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Programa agrícola da Kraft Heinz Brasil aumenta produtividade em 25% e se torna referência global em sustentabilidade e diversidade

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O Programa de Excelência do Produtor da Kraft Heinz Brasil, responsável pelas marcas Heinz, Hemmer, Quero e BR Spices, alcançou resultados inéditos um ano após sua implementação, elevando a produtividade agrícola em 25% acima da média nacional. A iniciativa combina inovação tecnológica, sustentabilidade e diversidade na liderança, consolidando-se como modelo de excelência reconhecido internacionalmente.

Produtividade e sustentabilidade transformam a produção agrícola

O aumento de produtividade impacta diretamente a performance operacional da companhia, otimizando o uso do solo e tornando a produção mais eficiente. Além disso, o programa promove práticas sustentáveis, como manejo responsável do solo e redução no consumo de água, garantindo equilíbrio ambiental e qualidade superior da matéria-prima.

Segundo Lucas Paschoal, Diretor de Agricultura da Kraft Heinz Brasil, “graças à otimização do programa, conseguimos dobrar a produção de pasta Heinz em 2024, mantendo o altíssimo padrão de qualidade premium da marca”.

Reconhecimento global e expansão internacional

O modelo brasileiro tornou-se um case estratégico para o programa agrícola global da Kraft Heinz, agora em processo de replicação em outros países. A operação brasileira é hoje a 3ª maior processadora de tomate da América Latina e figura no top 30 mundial em 2024.

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O programa avalia as lavouras com base em quatro pilares: técnica, sustentabilidade, resultados e comercial. Produtores parceiros recebem acompanhamento contínuo de consultores especializados, garantindo maior rentabilidade e acesso a práticas de ponta.

Certificação internacional confirma excelência agrícola

O programa também tem foco na sustentabilidade e no desenvolvimento contínuo. Em 2025, a meta era garantir que todas as fazendas parceiras obtivessem a certificação internacional FSA (Farm Sustainability Assessment) em nível prata. A operação brasileira superou essa meta, conquistando nível ouro — o mais alto da FSA — para três fazendas, reconhecendo o cuidado com solo, água, pessoas e futuro sustentável.

Desenvolvimento de produtores e parcerias estratégicas

O programa capacita fornecedores e seus colaboradores, assegurando que sigam as melhores práticas de cultivo. Produtores com maior qualificação recebem benefícios estratégicos, como:

  • Negociação contratual diferenciada
  • Participação em projetos de pesquisa e experimentos de campo
Planejamento conjunto da safra

“Trabalhamos lado a lado com os parceiros, oferecendo suporte e incentivos para potencializar a produção sustentável no longo prazo”, afirma Paschoal.

Diversidade e liderança feminina fortalecem resultados

A Kraft Heinz Brasil também promoveu mudanças na estrutura do time agro, nomeando mulheres em áreas estratégicas. A diversidade de perspectivas tem se mostrado fundamental para inovação, colaboração e aumento de produtividade.

Paschoal ressalta: “A produtividade 25% maior é reflexo do compromisso com sustentabilidade, inovação e, sobretudo, da força de uma equipe diversa e inclusiva. Ter times estratégicos com mulheres no comando é essencial para manter a excelência e construir um futuro próspero e responsável na cadeia produtiva”.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Matopiba desponta como nova fronteira da produtividade no Brasil

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O avanço do agronegócio está mudando o mapa da produtividade brasileira e levando parte do dinamismo econômico para o Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Enquanto o indicador nacional cresceu 18,7% entre 2002 e 2019, três Estados da região registraram alguns dos maiores aumentos do País.

O Piauí liderou o crescimento da produtividade do trabalho no período, com alta de 103%. O Maranhão avançou 86% e o Tocantins, 69,7%. Os resultados acompanham a expansão da fronteira agrícola e indicam que a transformação provocada pelo campo ultrapassou o aumento da área plantada e do volume colhido.

Os dados fazem parte do estudo “Missing the Productivity: Estimating Labor Productivity in Brazilian Municipalities (2002–2019)”, dos pesquisadores Alan Bueno e Diogo Ferraz. Divulgado em julho, o trabalho construiu uma base anual com informações dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros.

