Saúde

Programa federal forma 109 mil agentes de saúde e de endemias em todo país

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O Ministério da Saúde finalizou a formação de 109 mil Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) da 2ª turma do programa Mais Saúde com Agente. Os profissionais atuam em 5,2 mil municípios, nas 27 unidades federativas do país. A iniciativa promove o fortalecimento da atuação dos profissionais na Atenção Primária e na Vigilância em Saúde, além de oferecer cuidado mais humanizado e próximo às comunidades. O Mais Saúde com Agente é o maior programa de formação técnica na área de saúde do país.

Foram qualificados 81 mil Agentes Comunitários de Saúde e 28 mil Agentes de Combate às Endemias. Mais de 12 mil profissionais participaram do processo: foram 3,9 mil tutores, 8,3 mil preceptores e 100 assistentes locais e regionais. O Mais Saúde com Agente teve formato semipresencial e carga horária de mais de 1,2 mil horas com duração de dez meses. Dividido em 26 disciplinas e 40 teleaulas gravadas, o curso também contou com quatro mil páginas de conteúdo técnico elaborado para as aulas interativas.

Nesta segunda turma do programa, os cursos foram aprimorados com disciplinas sobre equidade e combate às desigualdades, focando em aperfeiçoar o acolhimento à população. Com os novos formados, o governo federal prevê melhores indicadores de saúde e resolutividade dos serviços de Atenção Primária, além de apurar o olhar dos agentes sobre as informações coletadas nos territórios e a melhoria no atendimento prestado aos usuários.

“É fundamental a integração da educação permanente para atender a organização e a atuação dos agentes, que vão até as casas das pessoas todos os dias. Com a segunda turma do programa, conseguimos avançar tanto na metodologia educacional, que se torna mais inclusiva e focada na realidade territorial, quanto no processo de trabalho, que incorpora novos saberes, tecnologias e práticas”, observa o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço. Ao todo, aponta o dirigente, são mais de 300 mil agentes qualificados nas duas turmas do programa.

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Para a presidente da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias (CONACS), Ilda Angélica, a mobilização das categorias foi fundamental em todo o processo de formação. “Enfrentamos muitos obstáculos ao longo do caminho, desafios que pareciam ser impossíveis de serem vencidos, mas que foram superados pela força e união de todos os agentes”, ressalta.

“Essa qualificação é resultado de um investimento na capacidade técnica e no reconhecimento da importância da nossa atuação para o sistema de saúde brasileiro”, comemora a agente de saúde Amanda Nunes, que disse estar vivendo um momento único. “A diplomação é um divisor de águas na nossa carreira, é a realização de um sonho. Nos sentimos mais preparados para ir além das visitas domiciliares de rotina. Podemos atuar como referências nas comunidades, sendo mais fortes no elo entre a população e as equipes multiprofissionais das unidades de saúde”, pontua Amanda.

O agente de endemias Fernando dos Santos considera a formação um marco na trajetória dos agentes, que proporciona crescimento profissional e pessoal. “É importante destacar o conteúdo metodológico do curso, pois nos deu ferramentas técnicas para combater os problemas da comunidade com muito mais precisão e segurança. Com esse conhecimento, vamos conseguir entregar um serviço bem mais qualificado.”

Atuação nos municípios

“A formação técnica dos ACS e ACE é de extrema importância para os municípios, pois fortalece e qualifica esses profissionais para novas atribuições. Com isso, melhoramos a qualidade, a eficiência e a resolutividade na APS. Fazer parte dessa iniciativa formativa, reforça o papel do conselho em promover educação em saúde, atendendo as necessidades do território”, ressalta o presidente Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Hisham Hamida.

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Para a reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Márcia Barbosa, o Mais Saúde com Agente é um instrumento de qualificação inovador alinhado à missão educacional da universidade. “Ao oferecer uma formação universitária de excelência, contribuímos para que políticas públicas de saúde cheguem de forma mais efetiva aos municípios brasileiros, fortalecendo a atenção básica e promovendo transformações essenciais na qualidade de vida da população.”

Garantir a habilitação adequada para os ACS e os ACE é um dos focos principais das Escolas de Saúde do SUS que também compõe as instituições atuantes no programa. “Lutar pela organização de processos formativos que consigam, ao mesmo tempo, qualificar ética, política, cultural, científica e tecnicamente os trabalhadores da saúde é lutar pela melhoria da qualidade de vida e saúde do nosso povo”, explica a diretora da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fundação Oswaldo Cruz (EPSJV/Fiocruz), Anamaria D’Andrea Corbo.

Programa do governo federal

O Mais Saúde com Agente é uma ação do Ministério da Saúde, realizada pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, em parceria com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio e as Escolas de Saúde do SUS.

A formação dos agentes tem um papel fundamental no fortalecimento do Sistema Único de Saúde, no âmbito da Estratégia Saúde da Família e da Vigilância em Saúde para promoção, prevenção, controle e monitoramento das doenças e agravos nos territórios¸ além do cuidado e da mobilização social.

Victor Almeida

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais

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O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.

Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.

A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.

Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.

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“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.

Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems. 

Distribuição

O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.

Benefícios

Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.

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Projeto-piloto

A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.

A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.

Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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