Durante fiscalização na BR-174, em Pontes e Lacerda (MT), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) constatou irregularidade no transporte de madeira nativa. A ocorrência foi registrada na manhã de domingo (4), no km 309 da rodovia. A carga e os veículos foram apreendidos, e o caso foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal.
A abordagem ocorreu durante procedimento de fiscalização, quando uma combinação de veículos de carga foi submetida à verificação documental e inspeção física. Inicialmente, os documentos apresentados indicavam o transporte de madeira serrada de espécie específica, sem irregularidades aparentes.
Durante a inspeção da carga, contudo, foram identificadas divergências nas características da madeira transportada em relação à espécie declarada na documentação. Amostras foram coletadas e analisadas pela equipe, confirmando a presença de espécies distintas daquelas informadas, o que invalida a documentação florestal apresentada.
Ao todo, cerca de 22,5 m³ de madeira nativa foram apreendidos. Também foram retidos um caminhão-trator e um semirreboque utilizados no transporte.
Diante da irregularidade, foi lavrado Termo Circunstanciado de Ocorrência com base na legislação ambiental vigente. O material apreendido e os veículos foram encaminhados para os procedimentos cabíveis, ficando à disposição da autoridade competente.
A Polícia Rodoviária Federal segue atuando de forma permanente no enfrentamento aos crimes ambientais e na promoção da segurança pública, contribuindo para a proteção da sociedade e dos recursos naturais nas rodovias federais.
Cerca de R$ 10 milhões em notas falsas, utilizadas para aplicar um golpe do falso empréstimo milionário, foram destruídos pela Polícia Civil, na tarde desta terça-feira (30.6), na fornalha de uma empresa no bairro Jardim Industrial, em Cuiabá. A destruição do valor foi realizada por policiais da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, que apuraram o sofisticado esquema de golpe.
A mala com os valores milionários faz parte de investigações iniciadas em 2024, após um empresário do município de Água Boa procurar a Polícia Civil relatando ter sido induzido a acreditar que receberia um empréstimo de R$ 10 milhões.
Na ocasião, para concretizar a suposta operação financeira, os criminosos exigiram o pagamento antecipado de uma comissão de R$ 1 milhão, aceitando inicialmente a quantia de R$ 400 mil em espécie.
Após meses de negociações, reuniões presenciais e contatos telefônicos, a vítima se encontrou com os suspeitos em um hotel de Cuiabá, onde entregou R$ 400 mil em dinheiro e recebeu uma mala que supostamente continha os R$ 10 milhões prometidos. Posteriormente, ao abrir o material, constatou que os pacotes continham apenas notas falsas e cédulas sem valor comercial, caracterizando o golpe.
Durante a investigação, a Polícia Civil apreendeu a mala utilizada pelos criminosos e realizou diversas diligências, incluindo análise de imagens de segurança, identificação de linhas telefônicas utilizadas pelos suspeitos e coleta de outros elementos probatórios para individualização dos envolvidos.
Na conclusão do inquérito policial, três pessoas foram indiciadas pelos crimes de estelionato e associação criminosa. Segundo o delegado responsável pelas investigações, Bruno Palmiro, o trabalho investigativo apontou que os autores utilizavam falsa aparência de empresários e investidores para conquistar a confiança das vítimas.
“Os investigados simulavam operações financeiras legítimas e prometiam empréstimos de grandes valores mediante pagamento prévio de comissões”, explicou o delegado.
As investigações prosseguiram para identificação completa dos integrantes do grupo criminoso e apuração da eventual participação dos investigados em outros golpes semelhantes praticados em diferentes estados da Federação.
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