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Racing atropela o Botafogo e conquista a Recopa Sul-Americana

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Em uma noite de pouco brilho para o Botafogo, a equipe carioca foi superada novamente pelo Racing, desta vez por 2 a 0, no Estádio Nilton Santos, ficando com o vice-campeonato da Recopa Sul-Americana. Com gols de Zaracho e Zuculini na etapa final, o time argentino fechou o placar agregado em 4 a 0, consolidando seu domínio sobre o Glorioso.

O Jogo

O confronto começou com o Botafogo tentando pressionar, mas o Racing demonstrou organização defensiva e ofensiva desde os minutos iniciais. Logo aos 4 minutos, um erro na saída de bola do Botafogo permitiu que Salas providenciasse uma defesa importante de John. A equipe carioca, controlando a posse de bola, enfrentava dificuldades em criar oportunidades de gol e ainda sofreu ameaças constantes dos argentinos.

Os visitantes chegaram com perigo várias vezes durante o primeiro tempo, enquanto o Botafogo conseguiu sua primeira chance apenas aos 39 minutos com Alexander Barboza. Seu cabeceio parou em uma defesa impressionante de Arias, com a bola ainda batendo no travessão. No entanto, o primeiro tempo terminou em igualdade, cenário satisfatório para o Racing, que manteve controle defensivo sobre os alvinegros.

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O segundo tempo viu o Racing assumir o jogo com maior intensidade. Aos 4 minutos, Zaracho desempatou a partida com um chute preciso dentro da área sem chance para o goleiro John. O cenário ficou ainda mais desafiador para o Botafogo, que se demonstrou abalado e pouco produtivo ofensivamente.

Aos 24 minutos, veio o golpe final: após bonita troca de passes, Zuculini ampliou a vantagem para o Racing com um gol dentro da área. Com isso, o Botafogo perdeu o ímpeto e demonstrou apatia em campo, deixando o Racing dominar as ações até o apito final.

Perspectivas para o Botafogo

O técnico português Renato Paiva, recém-acertado com o Botafogo e presente nos camarotes, observou sua nova equipe na esperança de compreender os ajustes necessários. O Botafogo agora dispõe de um mês até sua estreia no Campeonato Brasileiro contra o Palmeiras em São Paulo, que ocorrerá no final de março. Esse período será crucial para Renato Paiva implementar suas ideias e tentar reverter o início de temporada conturbado do time alvinegro.

FICHA TÉCNICA

BOTAFOGO 0 X 2 RACING

Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 27/02/2025
Horário: 21h30(de Brasília)
Árbitro: Jesús Valenzuela (Venezuela)
Assistentes: Jorge Urrego (Venezuela) e Tulio Moreno (Venezuela)
VAR: Juan Soto (Venezuela)
Cartões amarelos: Gregore, Jair e Alexander Barboza (Botafogo); Vietto, Nardoni e Martínez (Racing)
GOLS: Zaracho, aos 4′ do 2º T;  Zuculini, aos 24′ do 2º T; (RACING)

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BOTAFOGO: John, Vitinho (Mate Ponte), Alexander Barboza, Jair e Alex Telles; Gregore (Rwan Cruz), Marlon Freitas e Jefferson Savariano (Newton); Artur (Jeffinho), Igor Jesus e Matheus Martins (Kayke). Técnico: Cláudio Caçapa

RACING: Gabriel Arias, Di Cesare (Conti), Colombo e Quirós; Martirena (Mura), Nardoni, Zuculini (Almendra) e Gabriel Rojas; Luciano Vietto (Zaracho), Maximiliano Salas e Adrián Martínez (Solari). Técnico: Gustavo Costas

Fonte: Esportes

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Alisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular

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Ser titular da Seleção Brasileira em três Copas do Mundo da FIFA é para poucos. Entre os goleiros, apenas dois conseguiram a façanha: Gylmar, em 1958, 1962 e 1966, e Taffarel, nas edições de 1990, 1994 e 1998.

A partir do sábado (13), contra Marrocos, as duas lendas terão a companhia de um novo integrante no clube: Alisson Becker.

Titular absoluto da Seleção na última década, o goleiro do Liverpool chega a seu terceiro mundial, após participações em 2018 e 2022. Nas duas Copas do Mundo da FIFA anteriores, ele disputou nove jogos — ficou no banco apenas uma vez, contra Camarões, no Catar, quando Tite fez um rodízio em sua escalação.

