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Rastreabilidade bovina: tecnologia e planejamento são essenciais para atender PNIB até 2032

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O Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB) estabelece que, até 2032, todo o rebanho brasileiro deve ser identificado individualmente, tornando a rastreabilidade um requisito obrigatório. A empresa JetBov, especialista em software de gestão para bovinocultura de corte, destaca que iniciar a adaptação agora é uma estratégia inteligente para produtores de todos os portes.

Segundo Xisto Alves, CEO da JetBov:

“A rastreabilidade consiste em identificar cada animal e acompanhar sua trajetória, desde o nascimento até a movimentação ou destino final. Antecipar a adaptação permite testar sistemas, diluir custos e evitar surpresas quando a exigência se tornar plena.”

A partir de 2027, todas as fêmeas nascidas deverão receber a identificação na vacinação contra brucelose, enquanto o cronograma prevê a identificação completa do rebanho até 2032.

Tecnologias e padrões internacionais para identificação

A identificação individual seguirá o padrão ISO 076, com numeração de 12 dígitos, podendo ser realizada por:

  • Brincos visuais;
  • Bottons eletrônicos com chip (RFID);
  • Ou uma combinação de ambos.

Além disso, leitores eletrônicos e dispositivos conectados deverão ser integrados ao manejo, garantindo confiabilidade e agilidade no controle de movimentações, eventos sanitários e histórico de intervenções.

“Rastrear cada animal vai muito além de atender a uma norma. É essencial para construir confiança sanitária e comprovar a origem da carne para mercados exigentes”, afirma Xisto Alves.

Gestão informatizada reduz custos e otimiza o manejo

Enquanto rebanhos pequenos podem teoricamente adotar gestão manual, propriedades médias e grandes necessitam de sistemas informatizados robustos. Soluções como a JetBov permitem:

  • Controle individual de cada animal;
  • Integração com balanças e leitores eletrônicos;
  • Redução do tempo de manejo, estresse animal e necessidade de mão-de-obra.

“Nosso objetivo é que o produtor esteja pronto desde o primeiro momento em que as regras forem definidas, garantindo segurança e competitividade”, ressalta Xisto.

Benefícios sanitários e comerciais da rastreabilidade

Embora o foco principal do PNIB seja sanitário, a rastreabilidade também fortalece a credibilidade do setor perante compradores nacionais e internacionais, que exigem transparência na origem da carne.

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A JetBov recomenda que os pecuaristas iniciem imediatamente a adoção gradual das boas práticas, incluindo:

  • Aquisição de equipamentos;
  • Familiarização com leitores eletrônicos;
  • Implementação de softwares de gestão;
  • Organização de fluxos internos;
  • Capacitação de equipes.

“O produtor que começar agora terá mais tranquilidade para se adaptar e poderá explorar oportunidades comerciais para quem já estiver em conformidade”, conclui Alves.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Certificação da lã gaúcha avança com atualização técnica e reforço na rastreabilidade do setor ovino

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A cadeia produtiva da ovinocultura gaúcha segue investindo em qualidade, rastreabilidade e padronização para fortalecer a competitividade da lã brasileira no mercado. A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) promoveu uma atualização técnica com as comparsas certificadas pelo Programa de Certificação da Lã Gaúcha, reunindo equipes responsáveis pela esquila, classificação e certificação da produção.

O treinamento teve como objetivo alinhar procedimentos técnicos, reforçar os protocolos de qualidade exigidos pelo mercado e ampliar a capacitação dos profissionais que atuam diretamente no processo de certificação da lã no Rio Grande do Sul.

As comparsas são grupos especializados em esquila de ovinos e desempenham papel estratégico na manutenção da qualidade do velo, desde a propriedade rural até a comercialização final da produção.

Programa reforça auditoria permanente e controle da qualidade da lã

A atualização técnica foi conduzida pelo especialista Daniel Duarte, profissional com 25 anos de experiência na certificação da lã uruguaia e integrante do programa desde o início das atividades na Fronteira Oeste gaúcha.

Segundo o responsável pelo Programa de Certificação da Lã da Arco, Sérgio Muñoz, a escolha do instrutor considerou a experiência prática acumulada ao longo de décadas de atuação no setor.

“Trouxemos o Daniel como instrutor porque ele é uma referência em termos de trabalho e profissionalismo”, destacou.

Atualmente, 13 comparsas estão credenciadas para utilizar o selo da lã gaúcha, após validação técnica e cumprimento dos protocolos estabelecidos pela entidade. Conforme Muñoz, todas as equipes passam por auditorias permanentes para garantir a qualidade do serviço prestado.

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O sistema de certificação permite identificar cada lote produzido, assegurando rastreabilidade completa e acompanhamento contínuo da produção.

“Essas comparsas estão permanentemente sendo auditadas”, afirmou o gestor.

Compradores internacionais ajudam a validar padrão de qualidade

De acordo com a Arco, o retorno dos compradores de lã é um dos principais instrumentos de avaliação do programa de certificação. O acompanhamento da qualidade ocorre desde a origem da produção até o destino final da fibra comercializada.

“Quem nos dá principalmente o subsídio do trabalho, se está sendo bem feito ou não, são os compradores de lã”, ressaltou Muñoz.

O encontro também contou com a participação de representantes de empresas uruguaias compradoras de lã, que acompanharam de perto o modelo de certificação desenvolvido no Rio Grande do Sul.

Para a entidade, a presença internacional reforça o reconhecimento do mercado externo ao padrão de qualidade adotado pela ovinocultura gaúcha.

“As principais empresas compradoras de lã do Uruguai estiveram presentes no evento para ver a importância que estão dando ao nosso trabalho”, acrescentou.

Capacitação reforça exigências da indústria para lã limpa e rastreável

Além dos procedimentos de classificação e certificação, o treinamento abordou o correto preenchimento dos romanês — documentos que acompanham a lã certificada desde a propriedade rural até o destino final da carga.

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O objetivo foi reforçar a importância da emissão adequada das informações para garantir rastreabilidade, transparência e segurança comercial.

Segundo Daniel Duarte, a capacitação também esclareceu dúvidas técnicas relacionadas à preparação do velo dentro dos padrões exigidos pela indústria têxtil.

“Desde temas de barrigas, desbordes, velos A, velos B e velos inferiores, foram muitas perguntas a respeito, mas foi muito bom porque a indústria hoje exige tudo isso e exige o velo limpo”, explicou o instrutor.

Setor aponta necessidade de ampliar número de profissionais especializados

Durante o encontro, a Arco também alertou para a necessidade de ampliar a oferta de mão de obra especializada em algumas regiões do Estado. Áreas como a região das Missões já apresentam demanda crescente por comparsas capacitadas para atender a expansão da atividade ovina.

“Precisamos de mais comparsas. Existem regiões com bastante ovelha que estão desabastecidas”, afirmou Muñoz.

Para enfrentar o desafio, cursos de formação vêm sendo realizados em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), buscando ampliar o número de profissionais qualificados para atuar na certificação e manejo da lã gaúcha.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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