As atividades de 2026 do “Programa Estudante – Cidadão do Futuro” tiveram início nesta segunda-feira (09.03) com apresentações teatrais em escolas da rede estadual de ensino. A iniciativa é da Controladoria-Geral do Estado de Mato Grosso (CGE-MT) e da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).
Os espetáculos abordam o tema “Jovens em Ação – #votonademocracia”, escolhido para esta edição do programa. Os alunos das escolas estaduais Mariana Luiza Moreira e Pascoal Moreira Cabral, em Cuiabá, foram os primeiros a assistir à peça, que busca estimular a reflexão sobre o papel da participação democrática e a importância do voto consciente.
Conduzida pelo Circo Intenda, a apresentação conta a história da construção de uma cidade fictícia e da eleição de seu prefeito, mostrando como as escolhas feitas nas eleições impactam diretamente a vida da população e o desenvolvimento da comunidade. “A proposta é aproximar os jovens do tema da democracia de forma lúdica e reflexiva, estimulando o debate sobre cidadania e responsabilidade coletiva”, destacou o coordenador de Participação Social da CGE-MT, Vilson Nery.
Público-alvo
Nesta edição, participam estudantes do 2º e 3º anos do ensino médio de 20 escolas estaduais localizadas em Cuiabá, Acorizal, Várzea Grande, Jangada, Santo Antônio de Leverger e Nossa Senhora do Livramento, além do Distrito Nossa Senhora da Guia.
A ideia é estimular o protagonismo juvenil no processo democrático, ao incentivar o alistamento eleitoral e o exercício consciente do direito ao voto entre adolescentes de 16 a 18 anos.
Formação de times
Cada escola deve formar um time composto por 15 estudantes integrantes do grêmio estudantil e um professor orientador, responsável por acompanhar e orientar as atividades ao longo do programa.
O professor orientador da Escola Estadual Mariana Luiza Moreira, Joony Marques, destacou o interesse dos alunos na iniciativa. Segundo ele, logo após a divulgação do programa na escola, os estudantes demonstraram entusiasmo em participar. “O time da escola está quase completo. Os alunos estão muito interessados em aprender mais sobre o tema e participar das atividades”, afirmou.
Produção de vídeos
Ao longo do programa, a ser desenvolvido entre março e maio de 2026, os estudantes participarão de palestras, oficinas e desafios educativos. Entre as atividades previstas estão ações de mobilização nas escolas para incentivar jovens a tirarem o título de eleitor.
Outra ação será a produção de vídeos sobre o tema da edição. Os conteúdos produzidos pelos estudantes serão avaliados por votação popular nas redes sociais e por uma comissão técnica formada por representantes da CGE, Seduc e Secretaria de Comunicação do Estado (Secom). Premiação
Ao final do ciclo, os três melhores times serão premiados. O primeiro lugar receberá R$ 3 mil para o grêmio estudantil da escola, além de um fone de ouvido bluetooth para cada estudante do time. O segundo e o terceiro colocados receberão, respectivamente, R$ 2 mil e R$ 1 mil para os grêmios, também acompanhados de fones de ouvido para os participantes.
Haverá ainda uma categoria especial para o vídeo com maior nota na avaliação técnica, que garantirá um tablet para o grêmio estudantil da escola vencedora. Todos os estudantes e professores orientadores receberão certificado de participação de 30 horas, e os professores também serão contemplados com bolsa incentivo pelo acompanhamento das equipes.
Confira AQUI o regulamento da edição 2026 do “Programa Estudante – Cidadão do Futuro”.
A Escola Estadual Indígena Tapurá Irantxe, localizada no município de Brasnorte, tem promovido a integração entre educação, esporte e valorização cultural por meio do Projeto Tamukan. A iniciativa utiliza o jiu-jitsu como ferramenta de formação para estudantes, profissionais da educação e membros da comunidade do povo Manoki.
Desenvolvido no ambiente escolar, o projeto busca incentivar hábitos saudáveis, fortalecer a saúde física e mental, promover a defesa pessoal e contribuir para a prevenção da violência. A iniciativa também reforça a valorização da identidade cultural indígena, ampliando as oportunidades de desenvolvimento para crianças e jovens da comunidade.
Reconhecida como a primeira equipe indígena de jiu-jitsu de Mato Grosso, o Projeto Tamukan tem se consolidado como um espaço de aprendizagem, disciplina e fortalecimento do protagonismo juvenil. As atividades são realizadas sob orientação técnica do professor Felipe Tamuxi e contam com o apoio da gestão escolar.
De acordo com o diretor da unidade, Edivaldo Mampuche, o projeto nasceu da necessidade de oferecer aos jovens uma oportunidade de crescimento na própria comunidade. Ele destaca que, desde o início, a escola busca unir esporte, educação e cultura, fortalecendo valores como disciplina, responsabilidade e respeito, sem perder a conexão com as tradições do povo Manoki.
“Nosso objetivo, ao implantar o projeto, foi oferecer aos estudantes uma oportunidade de prática esportiva na comunidade, evitando deslocamentos e garantindo mais segurança para eles. Ao mesmo tempo, buscamos construir uma iniciativa que fortalecesse a disciplina, o compromisso com os estudos e a participação dos jovens nas atividades culturais e comunitárias”, disse.
Ainda segundo ele, “o jiu-jitsu tem se mostrado uma importante ferramenta de formação, contribuindo para o fortalecimento da identidade do povo Manoki e para o desenvolvimento dos estudantes”, completou o diretor.
Os resultados obtidos pelos atletas em competições esportivas refletem o trabalho desenvolvido ao longo do ano. Na etapa Norte do Campeonato Mato-grossense de Jiu-jitsu 2026, realizada na última semana, entre os dias 30 e 31 de maio, em Sorriso, a equipe conquistou sete medalhas: uma de ouro, uma de prata e cinco de bronze.
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