Indígenas da Aldeia Massepô, da etnia Umutina, localizada em Barra do Bugres, começaram a embalar para comercialização o café produzido com o suporte do Governo de Mato Grosso. Eles estão investindo na cultura depois de receberem mudas, kits de irrigação e uma patrulha mecanizada do programa MT Produtivo Café, da Secretaria Estadual de Agricultura Familiar (Seaf).
O cacique Felisberto Copodonepá disse que esse é o primeiro café indígena de Mato Grosso e que a produção desse primeiro lote comercializável representa um avanço significativo para a agricultura familiar indígena, pois é uma nova fonte de renda para a comunidade.
“A gente recebeu mudas de café e três kits de irrigação. Recebemos 3.600 mudas de café e, no ano passado, também recebemos uma patrulha, que é um trator com grade”, explicou o cacique.
Na comunidade, a produção do café da espécie robusta amazônico envolve 45 pessoas de 13 famílias, e conta com o apoio técnico da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).
O café Massepô foi um dos destaques na feira de Agricultura Familiar na Assembleia Legislativa, nesta semana. Os visitantes puderam conhecer e provar o primeiro café indígena do Estado de Mato Grosso.
“Estamos divulgando nosso trabalho na comunidade, buscando sustentabilidade econômica e ambiental. Além do café, produzimos banana, mandioca, farinha e arroz para consumo próprio” destacou o cacique Felisberto.
Além do café, a comunidade da Aldeia Massepô diversificou sua produção com vários alimentos destinados ao consumo próprio e à venda, fortalecendo sua base econômica e promovendo a autossuficiência.
O Governo de Mato Grosso já investiu mais de R$ 7 milhões na agricultura familiar indígena, nos últimos cinco anos, para fortalecer as práticas agrícolas e sustentáveis em várias comunidades indígenas no Estado.
“Esses investimentos refletem um compromisso do Governo de Mato Grosso com o desenvolvimento das práticas agrícolas indígenas, reconhecendo a importância dessas comunidades. A expectativa é que esses recursos não só melhorem a qualidade de vida dessas comunidades, garantindo sustentabilidade e segurança alimentar”, afirmou o secretário de Agricultura Familiar do Estado, Luluca Ribeiro. Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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