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Raças Hereford e Braford avançam no Oeste catarinense e ganham destaque em exposição ranqueada da ABHB

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Expansão da pecuária impulsiona raças britânicas em Santa Catarina

A pecuária de corte segue em expansão nas regiões do Meio-Oeste e Oeste de Santa Catarina, com crescente adoção das raças Hereford e Braford por parte dos produtores rurais. O aumento reflete a busca por animais mais produtivos, dóceis e adaptados ao clima e às condições de manejo locais.

Nesse contexto, a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) realizará, entre 6 e 7 de março de 2026, em Xanxerê, a 1ª Exposição Ranqueada oficial do ano, dentro do ciclo 2025/2026 da entidade. O evento integra o calendário nacional da ABHB e ocorrerá durante a 26ª ExpoFemi, tradicional feira agropecuária da cidade.

Programação oficial da exposição

A programação da mostra inicia-se no dia 6 de março, às 9h, com a admissão dos animais, sob coordenação do inspetor técnico da ABHB, Igor Saldanha.

No dia 7 de março, também a partir das 9h, será realizado o julgamento na categoria Rústicos, e, às 14h, ocorre a avaliação na modalidade Argola.

O evento reunirá criadores da região e faz parte do Ranking Nacional 2025/2026 da ABHB, contribuindo para o fortalecimento da genética Hereford e Braford em novas regiões produtoras do país.

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Clima e manejo favorecem adoção das raças

Segundo Igor Saldanha, as condições ambientais do Oeste catarinense favorecem a criação de raças adaptadas.

“A região apresenta verões quentes, alta umidade e boa incidência solar, o que estimula o crescimento de pastagens tropicais e favorece sistemas produtivos com base em genética adaptada”, explica.

O técnico também destaca o perfil das propriedades locais:

“Grande parte das fazendas é de pequeno porte, e o próprio produtor realiza o manejo. Por isso, a docilidade e a fertilidade são características muito valorizadas pelos criadores.”

Santa Catarina registra aumento no número de registros

Nos últimos três anos, o estado vem registrando crescimento expressivo nos registros de Hereford e Braford, reforçando o interesse dos pecuaristas pela genética.

“Santa Catarina tem se destacado pela qualidade dos animais e pela valorização de raças que produzem carne de alto padrão, com bom desempenho mesmo em condições adversas”, afirma Saldanha.

ABHB amplia presença no território nacional

A exposição de Xanxerê representa mais um passo da ABHB na expansão do circuito nacional de eventos ranqueados, aproximando a entidade de novos polos de produção pecuária. A estratégia visa estimular a seleção genética, melhorar a produtividade dos rebanhos e fortalecer o mercado de carne premium no Sul do país.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil

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O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.

Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.

Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho

De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.

Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.

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No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.

Preços do suíno vivo recuam na média nacional

Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.

Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais

No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.

Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:

  • No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
  • Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
  • No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
  • Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
  • Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
  • Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
  • Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
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O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.

Exportações seguem em queda no comparativo anual

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.

O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • queda de 5,2% no valor médio diário
  • recuo de 1% na quantidade média diária
  • redução de 4,3% no preço médio

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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