O secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Fábio Garcia, destacou as ações prioritárias conduzidas pelo Governo do Estado, com foco em assegurar a continuidade dos investimentos da gestão estadual e garantir a execução de projetos essenciais para a população. Garcia enfatizou que a preservação da capacidade de investimento do Estado é fundamental para concluir obras em andamento e atender às demandas dos municípios.
“Estamos falando de muitas obras em andamento, incluindo quatro hospitais regionais, além do Júlio Muller e o Hospital Central, e diversos convênios firmados com as prefeituras. Esses projetos exigem um esforço contínuo do Governo para assegurar a capacidade de investimento e entregar resultados que realmente melhorem a vida dos mato-grossenses”, explicou durante entrevista nessa quarta-feira (22.1), após visita à Assembleia Legislativa.
O secretário reafirmou que o Governo do Estado está comprometido em manter o foco no trabalho e na entrega de resultados, deixando de lado disputas ou debates políticos.
“Nosso objetivo é entregar um estado melhor para os mato-grossenses. Estradas, hospitais, escolas e melhorias na educação são nossas prioridades. Precisamos seguir com o foco no que realmente importa: transformar vidas”, afirmou.
Garcia ressaltou ainda a importância do planejamento diante das incertezas econômicas, especialmente em um estado cuja economia é fortemente impulsionada pelo agronegócio. Ele alertou sobre os impactos das chuvas intensas na safra e a necessidade de cautela com a previsão de receita.
“A economia de Mato Grosso é puxada pelo agro, mas ainda não conseguimos medir as consequências das chuvas na safra de soja. Isso pode impactar no peso e na qualidade dos grãos, afetando a arrecadação. Precisamos manter o equilíbrio para enfrentar essas incertezas e garantir que os investimentos prioritários sejam realizados”, destacou.
Por fim, Fábio enfatizou que o foco da gestão estadual está em melhorar a qualidade de vida dos mato-grossenses. “Nosso trabalho não é sobre discursos ou debates políticos, mas sobre entregar resultados que transformem o cotidiano das pessoas. Temos o compromisso de deixar um legado de desenvolvimento e oportunidades para todos”, concluiu.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.