Saúde

Programa Agora Tem Especialistas atende indígenas Yanomami em Boa Vista (RR)

Publicado

Cerca de 100 indígenas acolhidos pela Casa de Apoio a Saúde Indígena (CASAI) Yanomami, em Boa Vista/RR, foram atendidos durante um mutirão de Atenção Especializada de Saúde por meio do programa Agora Tem Especialistas do Ministério da Saúde. A ação foi realizada pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) em articulação com a Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) e o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami.

A ação contou com a participação de equipe médica multidisciplinar, reunindo profissionais de diferentes especialidades voltadas à atenção integral à saúde indígena, tais como: proctologia; cirurgia geral; endocrinologia pediátrica; pneumologia; clínica médica; infectologia; ginecologia e medicina de família e comunidade.

Segundo o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba, nesse momento “estamos virando a página na Saúde Indígena. Desde janeiro de 2023, o Ministério da Saúde tem um compromisso inegociável com a Terra Yanomami, combatendo a crise humanitária provocada pelo garimpo e o abandono do governo anterior. Trazer esta ação para a CASAI Yanomami é reconhecer o passivo histórico e atuar com a urgência que a vida e o território exigem”, declarou.

Leia mais:  Mato Grosso do Sul recebe mais de 5 mil tubetes de insulina glargina para aplicação pelo SUS

Profissionais indígenas da área da saúde também participaram da atividade, incluindo médicos e intérpretes indígenas, que fizeram a mediação cultural, linguística e ética entre os profissionais de saúde e os pacientes Yanomami e Ye’kwana.

Para Edson Oliveira, gestor da Unidade de Saúde Indígena da AgSUS, “ao promover um cuidado resolutivo, humanizado e intercultural, conseguimos reduzir o tempo de permanência dos pacientes na CASAI Yanomami, enfrentar desigualdades históricas e oferecer respostas efetivas às demandas de saúde dos povos da Terra Indígena Yanomami”, destacou.

A CASAI Yanomami é um estabelecimento de saúde integrante do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SASI-SUS), responsável pelo acolhimento e assistência aos indígenas referenciados à rede SUS para a realização de ações complementares de atenção básica e especializada. Na CASAI, pacientes e acompanhantes são acomodados em espaços adaptados segundo a cultura de cada etnia.

Foto: Jerônimo Gonzalez/MS
Foto: Jerônimo Gonzalez/MS

Povo Yanomami

O povo Yanomami ocupa a maior terra indígena do Brasil, com mais de 10 milhões de hectares, 380 comunidades e cerca de 30 mil indígenas. Desde janeiro de 2023, o Ministério da Saúde atua para mitigar os impactos da crise humanitária provocada pelo garimpo ilegal, reforçando o efetivo profissional, ampliando investimentos e intensificando o combate a doenças como malária e desnutrição

Leia mais:  Campanha Nacional de Multivacinação encerra nesta sexta-feira com mais de 7 milhões de doses aplicadas

Expedições Agora Tem Especialistas

A Expedição Agora Tem Especialistas de Atenção Especializada em Saúde Indígena prioriza territórios indígenas de difícil acesso, principalmente na Amazônia, por meio de mutirões itinerantes que levam atendimentos diretamente às aldeias. 

Desde o início das atividades, três Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) foram contemplados: DSEI Alto Rio Solimões, DSEI Médio Rio Solimões e Afluentes e DSEI Vale do Javari. Os próximos Distritos a receberem a ação são o DSEI Xavante, em Mato Grosso e o DSEI Alto Rio Juruá, no Acre.

Totalizando 182 cirurgias diversas, realizadas diretamente na aldeia, além de 2.717 consultas médicas de várias especialidades. Cerca de 670 atendimentos foram realizados em domicílio durante busca ativa por pacientes dentro da demanda de atendimento especializado.

Foram realizados mais de 11,5 mil exames e procedimentos, além de 726 óculos, entregues durante atendimento oftalmológico. 

Luiz Cláudio Moreira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
publicidade

Saúde

Oito Centros de Convivência passam a integrar a rede de saúde mental do SUS

Publicado

O Brasil passa a contar com oito Centros de Convivência (CECOs), habilitados para integrar a rede de saúde mental do Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Voltados à convivência, à participação social, à promoção da cidadania e à inclusão social, os CECOs desenvolvem atividades culturais, educativas, esportivas, de lazer, economia solidária e interação comunitária. Os espaços são abertos à população em geral e têm papel estratégico para pessoas em sofrimento psíquico e em situação de vulnerabilidade social, complementando as ações da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

A medida foi oficializada pelas Portarias GM/MS nº 12.016 e GM/MS nº 12.013, de 23 de julho de 2026, publicadas no Diário Oficial da União (DOU). Conforme previsto nas normativas, os oito Centros de Convivência (CECOs) habilitados receberão, em conjunto, R$ 300 mil mensais para custeio, o que representa R$ 3,6 milhões em recursos federais por ano para manutenção dos serviços.

Os serviços habilitados serão implantados nos seguintes municípios:

  • Uberlândia (MG)
  • Betim (MG)
  • Boa Esperança (MG)
  • Curvelo (MG)
  • Virgolândia (MG)
  • Contagem Carmo (RJ)
  • Joinville (SC)
Leia mais:  Estudo financiado pelo Ministério da Saúde tem potencial para transformar o cenário da oncologia de precisão no país

“Os Centros de Convivência já fazem parte da Rede de Atenção Psicossocial há muitos anos e demonstram, na prática, sua potência na promoção da saúde mental, da cidadania e da inclusão social. Com a habilitação e o financiamento federal fortalecemos uma estratégia fundamental para a reabilitação psicossocial e para a construção de vínculos comunitários”, afirma o diretor do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati.

Fortalecimento de laços sociais e à promoção da cidadania

Os Centros de Convivência são espaços comunitários voltados ao fortalecimento de laços sociais, à promoção da cidadania e ao protagonismo dos participantes. Neles, a população em geral pode participar de atividades de convivência, cultura, esporte, lazer e economia solidária que favorecem a inclusão social, a ampliação da circulação nos territórios e a construção de vínculos comunitários.

Entre as iniciativas desenvolvidas nos CECOs estão ações relacionadas à arte, cultura, comunicação, esporte, lazer, economia solidária, comercialização e formalização de empreendimentos. As atividades estimulam a participação social, o protagonismo e a troca de saberes entre os conviventes, que podem atuar tanto como aprendizes quanto como multiplicadores de conhecimentos. Além de fortalecer vínculos comunitários, os espaços contribuem para que os participantes reconheçam suas potencialidades e ampliem suas possibilidades de inclusão social e de geração de renda por meio de iniciativas como artesanato, culinária e outros empreendimentos coletivos.

Leia mais:  Mato Grosso do Sul recebe mais de 5 mil tubetes de insulina glargina para aplicação pelo SUS

Eduarda Paixão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana