Tribunal de Justiça de MT

Ricardo Gomes de Almeida toma posse como desembargador no Tribunal de Justiça de Mato Grosso

Publicado

Em uma cerimônia que destacou a importância da união entre os poderes para a garantia dos direitos e da paz social, o advogado Ricardo Gomes de Almeida foi empossado desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), nesta segunda-feira (10 de novembro). A solenidade ocorreu no Plenário 1, “Desembargador Wandyr Clait Duarte”, reunindo magistrados, autoridades, familiares, amigos e servidores.

O presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, conduziu a cerimônia e destacou, em seu discurso, a relevância da trajetória do novo integrante da Corte.

“A presença de Vossa Excelência nessa Corte é motivo de honra. Sua trajetória é marcada por mais de duas décadas na advocacia, por atuação firme no Tribunal Regional Eleitoral e dedicação à Ordem dos Advogados do Brasil, que expressa a sólida formação que o acompanha”, enfatizou.

Zuquim ressaltou ainda que a vivência do novo desembargador amplia o olhar da magistratura, trazendo para o Tribunal um senso de escuta, humanidade e compromisso com o cidadão.

“É justamente esse olhar atento, experiente, humano que agora se soma ao nosso colegiado, enriquecendo-nos. Tenho plena convicção de que, com o brilho próprio, sua presença dará sequência a esse legado”, observou.


Ritual de posse

Seguindo o ritual de posse, Ricardo foi conduzido ao Plenário pelo desembargador mais antigo, Orlando Perri, e pela desembargadora mais recente, Juanita Clait Duarte, membros da Corte estadual presentes na cerimônia. O secretário-geral do TJMT, o juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, fez a leitura do termo de posse, que foi assinado pelo novo desembargador.

Em seguida, o oficial de justiça vestiu as vestes talares em Ricardo de Almeida, que recebeu das mãos do desembargador-presidente do TJ sua nova carteira funcional. Ele também foi condecorado com o colar do mérito Judiciário, colocado pelo presidente da Corte. Empossado, proferiu o juramento onde se comprometeu a atuar de forma honrada, digna e em consonância com as leis.

Leia mais:  TJMT capacita servidores sobre inventário de gases de efeito estufa e ações de descarbonização


Discurso do empossado

Em seu primeiro pronunciamento como desembargador, Ricardo Gomes de Almeida fez um discurso marcado pela emoção, gratidão e pela defesa de uma Justiça mais humana e conciliadora. O magistrado agradeceu a oportunidade de integrar a Corte pelo quinto constitucional da advocacia, destacando a importância do mecanismo como um símbolo de diálogo entre instituições.

Em sua fala, o novo desembargador reforçou o propósito de atuar em favor de uma Justiça pacificadora, voltada não apenas para o julgamento de processos, mas para a restauração de relações humanas e o fortalecimento da paz social.

“Eu acredito profundamente na Justiça pacificadora, aquela que vai muito além do julgamento de processos, mas que realmente promove a paz social. Contribui para o restabelecimento das relações humanas”, afirmou.

Ricardo de Almeida destacou ainda a relevância das soluções consensuais de conflito, citando a mediação, a conciliação e a justiça restaurativa como instrumentos modernos e eficazes para a resolução de disputas. “Confio firmemente na força da solução consensual de conflitos. E é meu compromisso incentivar e contribuir no desenvolvimento dessas práticas”, ressaltou.

O novo desembargador foi eleito pelo Quinto Constitucional destinado à Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) em sessão administrativa do Pleno do TJMT, no dia 03 de novembro, na vaga aberta com a aposentadoria do desembargador Luiz Ferreira da Silva, em 15 de junho. A nomeação pelo governador Mauro Mendes ocorreu na noite do mesmo dia.


Trajetória

Advogado com mais de 26 anos de experiência, especialista em Direito Empresarial e Eleitoral, Ricardo de Almeida exerceu por dois mandatos o cargo de juiz-membro titular do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT). Na OAB-MT, foi conselheiro estadual e membro da Comissão de Direito Eleitoral, na gestão 2013-2015; antes, foi membro do Tribunal de Defesa das Prerrogativas, entre 2007 e 2009.

Leia mais:  Parceria entre instituições fortalece regularização ambiental e concilia produção com preservação


Discurso de boas-vindas

Durante a solenidade, o desembargador Hélio Nishiyama foi o responsável por proferir o discurso de saudação em nome dos membros do Pleno. Em um tom de admiração e reconhecimento, destacou a trajetória pessoal e profissional do novo integrante da Corte, lembrando os tempos em que ambos atuaram na advocacia.

“Nós, que nos conhecemos ainda nos árduos, porém fecundos, caminhos da advocacia, somos prova de que as divergências, quando honestas, não afastam as pessoas. Pelo contrário: refinam o respeito e fortalecem o caráter”, afirmou.