O levantamento é um pré-print, versão que ainda não passou pela etapa definitiva de revisão acadêmica. Embora tenha alcance nacional e não seja dedicado exclusivamente ao Matopiba, o estudo revela grandes ganhos de produtividade nas fronteiras agropecuárias e uma evolução mais lenta nos Estados historicamente industrializados.

A produtividade analisada não é o rendimento das lavouras por hectare. O indicador mede quanto valor é produzido por trabalhador. Ele aumenta quando a incorporação de máquinas, tecnologia, qualificação e métodos mais eficientes de gestão permite ampliar a produção sem elevar na mesma proporção o número de pessoas ocupadas.

No Brasil, a agropecuária foi o setor que apresentou o maior avanço entre 2002 e 2019. A produtividade do trabalho no campo cresceu 80,1%, diante de aumentos de 10,3% nos serviços e de apenas 5,4% na indústria.

O resultado ajuda a explicar por que regiões antes com menor participação na economia nacional passaram a atrair armazéns, transportadoras, revendas de máquinas e insumos, instituições financeiras, empresas de tecnologia, indústrias de alimentos e prestadores de serviços.

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Para Alan Bueno, professor da Universidade Estadual do Paraná e um dos autores do estudo, o avanço do Matopiba pode ser comparado à transformação ocorrida no Centro-Oeste a partir da segunda metade do século passado.

“O Matopiba é o novo ouro. É o que foi o Centro-Oeste nos anos 1950. Trata-se de um crescimento que faz mudar a realidade regional”, afirmou.

Segundo o pesquisador, o campo passou a funcionar como ponto de partida de uma rede econômica mais ampla. “O agro converteu-se no catalisador de uma vasta rede econômica, envolvendo transporte, comércio, construção civil, tecnologia, crédito e serviços”, explicou.

A expansão foi sustentada principalmente pela produção de soja, milho e algodão, além da pecuária. O desenvolvimento de sementes adaptadas ao Cerrado, a correção dos solos, a mecanização e a agricultura de precisão permitiram que a região ampliasse sua participação na produção nacional.

Os dados mais recentes indicam que o movimento continuou depois de 2019, último ano abrangido pelo estudo. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia colham juntos aproximadamente 41,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, aumento próximo de 9% sobre o ciclo anterior.

A Bahia deverá liderar a produção regional, com cerca de 15 milhões de toneladas. O Tocantins aparece em seguida, com 9,74 milhões, seguido pelo Maranhão, com 9,05 milhões, e pelo Piauí, com 7,58 milhões de toneladas.

Somente a soja deve alcançar 25,4 milhões de toneladas nos quatro Estados, o equivalente a aproximadamente 14% da produção brasileira da oleaginosa. O resultado consolida o Matopiba como fornecedor relevante para as indústrias de óleo, farelo, rações, carnes e biocombustíveis.

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O avanço da produtividade, porém, não significa que os benefícios econômicos sejam distribuídos automaticamente. A mecanização reduz a necessidade de algumas tarefas manuais, ao mesmo tempo que amplia a procura por operadores de máquinas, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, mecânicos e profissionais de tecnologia e logística.

Sem capacitação local, parte dessas vagas pode ser preenchida por trabalhadores vindos de outras regiões. O aumento da riqueza também depende da capacidade dos municípios de converter maior arrecadação em educação, saúde, saneamento e infraestrutura.

Outro desafio é evitar que o Matopiba permaneça apenas como fornecedor de produtos primários. A instalação de esmagadoras de soja, fábricas de rações, frigoríficos, usinas de biocombustíveis e indústrias de alimentos permitiria agregar valor à produção e manter uma parcela maior da renda na própria região.

O crescimento também aumenta a pressão sobre estradas, ferrovias, armazéns e terminais de exportação. Sem infraestrutura compatível, parte do ganho obtido dentro das propriedades pode ser perdida com fretes elevados, filas e demora no escoamento.

Há ainda o desafio de conciliar a expansão produtiva com a conservação do Cerrado, a regularização fundiária e a inclusão da agricultura familiar. A competitividade futura da região dependerá não apenas do volume produzido, mas também da capacidade de comprovar a origem e a sustentabilidade dos produtos.

O estudo mostra que a produtividade brasileira começou a mudar de endereço. O Matopiba já produz mais por trabalhador e movimenta uma cadeia econômica cada vez maior. O próximo passo será transformar essa eficiência em indústria, empregos qualificados e melhoria permanente da renda da população.

Fonte: Pensar Agro

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