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Projeto Entre Ciências lança edital para apoiar arranjos comunitários de pesquisa

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Em meio ao movimento intenso da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança de Clima (COP30), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) dá mais um passo para a promoção e proteção da biodiversidade. Com orçamento previsto de R$ 3,24 milhões, o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo lançou o edital que visa garantir que organizações representativas de povos e comunidades tradicionais articulem com instituições de ensino e pesquisa. O objetivo é assegurar que prioridades, métodos e gestão do conhecimento partam das necessidades de cada território. 

Serão escolhidos, no mínimo, seis arranjos intercientíficos — estruturas definidas pelas próprias comunidades em parceria com universidades e institutos de pesquisa, responsáveis por organizar agendas, metodologias e diretrizes de trabalho. As iniciativas devem estar na Amazônia ou no Cerrado, biomas definidos durante a elaboração do projeto em conjunto com o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). As propostas devem ser cadastradas até 31 de janeiro na plataforma Prosas. 

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Os trabalhos devem abordar temas como gestão territorial e ambiental, monitoramento da biodiversidade, práticas comunitárias que sustentam a sociobiodiversidade, manejo sustentável, mudanças climáticas, salvaguarda de conhecimentos tradicionais e estratégias de recuperação de áreas ameaçadas. 

O Entre Ciências é coordenado pelo MCTI e executado pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), com a parceria institucional do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O financiamento é do GEF, com implementação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). 

Acesse a íntegra do edital Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.  

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Projeto conecta estudantes da Amazônia e da Mata Atlântica para transformar casas e escolas em pontos de monitoramento climático

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Estudantes de Belém (PA) e Foz do Iguaçu (PR) passaram os últimos meses conhecendo o monitoramento das chuvas, o registro de dados ambientais, acompanhando a produção de boletins meteorológicos e vivendo a própria rotina em torno da ciência do clima. As ações fazem parte do projeto “Ciência do Clima lá em Casa”, desenvolvido por Itaipu Binacional, Itaipu Parquetec e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).  

Ao longo da iniciativa, cerca de 300 estudantes e 10 professores bolsistas participaram de atividades práticas e formativas que envolveram monitoramento climático, produção audiovisual, gamificação — uso de jogos, desafios, pontos, níveis e recompensas como estratégias de aprendizado e desenvolvimento em contextos reais, como treinamentos ou educação — e intercâmbio científico entre as cidades.  

A iniciativa também instalou estações meteorológicas digitais em 10 escolas públicas e criou uma rede colaborativa de observação climática com pluviômetros montados nas casas dos próprios alunos. Além disso, foi desenvolvido um site e um aplicativo para acompanhamento de dados climáticos em tempo real.  

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As ações também incluíram formações conduzidas por pesquisadores do INPE e da Universidade de São Paulo (USP), fortalecendo a conexão entre ciência, educação pública e tecnologia.  Na prática, a proposta foi levar a ciência para além da sala de aula. Enquanto estudantes acompanhavam índices de chuva e temperatura, famílias passaram a participar do monitoramento ambiental dentro de casa.   

Os estudantes participaram ainda da trilha gamificada “A Jornada do Agente do Clima”, que reuniu desafios ligados à sustentabilidade, mudanças climáticas e observação ambiental. Entre as tarefas, os alunos construíram pluviômetros com materiais recicláveis, produziram podcasts e gravaram boletins meteorológicos em vídeo. 

Além das ações educativas, o projeto aproximou realidades distintas do país em torno de um debate comum sobre clima e sustentabilidade. A troca de experiências entre estudantes da Amazônia e da região da Mata Atlântica será ampliada com um intercâmbio científico entre Belém e Foz do Iguaçu, destinado aos alunos com melhor desempenho nas atividades. 

A iniciativa integra o Convênio Educação Ambiental, Ciência e Sustentabilidade III e está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas, especialmente aos relacionados à educação de qualidade, ação climática e fortalecimento de parcerias. 

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Minidocumentário mostra bastidores do projeto 

As experiências vividas pelos estudantes durante o projeto serão reunidas no minidocumentário “Ciência do Clima Lá em Casa”, lançado nesta segunda-feira (18). A produção traz relatos de alunos, professores e pesquisadores envolvidos nas atividades realizadas em Belém e Foz do Iguaçu. O filme foi divulgado durante a Semana do Dia Internacional da Biodiversidade, nas plataformas digitais das instituições envolvidas. 

A proposta do documentário é mostrar como a divulgação científica pode contribuir para ampliar o entendimento da população sobre os impactos das mudanças climáticas e incentivar modificações de comportamento a partir da educação e da participação comunitária.   

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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