O modelo se tornou atrativo e reúne apaixonados por todo o mundo.
Muita vontade e pouco dinheiro: essa é a realidade da maioria dos viajantes. Neste caso, a saída é recorrer às viagens low cost. Para os aventureiros e com mais disposição, o mochilão pode ser a melhor opção.
O mochilão costuma envolver estadias mais simples, deslocamentos econômicos e bagagem reduzida, o que exige do viajante mais organização e autonomia. Além da economia, há quem também busque aventura, liberdade e autoconhecimento. Isso tudo sozinho ou acompanhado.
Não à toa, se tornou uma nova tendência: de acordo com pesquisa da Visual GPS, o mochilão tem atraído 65% dos Millennials e Gen Z. Em paralelo a todos os atrativos, há pontos que não podem ser deixados de lado.
É o caso do planejamento da viagem e questões de segurança. Larissa Salvador, advogada de imigração nos EUA, explica que é possível aliar a diversão com esses cuidados. Como exemplo, a especialista destaca a importância de ter a documentação correta, como o passaporte e o visto apropriado para o tipo de viagem. Em alguns casos, pode ser necessário traduzir os documentos para a língua oficial do país.
Nicole Geri
A documentação é o primeiro passo para o sucesso de uma viagem.
“Um erro comum é entrar como turista, mas com a intenção de trabalhar ou estudar. Usar o visto errado pode gerar problemas sérios com a imigração, então é importante se informar bem antes de embarcar”.
Segurança em primeiro lugar
Assim como para os demais viajantes, a segurança também é essencial para os mochileiros. Isso passa, inclusive, por compartilhar informações do seu itinerário com pessoas de confiança.
Larissa também recomenda fazer publicações nas redes sociais apenas quando já tiver deixado o local. A medida reduz riscos e protege a privacidade. E por falar em redes sociais, não esqueça das conexões:
“É importante contratar um chip de celular com internet para se manter conectado durante toda a viagem, além de saber de cor (ou anotar em local seguro) os números de emergência do país de destino, nos Estados Unidos, por exemplo, o número é 911”.
FreePik
Mochileiros solo precisam redobrar o cuidado, pois os riscos são ainda maiores.
Segundo ela, entender a cultura local também é uma forma de se proteger. É necessário entender regras de convivência, costumes e normas de vestimenta, que precisam ser respeitadas.
“Uma roupa inadequada ou um comportamento que parece inofensivo para você pode ser mal interpretado em outro lugar. Por isso, estudar um pouco sobre o destino antes de ir ajuda a evitar situações desconfortáveis ou, até mesmo, perigosas”.
Por fim, a advogada de imigração nos EUA chama atenção para um tópico ainda mais sensível: o tráfico humano, que ainda é realidade em muitos lugares do mundo. Em fevereiro, dois brasileiros retornaram ao país após serem vítimas do crime em Mianmar. Luckas e Phelipe foram sequestrados, respectivamente, em outubro e novembro de 2024.
No caso de mochileiros e viajantes solo, os riscos são ainda maiores, sobretudo para mulheres. Por isso, o ideal é manter-se atento e evitar confiar demais em desconhecidos.
“É muito bom viajar, mas é preciso fazer o que estiver ao seu alcance para minimizar os riscos, e claro, se possível, busque viajar com outros colegas, em grupos ou com a família”, finaliza Larissa Salvador.
Localizado na região noroeste do Ceará, o Parque Nacional de Ubajara é mais um dos vários destinos que o Brasil oferece para quem busca ecoturismo e contemplação da natureza. Abrangendo áreas dos municípios de Ubajara, Tianguá e Frecheirinha, a unidade protege um total de 6.299 hectares de uma rica zona de transição entre a Caatinga e a Mata Atlântica.
Criado em 1959, o parque destaca-se pela sua relevância ambiental e por abrigar um dos maiores patrimônios espeleológicos do país, com cavernas, grutas, fendas e outras formações subterrâneas. Situada na Serra da Ibiapaba, a unidade tem como um dos seus grandes atrativos o passeio de teleférico no tradicional bondinho, que oferece uma vista panorâmica da vegetação e dos paredões rochosos.
Para os amantes de caminhadas e de aventura ao ar livre, o parque oferece opções para diversos perfis de visitantes. O público conta com percursos como a Trilha da Samambaia, o Circuito das Cachoeiras, o Mirante do Pendurado e a Trilha Ubajara-Araticum, além da grande travessia do Parque Nacional de Ubajara. A unidade também contempla praticantes de cicloturismo, por meio da Trilha Cara Suja – Bike.
O Parque Nacional de Ubajara também se integra à Trilha Caminhos da Ibiapaba. O itinerário conecta o norte do Piauí à região da Ibiapaba, no Ceará, tendo mais de 300 quilômetros. A rota engloba unidades de conservação, ecossistemas da Caatinga e da Mata Atlântica, bem como sítios históricos e arqueológicos, promovendo a conservação ambiental e o desenvolvimento do turismo sustentável na região.
Toda esta imponência geológica é cercada por uma expressiva riqueza natural. Por isso, o parque é palco de diversos programas de pesquisa, monitoramento e conservação da biodiversidade do bioma Caatinga, servindo de refúgio para a vida silvestre e de espaço para atividades contínuas de educação ambiental e integração comunitária.
Como chegar
A principal porta de entrada para o Parque Nacional de Ubajara é a sede administrativa na cidade de Ubajara, com acesso pela rodovia estadual CE-187 (Rodovia da Confiança). Partindo da capital do estado, Fortaleza, o trajeto rodoviário segue em direção à região da Serra da Ibiapaba.
Por se tratar de uma unidade de conservação sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a visita aos seus atrativos segue protocolos operacionais que garantem a segurança dos turistas e a preservação do patrimônio natural.
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