonte: Pensar Agro

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Açúcar sobe nas bolsas internacionais e mercado físico brasileiro inicia junho em recuperação

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O mercado global de açúcar iniciou o mês de junho em alta, recuperando parte das perdas registradas nas últimas semanas. As cotações avançaram nas bolsas internacionais de Nova York e Londres, impulsionadas pelas preocupações com a oferta mundial da commodity e pelas incertezas climáticas em importantes países produtores.

No Brasil, o mercado físico também apresentou reação positiva, com valorização do açúcar cristal no estado de São Paulo, enquanto o etanol hidratado registrou leve ajuste negativo.

Contratos do açúcar avançam em Nova York

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos do açúcar bruto encerraram a primeira sessão de junho com ganhos consistentes.

O contrato com vencimento em julho de 2026 fechou cotado a 14,45 centavos de dólar por libra-peso, avanço de 0,39 centavo. O vencimento outubro de 2026 subiu para 14,94 centavos por libra-peso, enquanto o contrato março de 2027 encerrou o pregão a 15,82 centavos, registrando valorização de 0,42 centavo.

Os demais vencimentos também acompanharam o movimento positivo, refletindo um mercado mais atento aos riscos relacionados à oferta global.

Açúcar branco registra forte alta em Londres

Na ICE Europe, os contratos do açúcar branco também apresentaram recuperação expressiva.

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O vencimento agosto de 2026 avançou US$ 11,80 e fechou a US$ 450,00 por tonelada. Já o contrato outubro de 2026 registrou alta de US$ 10,20, encerrando o dia a US$ 444,50 por tonelada.

O contrato dezembro de 2026 subiu US$ 9,00, fechando a US$ 443,40 por tonelada. As demais posições negociadas na bolsa londrina também encerraram o pregão em território positivo.

Mercado físico brasileiro reage após perdas em maio

No mercado doméstico, o açúcar cristal branco comercializado em São Paulo apresentou valorização relevante.

De acordo com o Indicador CEPEA/ESALQ, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 94,27, alta de 1,37% em relação ao fechamento anterior.

O desempenho marca o início de um movimento de recuperação para o setor, revertendo parte das perdas acumuladas durante o mês de maio e trazendo maior otimismo para os agentes do mercado físico.

Etanol hidratado recua em Paulínia

Enquanto o açúcar apresentou recuperação, o mercado de etanol iniciou junho em leve baixa.

Segundo o Indicador Diário Paulínia, o etanol hidratado foi negociado a R$ 2.335,00 por metro cúbico, registrando recuo de 0,70% na comparação diária.

Como se trata do primeiro pregão do mês, essa também representa a variação acumulada de junho até o momento.

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Clima segue como principal fator de sustentação dos preços

As atenções dos investidores permanecem voltadas para as condições climáticas nas principais regiões produtoras de açúcar do mundo.

A redução das previsões de chuvas em áreas agrícolas da Índia e as discussões sobre uma possível formação do fenômeno El Niño continuam gerando preocupações quanto ao potencial produtivo da próxima safra global.

Mesmo com o avanço da colheita de cana-de-açúcar no Brasil, maior produtor e exportador mundial da commodity, as incertezas climáticas seguem oferecendo suporte às cotações internacionais e limitando movimentos mais intensos de queda.

Perspectivas para o mercado

O comportamento do clima nas próximas semanas deverá continuar sendo um dos principais direcionadores dos preços do açúcar. Caso persistam os riscos para a produção em países asiáticos, o mercado poderá manter o viés de sustentação observado no início de junho.

Ao mesmo tempo, o avanço da safra brasileira e o ritmo das exportações seguirão no radar dos investidores, influenciando o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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