Saúde

Projeto OncoBrasil amplia ações e fortalece mapeamento oncológico infantojuvenil no país

Publicado

O Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS), avança em uma nova etapa do Projeto OncoBrasil, iniciativa que atua em pontos estratégicos da jornada oncológica. O projeto trabalha de forma integrada em frentes estratégicas como prevenção, diagnóstico, qualificação profissional e fortalecimento da rede de atenção ao câncer infantojuvenil, por meio de ações de conscientização sobre o tabagismo, qualificação de profissionais de saúde e mapeamento da rede de câncer infantojuvenil no Sistema único de Saúde (SUS), reforçando a importância do cuidado integral no enfrentamento ao câncer.

Uma das entregas centrais da iniciativa é o Mapeamento Nacional de Câncer Infantojuvenil, com escopo agora ampliado, incluindo tanto hospitais habilitados quanto não habilitados em alta complexidade oncológica, além de instituições de apoio que acolhem crianças e adolescentes com câncer em todo o país. A iniciativa busca gerar uma base robusta de dados sobre estrutura, fluxos e funcionamento do atendimento e vocações das instituições, contribuindo para uma visão mais abrangente e fiel da realidade nacional. Esse processo é considerado um passo essencial para a futura construção da Rede de Atenção Oncológica Pediátrica.

Leia mais:  Ferramenta aprimora gestão de áreas com contaminação química e fortalece vigilância em saúde

O Mapeamento será realizado em fases, iniciando com a aplicação de um questionário online (survey), seguido de entrevistas remotas ou presenciais. O lançamento oficial ocorreu na última reunião ordinária do CONSINCA de 2025, no auditório da OPAS/OMS em Brasília no dia 9 de dezembro.

Idealizado pela Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) e Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência (CONIACC), o Mapeamento é conduzido pelo Ministério da Saúde em parceria com o Departamento de Atenção ao Câncer (Decan/Saes/MS), Instituto Nacional de Câncer (INCA) e Coordenação Geral de Projetos (CGPROJ) da SAES, por meio do Proadi-SUS, tendo o Einstein Hospital Israelita como instituição executora.

Além do Mapeamento, o projeto contempla o desenvolvimento de materiais educativos de conscientização e prevenção ao tabagismo e a oferta de cursos à distância voltados à formação de profissionais de saúde nas áreas de Citologia em meio líquido, Tabagismo e Registro de Câncer.

“O Projeto OncoBrasil reforça o compromisso do Ministério da Saúde com a qualificação da atenção oncológica no país, especialmente para nossas crianças e adolescentes. Ao aprimorar o diagnóstico, fortalecer a formação profissional e expandir o mapeamento das redes de cuidado, estamos construindo uma base sólida de evidências que orientará ações estratégicas e integradas. Esse avanço representa mais precisão, mais equidade e mais capacidade de resposta do SUS frente aos desafios do câncer infantojuvenil”, destaca Suyanne Monteiro, Decan/Saes/MS.

Leia mais:  Governo Federal regulamenta Lei de Pesquisa Clínica para atrair investimentos em inovação

Com a atualização do escopo e o aperfeiçoamento das etapas de execução, o OncoBrasil consolida-se como uma iniciativa estruturante para o fortalecimento das políticas públicas de atenção oncológica no país. Os dados produzidos apoiarão decisões estratégicas do Ministério da Saúde e contribuirão para melhorar o acesso, a qualidade do cuidado e a organização das redes assistenciais. O trabalho conjunto com instituições especializadas e entidades parceiras reafirma o compromisso do SUS em ampliar a proteção, o diagnóstico precoce e o acolhimento integral às crianças e adolescentes com câncer em todo o território nacional.

Fonte: Ministério da Saúde

publicidade

Saúde

Ministério da Saúde apresenta modelo de atenção à saúde indígena no México

Publicado

Em agenda oficial na Cidade do México, a comitiva do Ministério da Saúde compartilhou a experiência do Brasil na gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). O encontro acontece na mesma semana em que a política pública voltada à saúde dos povos indígenas completa 27 anos. No Brasil, o subsistema integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) atende a mais de 821 mil indígenas, em todas as cinco regiões do país.

A Secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, esteve à frente da apresentação do tema durante reunião com representantes do governo mexicano. Segundo ela, o SasiSUS possui princípios que promovem a escuta ativa, fomentam o diálogo e a participação direta dos povos indígenas nas decisões.

“O acesso à saúde é um direito de todos e o Brasil construiu um subsistema que realmente prioriza e valoriza a história dos povos indígenas, e é por isso que nossas experiências interessam a outras nações. O SasiSUS é mais do que uma política de Estado; esse modelo fortalece a saúde com equidade, promove a cidadania e o controle social, com respeito às especificidades, às culturas e aos saberes tradicionais”, ressaltou.

Leia mais:  Ferramenta aprimora gestão de áreas com contaminação química e fortalece vigilância em saúde

O diálogo entre representantes do Brasil e do México também abordou temas como medicina tradicional indígena, participação de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de especialistas e interculturalidade. O intercâmbio de conhecimentos sobre desafios e experiências amplia as possibilidades futuras de cooperação técnica entre os países.

Como funciona o SasiSUS

Criado em 23 de setembro de 1999, o SasiSUS conta com 34 Distritos Especiais de Saúde Indígena (DSEI), que estão distribuídos em todo o território nacional. Esse modelo promove a atenção integral à saúde de forma intercultural e alinha a medicina contemporânea com os saberes tradicionais. Dentro das aldeias, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) são o ponto inicial de atenção primária para os povos indígenas.

A rede de assistência ligada ao subsistema também contempla o suporte de polos-base, localizados em aldeias estratégicas e possuem a função de organizar os fluxos de atendimentos, além de prestar apoio administrativo e assistencial para as equipes de saúde. Quando são necessários serviços especializados ou de média e alta complexidade, os usuários indígenas são encaminhados para as unidades de média e alta complexidade do SUS. Enquanto recebem atendimento nos centros urbanos, os pacientes indígenas e seus acompanhantes são acolhidos pelas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) até o retorno às suas aldeias de origem.

Leia mais:  Ministério da Saúde destina R$ 30 milhões em 2025 para valorizar a gestão do trabalho e da educação na saúde em estados e municípios

Ao todo, são 1.211 UBSI, 388 polos-base e 70 Casai. Os atendimentos no SasiSUS são realizados por equipes multidisciplinares de saúde indígena, compostas por médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Também há atuação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN), que promovem a ponte linguística e cultural entre os povos e os demais profissionais de saúde.

Rayane Bueno
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Continue lendo

Mais Lidas da Semana