Agro News

Algar e Usina Coruripe investem R$ 3,7 milhões em conectividade 4G no campo em Minas Gerais

Publicado

A Algar, empresa de tecnologia e telecomunicações do Grupo Algar, e a Usina Coruripe anunciaram um investimento conjunto de R$ 3,7 milhões para ampliar a conectividade 4G no meio rural em Minas Gerais. A iniciativa contempla uma área de 69.800 hectares na região de Iturama (MG) e deve beneficiar diretamente operações agroindustriais e aproximadamente 120 mil pessoas em comunidades rurais.

O projeto reforça o avanço da transformação digital no campo, com impacto direto na gestão agrícola, na produtividade e na inclusão digital de escolas e unidades de saúde da região.

Infraestrutura 4G amplia cobertura e moderniza operação no campo

A implementação prevê a modernização de sete Estações Rádio Base (ERBs), que serão atualizadas para a tecnologia 4G na faixa de 700 MHz, garantindo maior alcance e estabilidade de sinal em áreas rurais.

Além disso, serão construídos cinco novos sites de telecomunicações para ampliar a cobertura da rede, permitindo melhor conectividade em áreas antes com sinal limitado ou inexistente.

Segundo as empresas, a melhoria da infraestrutura digital deve acelerar processos operacionais e fortalecer a tomada de decisão baseada em dados em tempo real.

Eficiência no campo e ganho operacional com conectividade

De acordo com Ledir Malaquias, gerente de TI da Usina Coruripe, a conectividade tem impacto direto na gestão agrícola.

“Com a conectividade 4G da Algar, agilizamos em até cinco dias a análise de dados, o que nos permite tomar decisões em tempo real e impulsionar nossa produtividade. A viabilidade do projeto, sem impacto em nosso caixa, foi um fator decisivo e demonstra o caráter inovador da parceria”, afirmou.

A digitalização das operações agrícolas deve fortalecer o monitoramento de lavouras, logística e gestão de recursos, reduzindo tempo de resposta e aumentando eficiência no campo.

Leia mais:  IBGE revisa safra e reforça posição entre os maiores produtores do país
IoT e dados climáticos ampliam inteligência agrícola

Além da expansão do 4G, o projeto inclui a instalação de 20 estações meteorológicas com tecnologia IoT (Internet das Coisas). A solução permitirá o acompanhamento em tempo real de variáveis agroclimáticas, como temperatura, umidade e precipitação.

Com isso, a Usina Coruripe poderá aprimorar o planejamento agrícola e reduzir riscos operacionais, utilizando dados mais precisos para orientar decisões estratégicas.

A iniciativa foi estruturada por meio do programa Alô Minas, que viabiliza o uso de créditos de ICMS, tornando o investimento mais eficiente do ponto de vista financeiro.

Parceria reforça estratégia de inovação no agronegócio

Para Fernanda Spadacia, diretora de Negócio Regional na Algar, o projeto vai além da infraestrutura tecnológica.

“Nenhum projeto dessa magnitude nasce apenas de tecnologia. Ele nasce de relacionamento, escuta e confiança. Entender o negócio da Usina Coruripe e conectar inovação com as soluções da Algar foi essencial para gerar valor real”, destacou.

Já Ivan Mendes, diretor de Inovação da Algar e presidente do Brain, afirma que a iniciativa consolida a atuação da companhia no setor agro.

“O projeto demonstra nossa capacidade de entregar ecossistemas completos, unindo infraestrutura, IoT e parcerias estratégicas para impulsionar a competitividade do campo. Estamos construindo as bases para o futuro da agricultura digital”, concluiu.

Conectividade acelera transformação digital no agronegócio

A expansão da conectividade 4G em áreas rurais reforça uma tendência crescente no agronegócio brasileiro: a adoção de tecnologias digitais para aumentar eficiência, reduzir custos e melhorar a gestão das operações no campo.

Leia mais:  Alta do petróleo no exterior abre espaço para especulação com diesel e afeta colheita no Sul

Com investimentos em infraestrutura e soluções baseadas em dados, o setor avança rumo a um modelo cada vez mais conectado e orientado por inteligência digital.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

publicidade

Agro News

Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

Publicado

Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

Leia mais:  MMA participa de premiação do SFB que reconhece estudos na agenda de recuperação florestal

No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

Leia mais:  Senar Play ultrapassa 892 mil matrículas e se consolida como referência em capacitação digital

Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

Mais Lidas da Semana