Várzea Grande

Professoras de Várzea Grande lançam livro infantil sobre amor e superação da violência

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Obra escrita por Eliani Silveira Viana e Maria da Guia Costa de Santos utiliza a história de uma menina para incentivar a reflexão sobre empatia, afeto e a construção de uma cultura de paz desde a infância

Uma tarde desta marcada por emoção, cultura e incentivo à literatura com o lançamento do livro “O Hospital Encantado de Nina”, das escritoras e professoras de Várzea Grande, Eliani Silveira Viana e Maria da Guia Costa de Santos. O evento foi realizado dia 26/06 na Orla Alameda, reunindo familiares, educadores, estudantes e amantes da literatura infantil.

A obra apresenta a história de Nina, uma menina que perde a mãe em decorrência da violência doméstica e encontra no amor da avó forças para superar a dor. A partir dessa experiência, a personagem cria, em sua imaginação, um hospital encantado onde homens violentos são tratados com amor, carinho, afeto e cuidado, transformando esses sentimentos em instrumentos de cura para romper o ciclo da violência.

Segundo a escritora Eliani Silveira Viana, a inspiração surgiu da preocupação com o aumento dos casos de violência contra mulheres e crianças.

“A inspiração nasceu da nossa observação sobre a crescente violência doméstica. A história mostra que Nina encontra no amor a cura para sua tristeza e passa a acreditar que as pessoas que praticam a violência também podem ser transformadas. Ela cria um hospital encantado onde a cura é o amor, o carinho e o afeto. É uma mensagem de esperança e de reflexão para toda a sociedade. Inicialmente pensamos nas crianças de até cinco anos, mas a mensagem alcança também a segunda infância e o público infantojuvenil, porque o amor não tem idade”, destacou.

A coautora Maria da Guia Costa de Santos ressaltou que a parceria entre as duas professoras nasceu da convivência diária em sala de aula e da paixão compartilhada pela educação.

“Somos professoras e vivenciamos diariamente o universo das crianças. Trabalhamos na mesma escola, conversamos muito e foi desse convívio que surgiu a ideia de escrevermos juntas. Essa é nossa primeira obra em coautoria e ela representa um sonho construído com dedicação, experiência e muito amor pela educação e pela literatura infantil”, afirmou.

A cerimônia contou ainda com apresentações culturais do grupo Canto e Encanto, da Escola Municipal Salvelina Ferreira da Silva, e dos estudantes da Escola Rural Maria de Lourdes, que encantaram o público e deram um brilho especial ao lançamento.

A superintendente de Cultura de Várzea Grande, Lu Arruda, destacou a importância de valorizar os talentos do município e incentivar a produção literária local.

“É motivo de orgulho para Várzea Grande ver duas professoras transformando suas experiências na educação em uma obra tão sensível e necessária. A literatura é uma ferramenta de transformação social e iniciativas como essa fortalecem nossa cultura, estimulam a leitura e mostram a força dos nossos escritores.”

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A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, ressaltou que o livro reforça o papel da educação na formação de cidadãos mais conscientes e humanizados.

“Essa obra leva uma mensagem poderosa de amor, empatia e respeito. É um exemplo de como a educação e a literatura caminham juntas na construção de uma sociedade mais justa e acolhedora. Parabenizo as professoras Eliani e Maria da Guia por colocarem sua sensibilidade e experiência a serviço das nossas crianças e de toda a comunidade.”

Mais do que uma história infantil, O Hospital Encantado de Nina convida leitores de todas as idades a refletirem sobre o poder transformador do afeto, da empatia e do cuidado, mostrando que a construção de uma cultura de paz começa desde a infância.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

“Nenhum gestor teve a coragem de resolver o problema de água de Várzea Grande”, afirma Flávia Moretti na abertura de audiência pública”

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Prefeita defendeu legado para o abastecimento de água no município, convocou moradores e órgãos de controle a fiscalizarem a construção novo PMSB que precisa se tornar lei para embasar o novo modelo de gestão dos serviços de água e esgoto

Durante a abertura da audiência pública que discutiu o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, declarou que o enfrentamento dos problemas históricos de abastecimento de água e esgotamento sanitário é o compromisso central de sua gestão. Em tom combativo, a gestora afirmou que administrações anteriores evitaram aplicar a legislação do setor.

