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Programa Verde Novo recebe doação de 10 mil mudas de árvores de empresa de Barra do Garças

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Juízes, desembargador Rodrigo Curvo, prefeito, vice-prefeito e secretário de Barra do Garças e representante da RZK Agro posam para a foto sorrindo e segurando uma muda de árvores cada um. Atrás deles, há um painel com as logos do Poder Judiciário, do Verde Novo e o brasão de Barra do Garças.O Programa Verde Novo, do Poder Judiciário de Mato Grosso, segue colhendo frutos da parceria com a Prefeitura de Barra do Garças (509 km de Cuiabá) e com a empresa RZK Agro, que doou 10 mil mudas de árvores nativas do Cerrado para plantio no município. A entrega simbólica ocorreu na última terça-feira (26 de agosto), durante a visita do desembargador Rodrigo Curvo à comarca. O convênio entre as instituições existe desde março deste ano, quando a RZK Agro doou 7 mil mudas de árvores.
“Quando o programa Verde Novo surgiu, em 2017, tinha como objetivo criar florestas urbanas, inicialmente em Cuiabá. Esse projeto floresceu, rendeu bons frutos e conseguimos, por meio de um termo aditivo ao termo de cooperação técnica, que as outras 78 comarcas do estado aderissem ao programa Verde Novo. Barra do Garças foi uma das primeiras comarcas do interior a aderir com o apoio do prefeito municipal, do juiz diretor do foro e uma rede de parceiros. Essa parceria se incrementou também porque outro parceiro, uma empresa, apresentou a doação de 10 mil mudas, o que permite que realizemos trabalhos de conscientização ambiental, sobretudo com as crianças, por meio do plantio de árvores”, afirma o desembargador Rodrigo Curvo.
De acordo com a supervisora de ESG da RZK Agro, Claudieli Peres, por meio do projeto Por um Brasil Mais Verde, a empresa realiza ações socioambientais, como a produção de mudas de árvores em parceria com seis aldeias indígenas e 11 viveiros. Essas mudas são doadas, tanto para o Programa Verde Novo, como para outros parceiros, a exemplo de pequenos produtores rurais que precisam fazer a recuperação ambiental na região do Vale do Araguaia. Em março deste ano, a RZK Agro doou 7 mil mudas ao Programa Verde Novo.
Desembargador Rodrigo Curvo, prefeito de Barra do Garças,  Adilson Gonçalves, e supervisora de ESG da RZK Agro, Claudieli Peres, conversam em uma mesa de reunião.“Nós vimos a importância do programa Verde Novo para a educação ambiental dentro do município e resolvemos somar força, trazendo parte dessas mudas que nós produzimos. Aqui no município de Barra do Garças, nós temos a produção de 50 mil mudas nativas que serão doadas para proprietários de pequenas propriedades e também pro município e municípios vizinhos, que vão fazer a reconstituição de áreas que precisam”, explica a supervisora de ESG da RZK Agro.
O prefeito de Barra do Garças, Adilson Gonçalves de Macedo, destaca a importância da parceria com o Poder Judiciário para o Município. “Barra do Garças é uma cidade turística. E quando a gente fala de turismo, nós temos também que colocar em pauta a questão do meio ambiente. Barra do Garças é cortada por dois grandes rios: rio Araguaia e rio Garças, e por diversos córregos. Então nós temos uma preocupação muito grande não só em preservar, mas também recuperar nossas nascentes. Então nós queremos investir muito junto com todos os secretários, junto com o Poder Judiciário, para que a gente possa trabalhar num grande projeto de arborização de Barra do Garças”, afirma.
O gestor municipal afirma ainda que as mudas recebidas por meio da parceria com o Verde Novo e a RZK Agro serão plantadas nos Residenciais Carvalho 1, 2 e 3, cujas casas serão entregues a mais de 1.400 famílias. “Quando for entregue essas casas, as principais vias já estarão arborizadas. E a ideia também é entregar mudas de árvores frutíferas para que as pessoas possam plantar e cuidar do nosso meio ambiente. Eu tenho certeza que com a parceria da Prefeitura Municipal, Tribunal de Justiça e iniciativa privada, nós iremos melhorar muito o nosso meio ambiente aqui de Barra do Garças”, comenta.
Juiz de Barra do Garças, Michell Lotfi, sentado, falando. Ele é um homem de pele clara, usando óculos de grau, camisa azul, terno cinza escuro e gravata listrada preta e cinza. Atrás dele há um painel com as logomarcas do programa Verde Novo, do Poder Judiciário e brasão de Barra do Garças.Para o juiz diretor do foro de Barra do Garças, Michell Lotfi Rocha da Silva, a nova remessa de mudas doadas pela RZK Agro ao Programa Verde Novo representa a reafirmação do sucesso da parceria. “Aproveitamos a vinda do desembargador Rodrigo Curvo, que é o precursor do programa Verde Novo, para fazer a entrega simbólica dessas 10 mil mudas, mostrando que o projeto está dando frutos, está acontecendo e nós estamos conseguindo fazer que os parceiros participem, fazendo doações dessas mudas. O município entra com a mão-de-obra, entra com o plantio. Então, num grande esforço, a gente está conseguindo fazer com que essa parceria dê bons frutos, com que mudas sejam plantadas, com que a cidade seja rearborizada. Isso é gratificante!”, avalia.
Programa Verde Novo – Idealizado pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo em 2017, o Programa Verde Novo é uma iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso voltada à recuperação das florestas urbanas. Desde sua criação, o programa já distribuiu e plantou mais de 219 mil mudas e realizou mais de 781 ações de educação ambiental e reflorestamento.
O objetivo é conscientizar a população e contribuir para a melhoria da qualidade de vida nas cidades, promovendo a redução da sensação térmica e o aumento da umidade do ar.
A iniciativa está aberta à adesão de novos parceiros e comarcas. Interessados podem entrar em contato pelo e-mail [email protected] ou acompanhar as ações do programa pelo Instagram @programa.verdenovo.
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Autor: Celly Silva

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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