O feito de Alisson é histórico e vem acompanhado de dois desafios: o primeiro é superar uma temporada em que sofreu quatro lesões. O segundo é igualar outro feito de Gylmar e Taffarel: os dois conquistaram o título da Copa do Mundo da FIFA.

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Gylmar dos Santos Neves, ídolo do Santos e do Corinthians, foi campeão mundial em 1958 e 1962, jogando todos os jogos das duas campanhas. Em 1966, ele esteve nas duas primeiras partidas, mas foi substituído por Manga na derrota para Portugal, que eliminou a seleção ainda na fase de grupos.

Taffarel, por sua vez, consagrou-se com o tetracampeonato em 1994, disputando todos os minutos das sete partidas. Ele virou herói nacional na final contra a Itália, ao defender a cobrança de Daniele Massaro na disputa por pênaltis, vencida por 3 a 2.

Brazil's Taffarel and Alisson on November 28, 2022. (Photo by IMAGO / PA Images)

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O ídolo como treinador

Alisson chega ao momento especial na carreira caminhando lado a lado de Taffarel, uma das lendas que ele iguala em sua terceira Copa do Mundo da FIFA. O ídolo do tetra hoje é o treinador de goleiros da seleção e trabalha diariamente com o camisa 1.

Taffarel é, também, a maior referência de Alisson. No projeto “Cartas que Unem”, da FIFA, o atual goleiro da Seleçãorecebeu uma mensagem de seu irmão, Muriel Becker, que lembra as aventuras dos irmãos na infância.

Na carta, Muriel cita o ídolo em memórias sobre as Copas de 1994 e 1998 e presenteia Alisson com uma camisa de goleiro, como a que Taffarel usou nos Estados Unidos.

Brazil's goalkeepers Alisson (L), Ederson (C) and Weverton (R) on January 29, 2022. (Photo by DOUGLAS MAGNO / AFP via Getty Images)

Temporada difícil

A presença de Taffarel é importante para Alisson no dia a dia, pela confiança que há entre ambos. Eles já trabalharam juntos no Liverpool, entre 2021 e 2025, além de quase uma década de parceria na seleção.

Além de questões técnicas nos treinamentos, Taffarel deu a Alisson a segurança de que ele teria seu espaço na seleção quando estivesse fisicamente bem. Esse apoio foi importante sobretudo na temporada 2025-26, quando o goleiro teve três lesões, a mais grave delas na coxa direita.

O problema físico tirou Alisson dos gramados por dois meses, entre março e maio deste ano. Ele só voltou a campo pelo Liverpool na última rodada da Premier League. Mas, na seleção, o clima nunca foi de corrida contra o tempo: a comissão técnica sempre esperou pelo seu titular.

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“Temos uma boa relação. Antes de ser o treinador de goleiro dele no Liverpool há alguns anos, temos uma amizade muito boa. Sabemos da qualidade e do potencial dele, tanto dentro como fora de campo. É um líder com otimismo e vontade de vencer muito grande”, disse Taffarel à FIFA.

MORRISTOWN, NEW JERSEY - JUNE 04: Alisson #1of Brazil poses for a portrait during the official FIFA World Cup 2026 portrait session on June 04, 2026 in Morristown, New Jersey. (Photo by Sarah Stier - FIFA/FIFA via Getty Images)

Subindo no ranking

Em sua terceira Copa do Mundo como titular da seleção brasileira, Alisson também deve ganhar posições na lista de goleiros brasileiros com mais jogos disputados no torneio.

Ele chega ao evento com 9 jogos disputados (são cinco em 2018, e quatro em 2022) e ocupa a quinta posição no ranking histórico. À sua frente, o gaúcho tem Taffarel (18 jogos), Gylmar (14) e Leão (14) e Júlio César (12).

Caso dispute as três partidas na fase de grupos, Alisson empatará com o ex-goleiro do Flamengo e da Internazionale. Caso a Seleção fique entre as quatro primeiras colocadas, serão oito jogos disputados — assim, o camisa 1 poderia chegar a 17 partidas, transformando-se no vice-líder da estatística.

Fonte: Esportes

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