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Produção de aves e suínos da MBRF com energia solar ultrapassa 60% em 2024

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Entre 2023 e 2024, a MBRF, dona de marcas como Sadia, Perdigão e Qualy, registrou um avanço significativo no uso de energia solar por produtores integrados. O volume de aves e suínos produzidos com essa matriz energética subiu de 49% para 66% no período, evidenciando os esforços da companhia em promover práticas sustentáveis em sua cadeia produtiva.

Avanços por segmento de produção

O aumento foi observado em todas as áreas de atuação da MBRF:

  • Frangos: participação da energia solar passou de 58% para 68%;
  • Perus: crescimento de 64% para 73%;
  • Suínos: salto expressivo de 28% para 51%.

Atualmente, cerca de 4 mil produtores integrados já adotaram energia renovável em suas propriedades, distribuídos em sete estados brasileiros (PR, SC, RS, MG, GO, MT e MS) e também na Turquia. O volume de energia gerado seria suficiente para abastecer uma cidade com aproximadamente 230 mil habitantes.

Energia solar garante economia no campo

A expansão do uso da energia solar é parte de uma estratégia estruturada da MBRF para impulsionar a agropecuária de baixo carbono. Um dos destaques é o convênio firmado com o Banco do Brasil, que disponibiliza R$ 200 milhões em crédito com taxas reduzidas para a instalação de sistemas fotovoltaicos.

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Além do impacto ambiental positivo, os produtores têm registrado economia média de 95% na conta de energia elétrica, o que reforça a viabilidade econômica da transição energética no setor.

Metas de descarbonização validadas pela SBTi

Em 2025, a MBRF tornou-se a primeira empresa do setor de alimentos no Brasil a ter suas metas de descarbonização validadas pela Science Based Targets initiative (SBTi) com base na metodologia FLAG (Florestas, Uso da Terra e Agricultura).

A companhia se comprometeu a reduzir, até 2032:

  • 51% das emissões diretas (escopos 1 e 2), que incluem fábricas, centros de distribuição e consumo de energia em operações próprias;
  • 35,7% das emissões indiretas (escopo 3), que representam cerca de 98% do total e abrangem toda a cadeia de valor.
Sustentabilidade como pilar estratégico

Segundo Paulo Pianez, diretor global de sustentabilidade da MBRF, o protagonismo dos produtores é fundamental para atingir as metas estabelecidas.

“Para uma companhia com a dimensão da MBRF, a redução das emissões não é um movimento isolado, mas uma jornada que envolve toda a cadeia. O protagonismo dos produtores integrados na adoção de energia solar mostra que é possível conciliar sustentabilidade com ganhos reais no campo”, afirmou.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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ABCS propõe novas linhas de crédito e ampliação do INOVAGRO para o Plano Safra 2026/27

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A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) encaminhou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) uma série de propostas para o Plano Safra 2026/2027. O documento reúne sugestões voltadas à ampliação do crédito rural, modernização das granjas e fortalecimento da competitividade da suinocultura brasileira.

As medidas defendidas pela entidade buscam adequar as linhas de financiamento às necessidades do setor, que demanda investimentos constantes em tecnologia, biosseguridade, automação e bem-estar animal.

Entre os principais pontos apresentados pela ABCS está a criação permanente de uma linha de crédito específica para retenção de matrizes suínas, com prazo de carência de dois anos para pagamento.

ABCS pede crédito específico para retenção de matrizes

Segundo a entidade, a suinocultura possui um ciclo produtivo mais longo em relação a outras cadeias pecuárias. O intervalo entre a inseminação da matriz e o abate dos animais gerados no ciclo reprodutivo pode chegar a nove meses.

Além disso, cada matriz permanece em produção, em média, durante cinco ciclos, totalizando aproximadamente 24 meses de atividade.

Com base em levantamentos da Embrapa Suínos e Aves referentes aos custos médios registrados em janeiro de 2026 nos estados da Região Sul, a ABCS calculou que o custo direto por matriz ao longo de 2,5 anos chega a R$ 6.791.

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O estudo considera despesas com aquisição de matrizes, alimentação, medicamentos e vacinas.

A associação estima que seriam necessários aproximadamente R$ 239 milhões em recursos para atender cerca de 5% dos produtores independentes do país por meio da nova linha de crédito proposta.

Entidade solicita ampliação dos limites do INOVAGRO

Outro ponto defendido pela ABCS é a ampliação dos limites de financiamento do Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (INOVAGRO).

A proposta prevê aumento do limite individual para R$ 4,5 milhões e do teto para operações coletivas para R$ 13,5 milhões.

Segundo a entidade, os investimentos são necessários para adequar as granjas às exigências previstas na Instrução Normativa nº 113/2020, que trata de bem-estar animal e práticas produtivas na suinocultura.

Os recursos seriam destinados principalmente para reformas em instalações de gestação, ampliação de maternidades, sistemas de climatização e automação das unidades produtivas.

A ABCS argumenta que as adequações são fundamentais para elevar a eficiência produtiva, reduzir o uso de antimicrobianos e atender exigências de mercado.

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Proposta também prevê atualização do limite do Pronamp

A associação também sugeriu mudanças no enquadramento do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).

A proposta encaminhada ao Mapa prevê elevação do limite de renda bruta anual de R$ 3,5 milhões para R$ 3,75 milhões.

De acordo com a entidade, a atualização é necessária diante do aumento dos custos de produção e das mudanças econômicas registradas nos últimos anos no setor agropecuário.

Setor cobra linhas de financiamento mais alinhadas à realidade da produção

Segundo o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, as propostas têm como objetivo aproximar os mecanismos de crédito da realidade enfrentada pelos produtores rurais.

“A atividade exige investimentos contínuos em tecnologia, biosseguridade e bem-estar animal. Por isso, defendemos que os mecanismos de crédito acompanhem a dinâmica e as necessidades do setor”, afirmou.

As sugestões apresentadas pela ABCS reforçam a mobilização do setor produtivo em torno do Plano Safra 2026/2027, considerado estratégico para garantir competitividade, expansão da produção e modernização da agropecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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