“Vocês vão conhecer tudo o que foi estudado em um ano e quatro meses. Nenhum gestor teve a coragem de fazer isso que pede a Lei do Saneamento Básico. Daqui em diante, fazendo a parte técnica, estamos enfrentando o desafio que outros não tiveram coragem de encarar”, disse.

Ao discursar diante de moradores, a prefeita destacou a pressão dos órgãos de fiscalização e reafirmou a responsabilidade assumida com a cidade. “A água é vida e dignidade. Quando assinei o termo de posse, me comprometi com a população a resolver esse problema. Eu sei o problema de cada bairro”, pontuou.

A secretária de Assuntos Estratégicos, Ina de Maria, reforçou a centralidade dos moradores no debate. “Essa noite é um marco porque sabemos que o maior problema de Várzea Grande é a falta de água. A pessoa mais importante nesta audiência é a população, que sente na pele essa falta”, disse.

Flávia Moretti defendeu o PMSB como um legado permanente. “Não sei se vou estar aqui amanhã, mas nossa equipe quer deixar o legado de ter levado água na torneira das pessoas”, disse.

A prefeita ainda destacou a legalidade de todas as etapas do Plano Municipal de Saneamento Básico e convocou a população e órgãos de controle a atuar diretamente na fiscalização das metas do plano.

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“Após essa audiência e de levantarmos todas as demandas apresentadas aqui vamos encaminhar para Câmara de Vereadores para que ser torne lei”, destacou.

A audiência reuniu autoridades que reforçaram a gravidade do cenário e os próximos passos para o município. O vereador Raul Curvo, presidente da Comissão de Água e Esgoto da Câmara e servidor do DAE, declarou apoio à concessão do departamento. “Sei da importância do resultado desse processo para 300 mil habitantes. A Câmara precisa ajudar a aprovar esse plano, pois vamos entregar um recurso natural importante nas mãos da iniciativa privada para resolver o problema”, pontuou.

O presidente do Tribunal de Contas do Estado, Sérgio Ricardo, citou os dados do estudo feito pela FIPE para a cidade, classificando a situação como reflexo de décadas de abandono. “O estudo aponta um cenário de caos. Várzea Grande ficou abandonada por séculos sem planejamento, e isso não é culpa da atual gestão. Precisamos tratar de investimentos na casa dos bilhões e buscar ações emergenciais”, declarou.

Luciane Vilela, promotora representante do Ministério Público, defendeu que a cidade precisa de planejamento contínuo. “Não podemos fazer do município uma colcha de retalhos. Precisamos de metas claras e recursos previstos para que os órgãos de controle possam cobrar a execução”, destacou.

Rogério Nascimento, representante da Agência Reguladora, enfatizou o caráter inédito da fiscalização no estado. “Várzea Grande é o único município acompanhado de perto pela Ager atualmente neste processo de novos serviços de água e esgoto”.

SERVIÇOS JÁ EXECUTADOS – Flávia Moretti também informou que sua gestão foi atrás de recursos, de recuperar estruturas, fizer obras, consertar vazamentos, ampliar redes e construir novos reservatórios.

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“Já investimos R$ 7,99 milhões em equipamentos, concluímos a adutora entre a Estação Pari e o Morro do Urubu, com R$ 11,98 milhões, e estamos construindo cinco novos reservatórios, com investimento de R$ 16,39 milhões”, disse

Também citou avanços no esgoto, instalação de hidrômetros, regularização de ligações, e conserto de mais de 2.200 vazamentos.

E citou o TAC Aliança pela Água, com previsão de R$ 60 milhões para ações emergenciais e investimentos na recuperação do sistema que já estão sendo executados, lembrando que esse valor é executado pelo próprio Governo do Estado.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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