Saúde

Rede de saúde do Pará receberá R$ 240 milhões em novos investimentos

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta sexta-feira (3), em Belém (PA), durante a simulação de emergência realizada pela Força Nacional do SUS para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), o repasse federal de R$ 240 milhões para fortalecer a rede de saúde do estado, como legado permanente para a população. As iniciativas fazem parte do conjunto de ações do governo federal para ampliar e preparar os serviços locais para receber a conferência em novembro.

“O simulado de hoje demonstra o quanto nossas equipes estão preparadas. Aconteça o que acontecer durante a COP30, o sistema de saúde estará pronto para responder. Além disso, os novos recursos serão destinados à ampliação dos serviços de tratamento do câncer, à aquisição de aceleradores lineares para o Hospital Estadual e ao aumento do número de cirurgias por meio do programa Agora Tem Especialistas”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Já em novembro, serão aplicados R$ 200 milhões. Desse total, R$ 108 milhões vão para o custeio das unidades de saúde e para o programa Agora Tem Especialistas, ampliando cirurgias, exames e tratamentos de braquiterapia. De forma complementar, R$ 18 milhões anuais serão destinados à expansão do SAMU 192, com a entrega de 20 novas ambulanchas para as regiões do Marajó, Xingu e Tapajós. Até 2026, novos investimentos estão previstos para fortalecer ainda mais a rede de saúde no Pará.

Simulação e prevenção

O Simulado de Incidentes com Múltiplas Vítimas (IMV) da Força Nacional do SUS, realizado em parceria com a Secretaria de Saúde Pública do Pará, capacitou mais de 300 profissionais da rede para reforçar a resposta a emergências na cidade. Durante três dias, os participantes receberam treinamento em fundamentos do IMV, comando e controle, regulação, triagem, gestão de óbitos, preparação hospitalar e situações críticas, como acidentes com delegações, inundações e colapsos de estruturas.

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Na prática, o exercício simulou a colisão de um ônibus com uma delegação e um carro de passeio, que pegou fogo. O motorista do ônibus ficou preso às ferragens, e cinco ocupantes do carro sofreram traumas de diferentes gravidades. O cenário incluiu fumaça, líquido representando combustível e figurantes maquiados para simular ferimentos.

Diante do incidente, o simulado testou protocolos de triagem, atendimento pré-hospitalar, transporte aeromédico e articulação hospitalar, além de lidar com desafios como risco de explosão e pânico coletivo, reforçando a atuação integrada da rede de saúde.

Foto: João Risi/MS
Foto: João Risi/MS

Infraestrutura da Força Nacional do SUS na COP30

A presença da Força Nacional do SUS é estratégica e demonstra o compromisso do Governo Federal em oferecer uma resposta em saúde robusta e organizada para um evento de grande porte. O Pará integra o ciclo nacional de capacitação da Força Nacional do SUS, que já contemplou formações em Brasília (DF) e Pernambuco (PE). Os simulados contribuem para fortalecer capacidades locais, deixando legado de preparação e aprimoramento da rede de saúde.

Durante a COP30, essa estrutura será fundamental para proteger vidas, garantir atendimento de qualidade e projetar o Brasil como referência em resposta a emergências em saúde. A Força Nacional do SUS contará com:

  • Equipes assistenciais: médicos e enfermeiros com experiência em grandes eventos e fluência em inglês e espanhol, facilitando comunicação com delegações estrangeiras.
  • Postos médicos: atuação nos postos da Blue Zone e da Green Zone, oferecendo atendimento bilíngue e reforço à rede estadual.

Centro de Comando: participação no CIOCS (Centro Integrado de Operações Conjuntas em Saúde), garantindo monitoramento e resposta em tempo real.

Foto: João Risi/MS
Foto: João Risi/MS

Investimentos já realizados no Pará

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Desde 2023, o Pará recebeu R$ 4,7 bilhões em investimentos federais, sendo R$ 1,6 bilhão destinados exclusivamente à capital, aplicados em atenção primária e especializada, vigilância em saúde, assistência farmacêutica, média e alta complexidade, cirurgias e custeio dos serviços.

Entre as principais ações estão a construção de oito Unidades Básicas de Saúde (UBS), a compra de equipamentos, a ampliação do número de leitos e a redução da superlotação nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h). Além disso, foram contratados 554 novos agentes comunitários de saúde em Belém, responsáveis por realizar visitas domiciliares, monitorar famílias e ampliar o acesso da população ao cuidado.

Em 2024, o Ministério da Saúde anunciou investimento de R$ 53 milhões para fortalecer a rede de saúde em Belém (PA). Os recursos ampliam a capacidade de atendimento, deixando um legado para a população após a COP30. É a primeira vez que a conferência acontece na Amazônia, região estratégica para a resiliência climática e a adaptação do setor saúde.

No Dia da Saúde na COP, em 13 de novembro, o Brasil apresentará o Plano de Ação em Saúde de Belém, que visa ser uma referência global. O plano foca na resposta aos impactos climáticos sobre a saúde, destacando o enfrentamento de eventos extremos, o fortalecimento de sistemas de alerta precoce e a implementação de estratégias de adaptação locais.

