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Projeto FloreSer já alcançou 444 estudantes da rede estadual em Cuiabá

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O Projeto FloreSer, desenvolvido pelo Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) – pelo Espaço Caliandra, já beneficiou 444 estudantes em apenas um mês de execução.

Lançado em 29 de agosto, o projeto tem promovido rodas de conversa em escolas estaduais de Cuiabá, com foco na prevenção da violência contra mulheres e meninas. A iniciativa já passou pelas seguintes unidades escolares: Escola Padre João Panarotto, Escola Professor Rafael Rueda, Escola Professor Benedito de Carvalho e Escola Doutor Mário de Castro.

Voltadas para estudantes do 1º e 2º anos do Ensino Médio, com idades entre 15 e 17 anos, as atividades abordam temas como relacionamentos saudáveis, respeito, igualdade de gênero e prevenção à violência nas relações afetivas.

Na noite da última quinta-feira (02), a equipe do FloreSer esteve na Escola Estadual Doutor Mário de Castro, localizada no bairro Pedra 90, para mais uma roda de conversa com alunos do 2º ano do curso técnico em Eletrotécnica, no período noturno.

Somente nesta unidade escolar, mais de 260 estudantes já participaram das atividades. A escola atende aproximadamente 1.800 alunos, distribuídos nos turnos matutino, vespertino e noturno.

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O promotor de Justiça Augusto Cesar Fuzaro, da 18ª Promotoria Civil – Infância e Juventude, acompanhou a ação desta quinta-feira e destacou o envolvimento dos estudantes. “Houve uma participação muito significativa dos alunos, que se engajaram nas dinâmicas, compartilharam experiências e discutiram valores importantes. Fiquei encantado com o projeto e espero continuar participando das próximas ações”, disse.

A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, coordenadora do Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar e responsável pelo projeto FloreSer, avaliou como extremamente positivo o primeiro mês de execução da iniciativa. “As atividades seguem até dezembro de 2026, com previsão de expansão para colégios particulares, que já demonstraram interesse em aderir ao projeto”, disse.

Estudantes avaliam atividades – A estudante Ana Carolina Ribeiro Viera, de 18 anos, casada há um ano, relatou que o conteúdo abordado foi bastante relevante. “Depois da roda de conversa, as meninas comentaram muito sobre os temas. Acho que muitas ainda não têm experiência com relacionamentos e acabam levando na brincadeira, algo que é muito sério. No meu caso, vivo um relacionamento respeitoso, sem agressões”, contou.

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Já a aluna Ana Clara, de 17 anos, elogiou a abordagem leve e acessível. “Gostei de tudo. Os assuntos foram tratados de forma clara e descontraída. Ajudou a abrir a mente de muita gente”, disse.

O estudante Bruno Martines de Freita, de 17 anos, ressaltou o aprendizado proporcionado pelas dinâmicas. “Foi divertido e educativo ao mesmo tempo. Aprendi bastante sobre direitos e sobre o respeito mútuo nas relações”, contou.

Outro participante, Thiago Silva de Amorim, de 16 anos, também aprovou a experiência. “Tenho uma namorada e acredito que nosso relacionamento é saudável. Mas ainda temos muito o que aprender, e o projeto ajudou bastante nesse sentido”, afirmou.

Equipe e parcerias – O projeto FloreSer é desenvolvido por uma equipe multiprofissional do Espaço Caliandra, composta por psicóloga, assistente social, assistente jurídica e uma colaboradora, com o apoio de profissionais do Ministério Público, da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e da TV Centro América, parceira institucional da iniciativa.

Com uma abordagem educativa e preventiva, o FloreSer segue fortalecendo o compromisso do Ministério Público com a promoção de uma cultura de paz, respeito e equidade nas escolas.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Vacina disponível, proteção possível: Sorriso precisa aderir já

