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Região Oeste alcança 100% de redes instaladas para proteção de mulheres vítimas de violência

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A instalação da 83ª Rede de Proteção à Mulher Vítima de Violência Doméstica, nesta quarta-feira (08), marcou um momento histórico para o Polo II – Região Oeste. Pela primeira vez, todas as comarcas de uma região do estado passam a contar com a rede ativa, garantindo atendimento integrado e especializado às mulheres vítimas de violência doméstica.

Durante o evento, foi assinado o termo de cooperação entre o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher), e os municípios de Conquista D’Oeste e Vale de São Domingos.

A juíza Djéssica Giseli Kuntzer, responsável pelo Polo II, destacou que “a atuação integrada da rede é fundamental, pois transmite às mulheres uma sensação de esperança e confiança, especialmente quando percebem a colaboração entre os poderes públicos, órgãos de segurança e sociedade civil. Mulheres, vocês não estão sozinhas. As redes de apoio existem, e estamos todos unidos nessa luta ao lado de vocês.”

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O prefeito Leandro Azevedo da Cunha ressaltou que “a importância da rede de proteção à vida da mulher está justamente em proporcionar mais segurança a essas mulheres guerreiras, que muitas vezes sofrem abusos.” Já o prefeito Odair José Vargas enfatizou que “vivemos em um país onde a violência contra a mulher é uma triste realidade, e por isso é fundamental criar essa rede de apoio às vítimas, além de implementar políticas de prevenção.”

Para a promotora Clarisse Moraes, a iniciativa beneficia toda a comunidade. “Estamos levando a rede para Conquista D’Oeste e Vale de São Domingos, o que é fundamental para o atendimento e acolhimento das mulheres, funcionando como uma articulação entre todos os órgãos envolvidos na proteção da mulher.”

Ainda nesta semana, a equipe da Cemulher realiza capacitações para os profissionais que atuarão no atendimento às vítimas, em Jauru, Pontes e Lacerda e Mirassol D’Oeste.

A iniciativa integra o trabalho estratégico da Cemulher-MT, coordenada pela desembargadora Maria Erotides Kneip, que busca fomentar a criação e o fortalecimento dessas redes em todo o estado.

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A cerimônia contou com a presença da juíza Djéssica Giseli Kuntzer, da 3ª Vara da Comarca de Pontes e Lacerda, dos prefeitos Odair José Vargas (Conquista D’Oeste) e Leandro Azevedo da Cunha (Vale de São Domingos), da promotora de Justiça Clarisse Moraes e de representantes de diversas instituições locais.

Autor: Roberta Penha

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Aprimoramento do suporte pedagógico e valorização de potencialidades marcam debate sobre inclusão

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A inclusão escolar ultrapassa a dimensão técnica e demanda a construção de um ambiente pautado pela empatia, pela escuta e pela compreensão das diferenças. A reflexão é do professor Agnaldo Fernandes, um dos mais de mil participantes do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Com 24 anos de atuação na rede pública de ensino em Cuiabá e Várzea Grande, o educador destacou que o processo inclusivo se consolida, sobretudo, na convivência e no envolvimento de toda a comunidade escolar. “Existe também um trabalho importante com os demais estudantes, para que compreendam as diferenças e participem, respeitem e entendam. Exige preparo, sensibilidade e tempo”, afirmou.

A vivência em sala de aula, como professor de Artes, também revela o potencial expressivo dos estudantes atípicos quando encontram estímulos adequados. Segundo o professor Agnaldo Fernandes, há um envolvimento natural dos educadores em buscar estratégias mais direcionadas, especialmente em áreas como as artes, onde muitos alunos demonstram habilidades significativas. “A gente se apega muitas vezes, quer trabalhar de uma forma mais específica, mais enfática, pra que ele consiga se desenvolver, principalmente na minha área, que tem crianças que conseguem ter um potencial incrível na área de artes. Alguns autistas, por exemplo, conseguem trabalhar pintura, o faz de conta, uma série de elementos da arte que são interessantíssimos”, relatou.

No entanto, o tempo limitado e a dinâmica da rotina escolar acabam impondo barreiras à continuidade desse trabalho mais aprofundado. “Só que você tem muito pouco tempo pra trabalhar, aí você tem a próxima turma e a próxima turma e a próxima turma”, acrescentou, ao destacar a dificuldade de conciliar a atenção individualizada com a demanda de múltiplas turmas ao longo do dia.

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Ainda assim, o compromisso dos professores se mantém como um dos pilares da inclusão. O educador enfatiza que há um esforço contínuo para oferecer o melhor atendimento possível, mesmo diante das limitações estruturais. “A gente se esforça muito, tenta fazer o máximo, mas a gente gostaria que tivesse mais um apoio, um espaço específico pra aqueles que precisam, porque são seres humanos que necessitam de um acompanhamento maior”, afirmou.

Para ele, a ampliação desse suporte pode representar um avanço significativo não apenas no processo de aprendizagem, mas também na construção de perspectivas futuras para esses estudantes. “Esse apoio mais estruturado permitiria que eles se desenvolvessem melhor e pudessem, futuramente, estar no mercado de trabalho de uma forma muito mais efetiva”, concluiu.

Promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o evento foi realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, reunindo mais de 2,1 mil participantes, entre coordenadores escolares, professores e cuidadores de alunos com deficiência. A iniciativa, conduzida pela vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, reafirma o compromisso institucional do Judiciário mato-grossense com a promoção de direitos e com o fortalecimento de práticas inclusivas alinhadas às demandas sociais.

TJMT Inclusivo

O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade, e dá cumprimento à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Judiciário. A iniciativa também está em consonância com a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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