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RedeMAIS: Terracap adere a programa de geomonitoramento via satélite do MJSP

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Brasília, 14/08/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) formalizaram o ingresso da empresa pública à RedeMAIS. O termo de adesão foi assinado pelo secretário-executivo do MJSP, Manoel Carlos de Almeida Neto, e pelo presidente da Terracap, Izidio Santos Junior, no Palácio da Justiça, em Brasília (DF). Com a formalização, a companhia passará a ter acesso a plataformas, serviços e dados geoespaciais, além de imagens provenientes do MJSP e de parceiros. Em contrapartida, a Terracap fornecerá ao ministério informações pertinentes à sua área de atuação.

A RedeMAIS já conta com a participação de mais de 110 mil usuários e 620 instituições públicas federais, estaduais e municipais. A iniciativa faz parte do Programa Meio Ambiente Integrado e Seguro — Brasil MAIS, um projeto estratégico do MJSP que possibilita o combate e o monitoramento de crimes e desastres ambientais por meio de imagens de satélite de alta resolução.

Esse é o maior projeto operacional de sensoriamento remoto do País. Ele fornece imagens diárias de todo o território nacional produzidas por satélite e emite alertas automáticos para crimes ambientais como desmatamento, garimpo ilegal, incêndios e plantio de culturas ilícitas.

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O programa é financiado pelo Governo Federal por meio do Fundo Nacional de Segurança Pública, gerido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), e da Polícia Federal.

Para mais informações, acesse a plataforma do Programa Brasil MAIS.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Regulamentação de influenciadores avança e plataformas terão que exigir autorização judicial para monetização

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Brasília, 25/5/26 – A Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), participou do Policy Forum Influenciadores Mirins para aprofundar o diálogo sobre a implementação do art. 34 do Decreto nº 12.880, que regulamenta a Lei nº 15.211/2025, o ECA Digital. O evento foi realizado pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS Rio), na terça-feira (19), em Brasília (DF), e reuniu cerca de 50 especialistas.
Participaram representantes do Governo Federal, do Poder Judiciário, do Ministério Público, da sociedade civil, da academia, de plataformas digitais e criadores de conteúdo.

A partir de 16 de junho, as plataformas deverão exigir autorização judicial para impulsionar e monetizar conteúdos produzidos por influenciadores mirins ou que explorem, de forma habitual, a imagem de crianças e adolescentes.

Segundo o diretor de Segurança e Prevenção de Riscos no Ambiente Digital, Ricardo Lins Horta, a nova regra aplica ao ambiente digital uma exigência já prevista para o mundo físico: crianças e adolescentes precisam de alvará judicial para exercer atividade artística ou participar de publicidade.

Relatório do Comitê Consultivo criado pelo MJSP sobre regulação de influenciadores mirins está em fase de revisão. Foto: Divulgação/MJSP
Relatório do Comitê Consultivo criado pelo MJSP sobre regulação de influenciadores mirins está em fase de revisão. Foto: Divulgação/MJSP
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“O decreto estabeleceu prazo de 90 dias, a partir da assinatura presidencial, para a implementação dessa obrigatoriedade. O Comitê Consultivo criado pelo MJSP para se debruçar sobre o tema fez sua última reunião em 21 de maio, e o relatório final está em fase de revisão”, explicou Horta.

A implementação do artigo 34 tem mobilizado diferentes órgãos públicos e plataformas digitais na construção de procedimentos e soluções técnicas para garantir a proteção integral de crianças e adolescentes no ambiente digital.

Proteção integral e economia criativa

Com metodologia de diálogo estruturado e sem apresentações formais, o encontro promoveu troca aberta entre os participantes em dinâmicas de grupo sobre os desafios enfrentados por plataformas, Poder Judiciário e criadores de conteúdo para garantir a proteção integral de crianças e adolescentes sem inviabilizar a economia criativa.

Participaram dos debates representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), de Ministérios Públicos estaduais, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Ministério da Saúde (MS), além de integrantes do Google Brasil/YouTube e de organizações da sociedade civil, como Instituto Alana, SaferNet, Childhood Brasil e Redes Cordiais.

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Pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Universidade de Brasília (UnB), além de produtores de conteúdo e representantes da indústria do entretenimento digital, também apresentaram sugestões para garantir a proteção integral de crianças e adolescentes sem inviabilizar a economia criativa.
De acordo com a equipe do ITS Rio, o fenômeno dos influenciadores mirins evidencia a tensão entre a proteção de direitos fundamentais e a regulação de um setor econômico em expansão.

Organização independente e sem fins lucrativos, o ITS Rio atua para promover o uso criativo, justo e inclusivo das tecnologias digitais no Brasil e no Sul Global. A instituição desenvolve pesquisas, parcerias e ações de educação voltadas à análise dos impactos legais, sociais, econômicos e culturais da tecnologia, além da promoção de boas práticas regulatórias para a proteção de direitos fundamentais.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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