Além do Plano de Ação em Saúde de Belém, o Brasil também desenvolve o AdaptaSUS (plano nacional de adaptação do setor saúde às mudanças climáticas) e o Plano +Saúde para a Amazônia, que será apresentado na COP30, com foco em promover a equidade, reduzir desigualdades regionais e fomentar tecnologias sustentáveis, respeitando as especificidades socioculturais e ambientais da Amazônia Legal.

Vanessa Aquino e Karyna Angel
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministro da Saúde realiza visitas técnicas em Santa Casa de Curitiba e Hospital Angelina Caron, em Campina do Sul (PR)

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, realizou, neste sábado (8), visitas técnicas a unidades de saúde no Paraná. Na capital, a agenda incluiu a Santa Casa de Curitiba, que possui 146 anos de trajetória. Em Araçatuba, Campina Grande do Sul (PR), a visita foi no Hospital Angelina Caron, que oferta serviços de alta complexidade, incluindo oncologia e transplantes.

“Estamos em Curitiba para acompanhar de perto investimentos e ações que estão fazendo diferença na vida da população. Na Santa Casa, a parceria com o Ministério da Saúde e a Prefeitura de Curitiba tem permitido ampliar a realização de cirurgias e exames, contribuindo para reduzir o tempo de espera no SUS. Também vamos conhecer novos equipamentos e as novas estruturas de atendimento e diagnóstico. No Hospital Angelina Caron, acompanhamos a chegada de um equipamento moderno de radioterapia, que amplia a capacidade de atendimento aos pacientes que precisam desse tratamento. E, no Pequeno Cotolengo, conhecemos o trabalho de fortalecimento da reabilitação para pessoas com deficiência física e intelectual, além das iniciativas de cuidado com a população idosa”, afirmou o ministro.

Com 367 leitos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS), a Santa Casa de Curitiba é a maior produtora de Oferta de Cuidado Integrado (OCI) e de cirurgias realizadas no âmbito do Agora Tem Especialistas, política permanente instituída pela Lei nº 15.233/2025. Até abril deste ano, 32,8 mil cirurgias foram realizadas pela unidade.

A Santa Casa de Curitiba possui habilitações para diversos serviços de alta complexidade no SUS, incluindo assistência cardiovascular, cirurgia vascular, hemodiálise, cuidados prolongados e atenção especializada às pessoas com obesidade. Também é habilitada para a realização de transplantes de córnea/esclera, rim, coração, tecido musculoesquelético e válvula cardíaca humana. Em 2025, foram realizados 40 transplantes na Santa Casa de Curitiba.

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O Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo amplia sua atuação na rede pública de saúde do Paraná com a habilitação como Centro Especializado em Reabilitação II (CER II), nas modalidades de reabilitação física e intelectual. A nova habilitação fortalece a oferta de atendimento especializado para crianças, adolescentes, adultos e idosos, ampliando o acesso a serviços essenciais para a recuperação funcional, a autonomia e a qualidade de vida. Com a ampliação, a capacidade de atendimento anual passa de 9,8 mil para mais de 44 mil atendimentos, incluindo pessoas com deficiência física e intelectual.

O Hospital Angelina Caron oferece atendimento em 30 especialidades e reúne serviços de média e alta complexidade, com assistência em áreas como cardiologia, oncologia, transplantes, hemodiálise e radioterapia. A unidade realiza também exames de imagem, cirurgias, além de atendimentos de urgência e internações em UTI, garantindo cuidado especializado aos pacientes do SUS.

Em 2025, mais de 128 mil pacientes foram atendidos no local, sendo 90% da rede pública. As cirurgias realizadas no hospital no ano passado somam 30,3 mil procedimentos. A população paranaense conta com 16 salas de cirurgias, e desde maio deste ano, com um combo a mais de cirurgia geral.

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Santas Casas fortalecem a assistência no SUS

Em 6 de agosto, foi sancionada a Lei nº 2465/2026, que prorroga até 2030 o prazo para aplicação de recursos do FGTS em operações de crédito destinadas a entidades hospitalares filantrópicas e instituições sem fins lucrativos que prestam serviços de forma complementar ao SUS, por meio do Programa Caixa Hospitais FGTS.

As Santas Casas têm papel estratégico na oferta de serviços para pacientes da rede pública, especialmente em municípios onde são referência para o atendimento da população. Essas instituições contribuem para ampliar o acesso a consultas, exames, internações, cirurgias e procedimentos de média e alta complexidade, além de atuarem em áreas como urgência e emergência, oncologia, cardiologia e terapia intensiva. Também fortalecem a regionalização da assistência ao atender pacientes de municípios vizinhos.

Em 2025, as Santas Casas do Brasil realizaram 1,3 milhões de internações. No atendimento ambulatorial, foram 74,1 milhão de procedimentos. No mesmo período, as instituições filantrópicas responderam por 1,8 milhão das 14,9 milhões de cirurgias eletivas realizadas pelo SUS.

As entidades sem fins lucrativos também têm participação na rede de transplantes. Entre 2012 e maio de 2026, foram responsáveis por 59,7% dos transplantes realizados pelo SUS, o equivalente a 157,5 mil procedimentos, incluindo transplantes de coração, fígado, pulmão, rim, intestino, córnea e medula óssea.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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