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Sorriso vive um momento decisivo na campanha de vacinação contra a gripe. As doses estão disponíveis, as equipes de saúde estão mobilizadas, mutirões vêm sendo organizados — há, portanto, um esforço concreto e contínuo do poder público para ampliar a cobertura vacinal. Ainda assim, os números revelam um desafio: apenas cerca de 15% do grupo prioritário foi vacinado até o momento.Esse dado não deve ser lido como falha isolada, mas como um sinal de alerta que exige corresponsabilidade.A vacina oferecida pelo Sistema Único de Saúde é atualizada anualmente e protege contra os principais vírus da influenza em circulação — H1N1, H3N2 e influenza B. Mais do que reduzir casos leves, ela cumpre um papel essencial: evitar agravamentos, internações e mortes, sobretudo entre os grupos mais vulneráveis.E aqui está o ponto central: a gripe não é uma doença trivial.Em determinadas situações, ela evolui para quadros graves, com complicações como pneumonia, desidratação e descompensação de doenças crônicas. No Brasil, todos os anos, a influenza está associada a centenas de internações e a um número expressivo de óbitos, especialmente entre idosos e pessoas com comorbidades.Ou seja, quando a adesão vacinal é baixa, não se trata apenas de um número aquém da meta — trata-se de uma janela aberta para o agravamento de casos que poderiam ser evitados.Diante disso, é preciso reconhecer: o sistema de saúde tem feito sua parte. Mas a vacinação não se sustenta apenas na oferta — depende da adesão.E adesão se constrói com envolvimento.As famílias têm um papel decisivo. Levar um idoso ao posto, garantir que uma criança seja vacinada, orientar alguém com doença crônica — são gestos simples, mas que fazem diferença concreta nos indicadores de saúde.A sociedade também precisa assumir protagonismo. Informação de qualidade, combate à desinformação e incentivo ao cuidado coletivo são elementos que ultrapassam o espaço das unidades de saúde.Mas há um ponto ainda mais relevante: a resposta precisa ser intersetorial.O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) podem intensificar as ações destinadas a mobilizar a comunidade. São estruturas que conhecem o território, mantêm contato direto com famílias em situação de vulnerabilidade e têm capacidade de identificar, orientar e ajudar a encaminhar quem ainda não se vacinou. Sua atuação pode ser decisiva para alcançar exatamente aqueles que mais precisam da proteção.A rede de educação pode atuar como multiplicadora de informação e mobilização, envolvendo professores, alunos e famílias.As áreas de esporte e cultura, por sua capilaridade e proximidade com a população, podem incorporar a pauta da vacinação em suas atividades e eventos.As lideranças religiosas, por sua vez, ocupam um lugar singular de confiança social. Igrejas, templos e comunidades de fé alcançam pessoas onde muitas vezes o Estado não chega com a mesma força. Podem orientar, incentivar e engajar, transformando a vacinação em um compromisso com o cuidado da vida.A comunicação institucional precisa ser clara, direta e insistente — não apenas informando, mas convocando.E as lideranças comunitárias e associativas também podem desempenhar papel decisivo ao reforçar a importância da imunização em seus espaços de influência. Os Presidentes das associações de moradores podem ajudar muito nesse sentido!É importante destacar que a vacina já está disponível em todas as unidades básicas de saúde do município. Ainda assim, para ampliar o acesso e incentivar a adesão, será realizado um novo mutirão neste sábado, dia 25. Três unidades estarão abertas no período da tarde, das 15h às 17h: os postos de saúde dos bairros Mário Raiter, Jardim Amazonas e União.Além disso, no próprio sábado, das 7h às 11h, a vacinação também estará disponível no Centro de Convivência da Pessoa Idosa (CCPI), localizado na Rua Criciúma, nº 165, bairro Centro-Sul, ao lado do Fórum de Sorriso — uma oportunidade especialmente relevante para facilitar o acesso da população idosa.O mutirão é uma medida acertada. Mas, mais do que um evento pontual, ele precisa ser compreendido como parte de um movimento maior: transformar disponibilidade em acesso real, e acesso em adesão efetiva.No fim, a equação é simples.Vacina disponível + mobilização social = proteção ampliada.Sem essa soma, o esforço público perde alcance. Com ela, a cidade ganha em saúde, reduz internações, evita complicações e protege quem mais precisa.Sorriso já deu o primeiro passo, com uma rede de saúde atuante e comprometida. Agora, é hora de dar o passo seguinte: engajar famílias, instituições e toda a sociedade nessa agenda comum.Vacinar é um ato de cuidado individual. Mas, sobretudo, é uma decisão que protege o coletivo.E cidades que se mobilizam juntas, salvam vidas!Márcio Florestan Berestinas é promotor de Justiça do MPMT

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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