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Produção de leite cresce 50% após ajustes de manejo e ordenha em fazenda no Paraná

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Modernização do sistema garante salto de produtividade na pecuária leiteira

A Fazenda Barra Preta, localizada em Pitanga (PR), registrou um aumento de 50% na produção média de leite por vaca após uma série de ajustes em manejo de pastagens, nutrição, estrutura de cocho e rotina de ordenha. O desempenho foi alcançado em um período desafiador, marcado pela redução no preço pago ao produtor.

Atendida pela SIA Brasil desde 2019, a propriedade saiu de uma média de 26 a 28 litros por animal para 42 litros, com picos de até 45 litros por vaca.

Ajustes nutricionais foram ponto de partida da transformação

O processo de evolução produtiva começou com a identificação de falhas no equilíbrio nutricional do rebanho. Segundo a assistência técnica, embora o manejo de pastagens já apresentasse avanços, a dieta das vacas estava desbalanceada, com excesso de proteína.

A correção da alimentação no cocho e o melhor uso das áreas de pastejo foram os primeiros passos para reorganizar o sistema produtivo. Com isso, além do aumento gradual da produção, a fazenda passou a trabalhar com maior eficiência no uso do rebanho.

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Crescimento do rebanho expôs gargalos estruturais

Com as mudanças iniciais, o rebanho em lactação cresceu de cerca de 60 para mais de 90 vacas. O aumento trouxe novos desafios, especialmente na alimentação, já que o sistema anterior utilizava cochos simples e área a céu aberto.

A partir desse diagnóstico, a fazenda investiu na implantação de uma estrutura no modelo compost barn, com foco inicial em melhorar o fornecimento de alimento e o conforto dos animais.

Com o avanço da estrutura, a propriedade iniciou a transição do sistema a pasto para o confinamento, ampliando o controle sobre dieta, ambiência e desempenho do rebanho.

Confinamento e terceira ordenha elevaram patamar produtivo

Após a adaptação ao compost barn e o impacto do estresse térmico no rebanho, a Fazenda Barra Preta consolidou o sistema de confinamento. Nesse estágio, a produção média subiu para cerca de 35 litros por vaca.

Na sequência, a implantação da terceira ordenha marcou um novo salto de produtividade, atingindo os níveis atuais e consolidando o aumento de desempenho.

Eficiência operacional ajudou a enfrentar queda no preço do leite

Mesmo em um cenário de redução no valor pago ao produtor, o aumento da produção contribuiu para diluir custos operacionais e melhorar a eficiência econômica da fazenda.

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Segundo a assistência técnica, a estratégia evitou a necessidade imediata de expansão de estrutura, ao mesmo tempo em que elevou a rentabilidade por vaca.

Gestão e controle definem resiliência na atividade leiteira

Especialistas destacam que a chamada crise do leite em 2025 não afetou todas as propriedades da mesma forma. Fazendas com histórico de baixa eficiência, falta de planejamento e controle limitado de custos foram as mais impactadas.

Por outro lado, sistemas com gestão estruturada, separação de lotes por produção, monitoramento de indicadores e controle alimentar apresentaram maior resiliência diante da oscilação de preços.

Leite como negócio exige gestão profissional

Para técnicos do setor, a volatilidade de preços faz parte da cadeia leiteira e deve ser considerada no planejamento das propriedades. O avanço sustentável depende de gestão rigorosa, controle de custos e revisão contínua dos processos produtivos.

A recomendação é que o produtor trate a atividade como um negócio estruturado, com tomada de decisão baseada em dados e foco em eficiência, garantindo maior estabilidade mesmo em ciclos de baixa do mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Adiada votação do projeto que cria incentivos às indústrias de fertilizantes

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O Senado adiou para a primeira semana de agosto a votação do projeto que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). Prevista para esta terça-feira (14.07), a análise foi transferida após um acordo entre parlamentares e o governo para ajustar pontos fiscais e jurídicos da proposta.

O Profert pretende estimular a implantação de novas fábricas e a ampliação ou modernização das unidades existentes. A medida é considerada estratégica para reduzir a dependência brasileira do mercado externo. O País importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados nas lavouras, situação que deixa os produtores expostos à variação cambial, ao aumento dos fretes e a conflitos internacionais.

O projeto, de autoria do senador Laércio Oliveira, já foi aprovado pelo Senado, mas retornou à Casa depois de receber alterações na Câmara dos Deputados. O texto passou a incluir, além dos fertilizantes minerais, sintéticos e orgânicos, bioinsumos, biofertilizantes, remineralizadores e as matérias-primas usadas na fabricação desses produtos.

A versão aprovada pelos deputados também cria o Fundo de Estímulo à Produção Nacional de Fertilizantes, destinado ao financiamento de projetos, e estabelece mecanismos de crédito fiscal e de financiamento de longo prazo.

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O adiamento permitirá a apresentação de um projeto de lei complementar para corrigir possíveis problemas de constitucionalidade e adequar as renúncias tributárias às regras fiscais. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, afirmou que as duas propostas deverão ser analisadas conjuntamente.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmou que o Profert e o projeto complementar serão votados no mesmo dia. A intenção é encaminhar as duas matérias simultaneamente à sanção presidencial, caso sejam aprovadas.

Durante a sessão, Laércio Oliveira criticou a condução das negociações pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. Segundo o senador, o ministro Bruno Moretti deixou uma reunião convocada para discutir o projeto após divergências sobre o conteúdo da proposta. Laércio classificou a atitude como desrespeitosa e disse que permaneceu no encontro com Teresa Leitão.

Pelo texto em discussão, empresas habilitadas no Profert poderão adquirir máquinas, equipamentos, instrumentos e materiais de construção destinados aos projetos sem a cobrança de PIS/Pasep, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Importação. Conforme o tipo de operação, os benefícios poderão ser concedidos por suspensão do pagamento, redução da alíquota a zero ou isenção.

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A proposta também alcança serviços vinculados aos empreendimentos e prevê instrumentos para ampliar o acesso a recursos privados. A concessão dos incentivos, no entanto, dependerá da aprovação dos projetos pelo Poder Executivo e do cumprimento das exigências fiscais estabelecidas na futura regulamentação.

Relatora da matéria, a senadora Tereza Cristina defendeu o fortalecimento da produção doméstica. Ela reconheceu que o Brasil dificilmente alcançará a autossuficiência, mas afirmou que ampliar a oferta nacional é necessário para reduzir os riscos enfrentados pela agropecuária em períodos de instabilidade internacional.

Com o acordo, o projeto permanece em regime de urgência e deverá retornar à pauta após o recesso parlamentar. As informações sobre o adiamento e o acordo para a votação conjunta foram confirmadas pelo Senado Federal.

Fonte: Pensar Agro

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