O magistrado ressaltou ainda que a caminhada de Ricardo de Almeida o preparou para este novo papel no Judiciário, unindo a experiência do advogado à responsabilidade do julgador.

“Essa trajetória pessoal e profissional o forjou para a magistratura. Seu ingresso nesta Corte marca um capítulo na história da advocacia e do próprio Tribunal. É o sétimo desembargador oriundo do quinto constitucional da OAB desde 1988”.

Em suas palavras, Nishiyama simbolizou a posse como o início de um novo compromisso, reafirmando a importância da sensibilidade e da humanidade na função judicial.

“Agora, ao vestir a toga, une humanidade à técnica, e faz da experiência o elo entre o advogado que foi e o magistrado que se torna. A toga que hoje veste não é ponto de chegada, mas o início de um compromisso que se renovará a cada decisão”, reforçou.

Magistrados, membros do Ministério Público, da Defensoria Pública, da OAB, servidores e representantes da sociedade prestigiaram o evento, que também foi transmitido ao vivo pelo canal do TJMT no YouTube.


Acesse mais fotos no Flickr do TJMT.

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Tribunal de Justiça de MT

Audiência pública reúne centenas de pessoas para discutir lei de combate ao crime organizado

Publicado

Foto horizontal em plano aberto que mostra a plateia lotada no auditório do Tribunal de Justiça. A audiência pública “A Lei do Combate ao Crime Organizado no Brasil e os impactos no sistema de justiça criminal: desafios e oportunidades” atraiu mais de 200 pessoas, na tarde desta sexta-feira (12), no auditório do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), para debater a Lei nº 15.358/2026 e seus reflexos no sistema de justiça criminal. A nova lei, que desde 24 de março instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado no Brasil, tipifica os crimes de domínio social estruturado e de favorecimento ao domínio social estruturado, altera o Código Penal e o Código de Processo Penal brasileiros, bem como legislações correlatas.

O evento foi promovido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), em parceria com o Ministério Público do Estado (MPE), a Polícia Judiciária Civil (PJC) e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT). Houve transmissão ao vivo por meio do canal TJMT Eventos no YouTube.

Foto horizontal que mostra o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim, falando ao microfone. Ele é um senhor de pele branca, cabelos e barba brancos, usando terno cor creme e gravata marrom. Ao fundo, um telão com as informações da audiência pública.A abertura da audiência contou com pronunciamento do presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, que apontou a sensibilidade e atualidade do tema. “O crime organizado mudou sua forma de agir. Alcança diferentes áreas da vida social e econômica e exige do Estado respostas firmes, preparadas e responsáveis”, destacou.

Ele ressaltou ainda a importância de refletir sobre investigações, responsabilização, garantias processuais e atuação integrada de todos os órgãos públicos, de forma equilibrada, séria e cuidadosa, por exemplo, com a qualidade da prova, com o uso correto dos instrumentos legais e, acima de tudo, com a preservação da confiança da sociedade na justiça. “O Poder Judiciário recebe esse debate com espírito de escuta e cooperação. A contribuição do Ministério Público, da polícia, da advocacia, da academia, da Defensoria e dos demais participantes é essencial para que possamos aprimorar práticas e construir respostas mais seguras”, declarou.

Foto horizontal que mostra o desembargador José Luiz Leite Lindote do busto pra cima, falando ao microfone. Ele é um homem branco, de cabelos grisalhos, usando camisa branca, gravata rosa e terno azul marinho.O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, responsável pela audiência pública, ressaltou que a CGJ-MT decidiu promover o evento por compreender que o enfrentamento ao crime organizado exige diálogo permanente entre as instituições que integram o sistema de justiça criminal. “A recente Lei nº 15.358, conhecida como Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, trouxe novos instrumentos, novos conceitos e novos desafios para a investigação, o processamento e o julgamento de crimes. Diante dessas mudanças, é fundamental debater seus impactos e refletir sobre sua aplicação prática”.

Leia mais:  Grupo Reflexivo de Tabaporã promove transformação de atitudes e prevenção à violência doméstica

Segundo Lindote, a audiência pública é exemplo de uma atuação conjunta entre o Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia Judiciária Civil e a OAB-MT. “Essa integração institucional tem produzido resultados em Mato Grosso, a exemplo da articulação que possibilitou a realização do primeiro leilão de sucatas vinculadas à jurisdição criminal, que resultou na arrecadação de cerca de R$ 675 mil para os cofres públicos”, enfatizou, informando que o resultado foi fruto de evento anterior, o Recupera MT, no qual foi assinada a Resolução Conjunta nº 01/2025 com o Estado.

