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Rebanho bovino dos Estados Unidos atinge menor nível em 75 anos e mantém carne com preços altos

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Rebanho americano chega ao menor patamar desde 1951

O rebanho bovino dos Estados Unidos caiu para o menor nível em 75 anos, de acordo com dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na sexta-feira (30). Em 1º de janeiro, o país contava com 86,2 milhões de bovinos e bezerros, número 0,4% menor do que o registrado no ano anterior — que já havia sido o mais baixo desde 1951.

A principal causa da redução é a seca persistente que atingiu as regiões produtoras, levando os pecuaristas a diminuírem seus plantéis diante da escassez de pastagens e dos custos crescentes de alimentação.

Recuperação do rebanho pode levar até dois anos

Analistas indicam que os preços da carne bovina devem permanecer elevados nos próximos anos, mesmo após os recordes alcançados em 2025. Segundo Rich Nelson, estrategista-chefe da Allendale, seria necessário pelo menos dois anos para que o setor recuperasse o volume de gado pronto para abate, caso os produtores comecem a reconstruir seus rebanhos imediatamente.

“Não há sinais de uma reconstrução de verdade”, afirmou Nelson, ressaltando que o atual cenário de custos e incertezas desestimula novos investimentos na produção.

Alimentos caros afetam confiança do consumidor americano

O aumento dos preços da carne e de outros alimentos vem impactando diretamente a confiança do consumidor nos Estados Unidos, que caiu em janeiro ao nível mais baixo em mais de 11 anos, segundo o Bureau of Labor Statistics (BLS).

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A pressão inflacionária tem se tornado um desafio político. O presidente Donald Trump, que prometeu em outubro “tornar a carne bovina mais acessível”, ainda não conseguiu conter a alta nos preços. Em dezembro, o valor médio da carne moída atingiu um recorde de US$ 6,69 por libra, alta de 2% em relação a novembro e 19% acima do mesmo período de 2024.

Seca e abate elevado aceleram a redução do rebanho

Desde 2019, o número de vacas no país vem diminuindo de forma constante. A seca nos estados do oeste reduziu as áreas de pastagem e elevou os custos de ração, levando os pecuaristas a enviar mais animais para o abate.

O número de vacas de corte recuou 1% em comparação ao ano anterior, totalizando 27,6 milhões de cabeças, o menor patamar desde 1961, conforme o USDA. O total inclui também vacas leiteiras, que frequentemente são destinadas à produção de carne.

Além disso, o aumento nos preços do gado tem incentivado os produtores a vender os animais para abate imediato, em vez de mantê-los para reprodução, aprofundando o desequilíbrio entre oferta e demanda.

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Indústria frigorífica enfrenta impactos diretos

A queda na disponibilidade de gado também começa a atingir grandes processadoras. A Tyson Foods, uma das maiores empresas de carne bovina do país, anunciou o fechamento definitivo de uma unidade em Nebraska, que empregava cerca de 3,2 mil trabalhadores, e redução nas operações de uma planta no Texas.

A companhia deve divulgar seus resultados trimestrais na próxima segunda-feira, e o mercado acompanha de perto como o cenário de escassez de animais e preços altos afetará sua lucratividade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Peixes ornamentais: Aeroporto de Guarulhos concentra 95,5% das licenças de exportação

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou de reuniões com representantes do setor da Aquariofilia nesta sexta-feira (14), em São Paulo. Entre as ações destacadas está o Projeto Aqua Brasil, que é uma iniciativa do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). “Criamos esse projeto direcionado para dar visibilidade à cadeia de ornamentais, olhando para o pequeno produtor que está na lida diária, cultivando e capturando esses peixes ornamentais. Também com um olhar especial para as exportações. O pescado para fins de ornamentação e aquariofilia tem alcançado outros países”, destacou. A meta de crescimento das exportações do setor com o projeto era de 6%. O crescimento alcançado em 2025 foi de 10,5%. Valor exportado em 2025: US$ 4,49 milhões.

São Paulo é o terceiro maior estado em número de empresas exportadoras. Concentra 12,1% das empresas brasileiras do segmento de organismos aquáticos ornamentais. Especificamente, o Aeroporto Internacional de Guarulhos concentra 95,5% das Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos (LPCOs) de exportação emitidas pelo Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

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Dados do Projeto Aqua Brasil

Visa promover a excelência de empresas brasileiras do setor da Aquariofilia com foco na expansão e qualificação no comércio internacional de organismos aquáticos ornamentais.

  • 60 empresas participantes;
  • 28 empresas capacitadas para exportação;
  • Aproximadamente 47% das empresas capacitadas;
  • 19 palestras técnicas gravadas;
  • Plataforma exclusiva de capacitação.

Como parte do projeto, em 2025, foi criado o primeiro painel setorial brasileiro de peixes ornamentais com integração de dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB), do MPA e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Edipo Araujo também participou da feira Pet South America e de reuniões com representantes da Associação Brasileira de Lojas de Aquariofilia (ABLA). No sábado (15), também estão previstas as visitas ao evento Reef Day Brasil Aquarium Expo e participação na abertura da 2ª Assembleia do Instituto Nacional de Aquarismo (INA).

Ana Célia Costa

Matheus Silveira 

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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