Foto horizontal que mostra o delegado de polícia Valter de Melo Fonseca Júnior do busto pra cima, falando ao microfone. Ele é um homem branco, alto, de cabelo e barba pretos, usando camisa branca, gravata azul estampada e terno azul. Ao fundo, um telão com as informações da audiência pública.Representando a Secretaria de Estado de Segurança Pública, o delegado de polícia Valter de Melo Fonseca Júnior afirmou que a audiência pública é o momento oportuno para pensar no atual cenário nacional. “A sociedade tem exigido respostas do Estado e nós acreditamos, enquanto Segurança Pública, que a resposta se faz através da integração. Os desafios são grandes, a legislação nova. Tem vários conceitos que precisam ser interpretados, como o conceito de domínio social. São novas tipificações, novos processos e são temas que temos que enfrentar em conjunto”, disse, enaltecendo a iniciativa do Poder Judiciário.

Foto horizontal que mostra o promotor de justiça Renee do Ó do busto pra cima, falando ao microfone. Ele é um homem branco, de cabelo preto, usando camisa branca, gravata e terno azul marinho e óculos de grau. Atrás dele é possível ver parte de um telão.O promotor de justiça Renee do Ó Souza pontuou que, em todo o país, o crime organizado está estabelecido e notabilizado pelo incremento do lucro e regido pela prática extremamente violenta, características que são o foco da nova lei, também conhecida como Pacote Anti-facção. “Este evento marca o pontapé do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria e da Advocacia, da Polícia Civil e de toda a população brasileira que se destina e que quer enfrentar adequadamente o crime organizado”, disse.

Foto horizontal que mostra o advogado Giovane Santin do busto pra cima, falando ao microfone. Ele é um homem branco, de barba e cabelos castanhos claros, usando camisa branca, gravata púrpura e terno azul marinho e óculos de grau.Vice-presidente da OAB-MT, Giovane Santin classificou o debate como de grande importância não só para o Estado de Mato Grosso, mas para todo o país. “Um momento em que precisamos entender e enfrentar de fato todas as consequências geradas por esse fenômeno que conhecemos e chamamos vulgarmente de facções criminosas”, disse. O advogado agradeceu ao Poder Judiciário pela oportunidade de cada instituição envolvida expor seus entendimentos sobre o tema.

Leia mais:  TJMT reúne especialistas em evento sobre autismo em Cuiabá; faça sua inscrição

Foto horizontal que mostra o defensor público Fernando Antunes Soubhia falando ao microfone. ele é um homem branco, calvo, usando camisa branca, gravata laranja, terno azul marinho e óculos de grau.O defensor público e diretor da Escola Superior da Defensoria Pública de Mato Grosso (DPE-MT), Fernando Antunes Soubhia fez uma crítica ao Pacote Anti-facção, afirmando que ele “repete a receita” que o Brasil testa pelo menos desde 1988 e que “fracassa” desde então. “Aumenta a pena, endurece regime, suprime o benefício. A gente fez isso em 90, como a lei dos crimes hediondos. Isso só fez aumentar a população carcerária, aumentar o contingente das facções, que agora se nacionalizaram e tornaram os seus métodos cada vez mais elaborados”, disse.

Ao apontar que “o cárcere historicamente é o maior centro de recrutamento das organizações criminosas”, Soubhia defendeu que este não seria o melhor método para lidar com o problema. Apontou ainda que “o sistema penal é seletivo e vai continuar sendo seletivo”, prendendo majoritariamente pessoas pretas, pobres e periféricas. “Infelizmente, mais uma vez, a resposta que o Estado dá à sua própria ausência nas comunidades vulnerabilizadas é o direito penal”, criticou. Por fim, o defensor público insistiu que segurança pública se constrói com o Estado presente no território, escola, saúde, trabalho e urbanização. “O que essa lei oferece, mais uma vez, é o Estado chegando com o fuzil e algema. Precisamos fazer melhor que isso”, asseverou.

Registro de presenças

Participaram da audiência pública o ouvidor-geral do Poder Judiciário, desembargador Rodrigo Curvo; o supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF-MT), desembargador Orlando Perri; os desembargadores Jorge Luiz Tadeu Rodrigues e Wesley Sanchez Lacerda; o juiz auxiliar da Presidência e secretário-geral do TJMT, Agamenon Alcântara Moreno Júnior; os juízes auxiliares da CGJ-MT João Filho de Almeida Portela, Jorge Alexandre Martins Ferreira e Myrian Pavan Schenkel; o delegado Cláudio Álvarez Santana, representando a Polícia Judiciária Civil; o coordenador da CGJ-MT, João Gualberto Neto, além de juízes e juízas, advogados e advogadas, assessores, estudantes de Direito, servidores e servidoras do Poder Judiciário, entre outros interessados no tema da audiência pública.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana